Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A verdadeira dimensão do desafio
- Belaciano: o novo maestro da sinfonia (ou do caos?)
- O que pode salvar o projeto?
- Perguntas Frequentes
- Por que Alan Belaciano assumiu a reforma de São Januário?
- Qual é o principal obstáculo para a reforma de São Januário?
- O orçamento da reforma realmente subiu para R$ 800 milhões?
Pontos Principais
- Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral, assume a condução da reforma de São Januário, substituindo o vice-presidente Renato Brito.
- Projeto está travado há meses por falta de venda do potencial construtivo, avaliado em mais de R$ 500 milhões.
- Orçamento da obra saltou de R$ 500 milhões para R$ 800 milhões devido à inflação da construção civil.
- Vasco abriu nova concorrência para venda do potencial, mas ainda não há avanços concretos.
A reforma de São Januário ganhou um novo protagonista e a promessa de que os rumos do projeto serão radicalmente diferentes. Em uma mexida nos bastidores que pegou muitos torcedores de surpresa, o presidente da Assembleia Geral do Vasco, Alan Belaciano, assumiu o comando das tratativas para revitalizar a Colina Histórica. A mudança chega em um momento de tensão: as obras estão paradas, o dinheiro não aparece e o orçamento só aumenta. Prepare-se, porque essa novela está longe do fim.
Se você pensava que a reforma estava nas mãos do vice-presidente geral Renato Brito, está por fora. Agora, quem vai puxar a fila é Belaciano, o braço direito do presidente Pedrinho. A informação, inicialmente divulgada pelo jornalista Joel Silva, foi confirmada pelo ge. E não é para menos: a situação exige uma verdadeira operação de guerra. (Confira também o destaque de Lucho Acosta nos passes para finalizações no Brasileirão – um alívio em meio a tanta turbulência no futebol carioca.)
A verdadeira dimensão do desafio
Belaciano não é nenhum novato nessa seara. Ele já vinha atuando nos bastidores da reforma de São Januário e, como presidente da Assembleia Geral, conduziu votações essenciais para o andamento do projeto. Mas, mesmo com esse histórico, o cenário atual é desolador. O principal entrave continua sendo a venda do potencial construtivo – aquele direito de construir além do permitido que o clube pode negociar com outras empresas. O Vasco fechou um contrato de exclusividade com a SOD Capital no meio do ano passado, mas a seguradora esticou os prazos três vezes e, no fim das contas, não concretizou o negócio. O prazo final expirou em 13 de fevereiro de 2026. Desde então, o presidente Pedrinho tem se reunido com o prefeito Eduardo Paes, políticos e representantes de outras empresas para tentar destravar a venda, mas até agora o resultado é zero.
O valor estimado do potencial construtivo? Mais de R$ 500 milhões. Uma bolada que, se concretizada, daria o pontapé inicial nas obras. Mas o tempo passa, e a ansiedade só cresce. Enquanto isso, o orçamento da reforma subiu de R$ 500 milhões para R$ 800 milhões. A alta reflete a correção dos custos da construção civil nos últimos anos, já que o projeto original foi elaborado há muito tempo. O clube ainda planeja angariar receitas com a venda dos naming rights do estádio, mas não há previsão para quando a máquina começará a funcionar. (Descubra como a lesão de Gabriel Pec no Cruzeiro pode impactar as opções de ataque de Artur Jorge – uma crise paralela que também mexe com os ânimos no futebol brasileiro.)
Belaciano: o novo maestro da sinfonia (ou do caos?)
Alan Belaciano assume oficialmente a coordenação do grupo de trabalho que vai tocar todos os próximos passos da reforma. A expectativa é que ele consiga, com sua articulação política e conhecimento interno, destravar o que Renato Brito não conseguiu. Fontes próximas ao clube indicam que a mudança é vista com bons olhos por parte da diretoria, que acredita que Belaciano tem mais trânsito com os principais atores envolvidos – da prefeitura às empresas interessadas. Mas, convenhamos, a pressão é enorme. A torcida já perdeu a paciência e cobra resultados. Cada nova reunião sem anúncio concreto é um prego no caixão da esperança. O Vasco abriu concorrência para novas empresas interessadas no potencial construtivo, mas o silêncio ainda impera.
Vale lembrar que a reforma de São Januário não é apenas uma questão de modernização. É uma necessidade premente de segurança e conforto para os torcedores. O estádio, que já foi palco de tantas glórias, hoje clama por revitalização. E com o orçamento nas alturas, qualquer passo em falso pode comprometer o futuro do clube. Belaciano sabe disso. (Acesse nosso artigo sobre o contrato curto de Kaio César no Corinthians e os R$ 35 milhões que podem mudar os planos do clube paulista – uma novela financeira que também faz tremer a diretoria.)
O que pode salvar o projeto?
A principal carta na manga continua sendo a venda do potencial construtivo. Mas o Vasco também estuda outras fontes de receita: naming rights, parcerias com construtoras, crowdfunding (já imaginou a torcida se mobilizando?) e até mesmo um possível financiamento coletivo. Nada está descartado. A diretoria, porém, precisa urgentemente de um fôlego financeiro. Enquanto isso, as obras seguem em compasso de espera, e o cenário lembra aquele filme de suspense em que o protagonista corre contra o tempo. O relógio não para. Cada dia que passa é um dia a menos para a conclusão de uma reforma que já deveria ter começado.
O clima nos corredores de São Januário é de apreensão misturada com esperança. Alan Belaciano tem a chance de se tornar o herói que a torcida tanto espera. Ou o vilão que não conseguiu entregar o que prometeu. O tempo dirá. O que sabemos é que a reforma de São Januário é o maior projeto estrutural do Vasco nos últimos anos e, sem ele, o clube pode perder competitividade tanto dentro quanto fora de campo. (Para aprofundar, veja como a chegada de Paulo Autuori como novo técnico do Fortaleza pode gerar uma reviravolta na Série B – outra novela que mexe com a emoção do torcedor nordestino.)
Perguntas Frequentes
Por que Alan Belaciano assumiu a reforma de São Januário?
A mudança ocorreu porque a diretoria avaliou que o vice-presidente geral Renato Brito não estava conseguindo avançar com as tratativas para a venda do potencial construtivo e o início das obras. Belaciano, por ter mais experiência política e já atuar nos bastidores, foi escolhido para liderar um grupo de trabalho dedicado exclusivamente ao projeto.
Qual é o principal obstáculo para a reforma de São Januário?
O maior entrave é a venda do potencial construtivo do estádio, estimado em mais de R$ 500 milhões. O Vasco tentou negociar com a SOD Capital, mas o acordo não foi concretizado. Desde então, o clube busca novos compradores, mas ainda não houve avanço. Sem essa venda, o clube não tem recursos para iniciar as obras.
O orçamento da reforma realmente subiu para R$ 800 milhões?
Sim. O valor inicial do projeto era de R$ 500 milhões, mas com a inflação acumulada do setor da construção civil nos últimos anos, a diretoria atualizou a estimativa para R$ 800 milhões. O clube planeja complementar esse valor com a venda dos naming rights do estádio e outras fontes de receita.

