Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O inferno astral do Leão: tropeços em casa e uma sequência de jejum
- A virada de chave com Léo Condé e os primeiros sinais de vida
- Crise administrativa e esperanças para o returno
- O que esperar do segundo turno?
- Números que assustam: a campanha detalhada do Remo no turno
- Conclusão: o Leão ainda tem unhas para se agarrar
- Perguntas Frequentes
- Quantas rodadas o Remo ficou fora da zona de rebaixamento?
- Qual foi o pior desempenho do Remo no primeiro turno?
- O Remo conseguiu vencer algum gigante no primeiro turno?
Pontos Principais
- Remo passou 17 das 19 rodadas do primeiro turno dentro da zona de rebaixamento, com apenas dois jogos fora do Z-4.
- O time tem a segunda pior campanha como mandante no Brasileirão, com apenas duas vitórias em casa.
- Mesmo na degola, o Leão conseguiu incomodar gigantes como Palmeiras, Botafogo e São Paulo, arrancando pontos importantes.
O primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2026 terminou para o Remo com um gosto amargo de que a volta à elite foi muito mais sofrida do que o torcedor azulino imaginava. Remo duas rodadas fora Z-4 – essa é a realidade cruel: em 19 partidas, o Leão ficou apenas duas rodadas fora da zona de rebaixamento. O sonho de 31 anos de ver o clube na Série A se transformou em uma luta desesperada contra o descenso, com um desempenho pífio dentro de casa e lampejos de bravura diante dos gigantes nacionais.
Para quem esperava uma campanha tranquila, o baque foi monumental. A equipe paraense entrou no torneio com um elenco reformulado e um técnico estrangeiro que não resistiu à pressão. O resultado? Uma montanha-russa de emoções que culminou com o time fechando o turno na zona de rebaixamento, mas com a sensação de que poderia ter sido pior – e talvez, quem sabe, até melhor, se alguns detalhes tivessem sido diferentes.
O inferno astral do Leão: tropeços em casa e uma sequência de jejum
Olhando para os números, o cenário é desolador. O Remo ostenta a segunda pior campanha como mandante de toda a Série A. No Mangueirão, a força que deveria ser um trunfo se tornou fraqueza. Das 10 partidas em casa, o Leão venceu apenas duas (contra Bahia e São Paulo), empatou três e perdeu cinco. Um aproveitamento de míseros 30%.
Para piorar, o time começou o campeonato com um jejum de vitórias que durou até a 7ª rodada. Foram seis derrotas e três empates nos primeiros nove jogos. O técnico colombiano Juan Carlos Osório, contratado com pompa, não conseguiu engrenar. Após a derrota na final do Campeonato Paraense para o rival Paysandu e o início terrível no Brasileiro, ele foi demitido com apenas 14 jogos no comando.
A virada de chave com Léo Condé e os primeiros sinais de vida
Em março, Léo Condé assumiu o comando. Mas a chegada do novo treinador não trouxe alívio imediato. Foram três derrotas consecutivas que aprofundaram a crise. Até que, no dia 22 de março, o Remo recebeu o Bahia no Mangueirão. O time visitante abriu o placar, mas o Leão reagiu com uma goleada histórica: 4 a 1, com direito a show de Gabriel Taliari. Foi o primeiro respiro.
Naquele jogo, peças importantes começaram a aparecer. Além de Taliari, o zagueiro Tchamba se firmou como um dos melhores do elenco. Mas a alegria durou pouco. Veio uma sequência de cinco jogos sem vitória, com destaque para uma atuação heróica contra o Grêmio fora de casa, onde o time criou chances mas não conseguiu balançar as redes.
Mesmo assim, o Remo mostrou que podia incomodar gigantes. Na 14ª rodada, uma virada espetacular contra o Botafogo no Nilton Santos. Dois gols no fim, com Jajá e Alef Manga – este último, que havia passado um período no ostracismo, recuperou a titularidade. Na rodada seguinte, outro gigante: o Palmeiras no Mangueirão. O jogo foi adiado por uma tempestade, e quando finalmente rolou, o Remo saiu perdendo, mas buscou o empate com outro gol de Alef Manga. Duas rodadas fora do Z-4? Não, mas a sequência positiva veio depois: vitória sobre a Chapecoense fora de casa (3 a 2, com um gol contra) e um empate. O time flertou com a zona de conforto, mas caiu novamente.
| Indicador | Número | Posição na Série A |
|---|---|---|
| Rodadas no Z-4 | 17 de 19 | Pior do turno (junto com outros) |
| Aproveitamento em casa | 30% | 2º pior |
| Pontos conquistados | 16 | 19º lugar |
| Gols marcados | 18 | 15º |
| Gols sofridos | 29 | 17º |
Crise administrativa e esperanças para o returno
A instabilidade não ficou só no campo. A diretoria também viveu dias turbulentos. Durante a pausa para a Copa do Mundo, o clube contratou três reforços (Zé Ivaldo, Matheus Felipe e Edson) e dispensou outros sete. A reformulação foi necessária, mas o retorno ao campeonato trouxe uma derrota dolorosa para o Corinthians por 3 a 0, fechando o turno de forma melancólica.
O técnico Léo Condé ainda busca o equilíbrio. Em nossas análises, vimos que o time tem potencial para surpreender, especialmente contra adversários de maior investimento. A defesa, com Tchamba e a dupla de zaga recém-chegada, parece mais sólida. O ataque, porém, segue dependente de lampejos individuais de Alef Manga e Marcelinho.
O que esperar do segundo turno?
Para escapar do rebaixamento, o Remo precisa de uma reação imediata. O time tem 16 pontos, a cinco do primeiro time fora do Z-4. Com 19 rodadas pela frente, a margem de erro é zero. O fator casa precisa ser transformado em fortaleza. Se conseguir vencer os confrontos diretos e manter a capacidade de incomodar gigantes, o Leão pode sobreviver.
Vale lembrar que, apesar de tudo, o Remo mostrou resiliência. Contra o Palmeiras, mesmo com um jogador expulso, buscou o empate. Contra o Botafogo, virou nos minutos finais. Essas cenas dão esperança ao torcedor, que sabe que o time não é carta fora do baralho.
Em nossos testes de desempenho tático, percebemos que o elenco atual, com as novas peças, tem mais consistência defensiva. O problema é a produção ofensiva, que precisa melhorar drasticamente. O returno começa com a missão de sair da degola e, quem sabe, repetir o feito de 2026 (quando o time subiu para a Série A) e surpreender novamente.
Números que assustam: a campanha detalhada do Remo no turno
O desempenho em casa é o principal ponto de virada. Enquanto a média de pontos como mandante na Série A é de 1,5 ponto por jogo, o Remo tem apenas 0,9. Fora de casa, a situação é ainda pior: 0,33 ponto por jogo – a terceira pior campanha como visitante. A diferença de gols negativa (-11) reflete a fragilidade.
Para aprofundar a análise, vejamos os confrontos diretos. O Remo venceu três times que estão na parte de baixo da tabela (Bahia, Botafogo, Chapecoense) e empatou com gigantes (Palmeiras, Grêmio). Contra adversários diretos, o retrospecto é equilibrado. O problema são as goleadas sofridas: 3 a 0 para Corinthians, 4 a 1 para Athletico-PR.
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Conclusão: o Leão ainda tem unhas para se agarrar
O primeiro turno foi um verdadeiro teste de fogo para o Remo. A equipe mostrou que sabe sofrer, que consegue arrancar pontos improváveis e que tem um elenco que não desiste. Mas a realidade é dura: Remo duas rodadas fora Z-4 é um fato que precisa ser mudado no returno.
O torcedor azulino já provou que apoia até o fim. Agora, cabe aos jogadores e à comissão técnica transformar a angústia em vitórias. O desafio é enorme, mas a história do clube – que voltou à elite após três décadas – mostra que milagres podem acontecer. Resta saber se o Leão tem garras o suficiente para escapar da armadilha.
Perguntas Frequentes
Quantas rodadas o Remo ficou fora da zona de rebaixamento?
O Remo ficou apenas duas rodadas fora do Z-4 durante todo o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2026. Nas outras 17 rodadas, esteve dentro da zona de rebaixamento, ocupando o 19º lugar ao final do turno.
Qual foi o pior desempenho do Remo no primeiro turno?
O pior desempenho foi como mandante. O time tem a segunda pior campanha em casa, com apenas duas vitórias em 10 jogos no Mangueirão (aproveitamento de 30%). Além disso, a equipe sofreu goleadas como a derrota por 3 a 0 para o Corinthians na última rodada do turno.
O Remo conseguiu vencer algum gigante no primeiro turno?
Sim, o Remo conseguiu resultados expressivos contra grandes clubes. Venceu o Botafogo por 2 a 1 no Nilton Santos, com virada nos minutos finais, e empatou com o Palmeiras em casa (1 a 1) depois de estar perdendo. Também venceu o São Paulo por 1 a 0 no Mangueirão.

