Em 2006, o Flamengo conquistou o bicampeonato da Copa do Brasil vencendo o Vasco, e 20 anos depois (2026), o ge revela o destino de cada jogador e do técnico.
Léo Moura tornou-se embaixador da Conmebol; Juan virou diretor de futebol; Jônatas abriu empresa de marketing esportivo.
Toró jogou até o fim de 2026 na Finlândia; Ney Franco comandou time na Jordânia em 2026; Peralta virou treinador e venceu o MasterChef no Uruguai.
Onde andam os protagonistas do título que acordou o Gigante?
Vinte anos depois de levantar a taça da Copa do Brasil em cima do maior rival, os bicampeões do Flamengo de 2006 seguiram caminhos que misturam nostalgia, superação e até reality show. Neste artigo, você vai descobrir como cada um deles transformou a glória rubro-negra em uma nova vida – dentro e fora do futebol.
Os bicampeões do Flamengo na Copa do Brasil de 2006 – time que quebrou um jejum de 14 anos sem títulos nacionais – hoje estão espalhados por países como Jordânia, Finlândia e Uruguai, e atuam como empresários, treinadores, diretores e até astros da culinária. A equipe comandada por Ney Franco não apenas venceu o Vasco, mas também resgatou a autoestima de uma torcida que vivia anos de vacas magras.
De embaixador a doceiro: a vida pós-gramado dos ídolos
Para entender como o tempo passou para aqueles atletas, preparamos um raio-X completo. Confira a tabela com os principais nomes e suas trajetórias atuais:
Jogador
Função em 2006
O que faz hoje (2026)
Léo Moura
Lateral-direito e capitão
Embaixador da Conmebol
Juan
Lateral-esquerdo (autor do gol do título)
Diretor de futebol do Cosmopolitano Sports
Jônatas
Volante e capitão
Empresário de jovens atletas (J5 Sports Marketing)
Toró
Volante
Aposentado após jogar na Finlândia (2025)
Renato Abreu
Meia e artilheiro de faltas
Empreendedor no ramo imobiliário e comentarista
Horacio Peralta
Meia uruguaio
Técnico do Atlético Lito (3ª divisão do Uruguai) e vencedor do MasterChef
Ney Franco
Técnico
Desempregado após passagem pelo Al Hussein (Jordânia) em 2026
Mas as histórias vão muito além da tabela. Vamos mergulhar nos detalhes mais surpreendentes.
Léo Moura: do Maracanã ao escritório da Conmebol
O ex-lateral-direito, que hoje tem 48 anos, é o exemplo mais claro de transição bem-sucedida para o lado institucional do futebol. Em 2026, Léo Moura ocupa o cargo de embaixador da Conmebol, participando de eventos e representando a entidade sul-americana. Uma carreira que começou no Flamengo e passou por Grêmio, Fluminense e Santa Fe (Colômbia) agora tem status diplomático. Para aprofundar como outros ídolos do Rio se reinventaram, confira o artigo sobre o Fluminense e seus reforços de peso.
Juan: o gol do título e a nova vida como diretor
Autor do gol que selou o 1 a 0 no segundo jogo da final, Juan pendurou as chuteiras em 2019 após rodar por São Paulo, Santos, Vitória e outros clubes. Hoje, aos 44 anos, é diretor de futebol do Cosmopolitano Sports, time de base do interior paulista. O ex-lateral esquerdo aplica no cargo a mesma inteligência que o tornou ídolo na Gávea.
Jônatas: de capitão a empresário de talentos
O volante que levantou a taça como capitão deixou os gramados em 2014 e fundou a J5 Sports Marketing, empresa que gerencia a carreira de jovens promessas. Uma virada de chave que mostra como os bicampeões do Flamengo souberam aproveitar a visibilidade do título para empreender. Jônatas, hoje com 43 anos, mantém contato direto com a base rubro-negra e já revelou em entrevistas que o maior orgulho é ver seus atletas estreando no profissional.
Toró: o andarilho que só parou na Finlândia
Dos bicampeões do Flamengo de 2006, Toró foi o que mais demorou para se aposentar. O volante encerrou a carreira apenas no fim de 2026, aos 40 anos, após defender clubes no Japão e na Finlândia. Seu último time foi o GBK, da segunda divisão finlandesa. Agora, Toró está em transição e ainda não definiu o próximo passo – mas garante que “não vai virar doceiro”, brincando com o título original da reportagem.
Renato Abreu: o maestro virou empresário e comentarista
O meia de 48 anos, conhecido pelas cobranças de falta espetaculares, parou de jogar em 2015. Desde então, diversificou: virou empresário do ramo imobiliário e comentarista esportivo em rádios do Rio. Sua voz ainda ecoa nas arquibancadas, mas agora com a experiência de quem viveu aquele bicampeonato na pele. Leia também sobre a crise do Cruzeiro e as mudanças de Artur Jorge – outro time que viveu momento de virada.
Horacio Peralta: o uruguaio que virou chef e técnico
Se existe um personagem que abraçou o espírito “sensacionalista” da matéria, é Peralta. O meia que passou apenas uma temporada no Flamengo, mas saiu campeão, hoje comanda o Atlético Lito, da terceira divisão uruguaia. Mas a fama mesmo ele conquistou ao vencer a edição local do MasterChef. Sim, o ex-jogador é um cozinheiro de mão cheia! Aos 44 anos, Peralta equilibra panelas e táticas, provando que a vida pós-futebol pode ser tão saborosa quanto um gol em clássico.
Ney Franco: do ápice ao ostracismo
O técnico que assumiu o Flamengo na reta final da Copa do Brasil de 2006 e montou a equipe campeã viveu altos e baixos. Depois de passagens por São Paulo, seleção brasileira sub-20, Cruzeiro e outros, seu último trabalho foi no Al Hussein, da Jordânia, encerrado em 2026. Aos 60 anos, Ney Franco está sem clube e aguarda uma nova oportunidade. O destino dele é um lembrete de que nem todos os heróis têm finais felizes – pelo menos não imediatamente. Saiba mais sobre como outros times lidam com pressões decisivas: entenda o confronto direto entre Bahia e Corinthians pela Libertadores.
Contexto histórico: por que 2006 foi tão especial?
Para entender o peso desse título, é preciso voltar ao cenário da época. O Flamengo vivia uma crise financeira e esportiva. A troca de técnico antes da final (Waldemar Lemos deu lugar a Ney Franco) foi uma aposta arriscada, mas deu certo. O time aproveitou a pausa da Copa do Mundo de 2006 para se preparar e atropelou o Vasco: 2 a 0 no primeiro jogo e 1 a 0 no segundo. A Fifa chegou a estampar em seu site oficial: “O Gigante Adormecido acordou”. Descubra como o Vasco, outro gigante, enfrenta risco de rebaixamento: veja a análise sobre o erro do Vasco e a briga contra o Z-4.
Desde então, o Flamengo tornou-se pentacampeão da Copa do Brasil (títulos em 1990, 2006, 2013, 2022 e 2024), ficando atrás apenas do Cruzeiro (6). Em 2026, o clube foi eliminado precocemente pelo Vitória na quinta fase, mas a memória daquele bicampeonato permanece viva.
O legado dos bicampeões do Flamengo no futebol brasileiro
Os bicampeões do Flamengo de 2006 não apenas entraram para a história do clube, mas também influenciaram uma geração. Muitos deles seguiram carreiras ligadas ao esporte, seja como dirigentes, empresários ou treinadores. A virada de chave após o título mostrou que o futebol pode abrir portas para além dos gramados – de embaixador da Conmebol a vencedor de MasterChef, cada um escreveu seu próprio roteiro.
Em 2026, enquanto o Flamengo busca novos ares, a torcida olha para trás e vê que aqueles atletas – os bicampeões do Flamengo – continuam sendo exemplos de superação. E, como diria o velho clichê, o Gigante pode dormir de vez em quando, mas seus heróis jamais são esquecidos.
Perguntas Frequentes
Quem foi o técnico do Flamengo no bicampeonato da Copa do Brasil de 2006?
O técnico foi Ney Franco, que assumiu o time após a semifinal, substituindo Waldemar Lemos. Ele comandou a equipe na vitória sobre o Vasco.
Qual jogador marcou o gol do título na final de 2006?
O gol da vitória por 1 a 0 no segundo jogo foi marcado pelo lateral-esquerdo Juan, que hoje é diretor de futebol do Cosmopolitano Sports.
O que Léo Moura faz atualmente?
Léo Moura, capitão e lateral-direito daquele time, é embaixador da Conmebol desde 2026, representando a entidade em eventos institucionais.
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