Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O jogo que vale mais que três pontos
- O estopim: o caso Kauê Furquim
- Um acordo que virou pó: a novela de Kayky
- Duelo na tabela: números que acendem o alerta
- Os bastidores do rompimento: a visão do Grupo City
- E a bola rola: o que esperar do jogo
- O que a torcida pode esperar do segundo turno
- Perguntas Frequentes
- Por que Corinthians e Bahia se tornaram rivais nos bastidores?
- O que aconteceu com a negociação de Kayky pelo Corinthians?
- Qual a importância do jogo Bahia x Corinthians para a classificação à Libertadores?
Pontos Principais
- O Corinthians acusa o Bahia de aliciamento ilícito de jovens promessas, como o caso de Kauê Furquim, e rompeu relações institucionais.
- A diretoria do Timão barrou a contratação de Kayky por considerar hipocrisia negociar com o Grupo City, mesmo sendo desejo da comissão técnica.
- O duelo deste domingo (26) na Fonte Nova vale posição na tabela e coloca à prova a rivalidade que sai dos bastidores para o campo.
O jogo que vale mais que três pontos
A rivalidade nos bastidores entre Bahia e Corinthians chega ao gramado da Fonte Nova neste domingo, 26 de julho de 2026, em um confronto direto pela sexta posição do Brasileirão. Mas o que realmente está em jogo vai muito além dos três pontos. Nos últimos meses, os clubes trocaram farpas, acusações formais e até romperam canais de diálogo por causa de jovens talentos e negociações frustradas.
Para entender por que esses dois times, que antes mantinham relações comerciais normais, se tornaram rivais ferrenhos nos bastidores, é preciso voltar ao caso de Kauê Furquim e à polêmica envolvendo o Grupo City. A insatisfação corintiana é clara: o Bahia teria atuado como ponte para levar joias da base do Corinthians a clubes europeus, e isso azedou de vez a convivência.
O estopim: o caso Kauê Furquim
Tudo começou em agosto de 2026, quando o volante Kauê Furquim, de apenas 17 anos, trocou o Parque São Jorge pela Arena Fonte Nova. O Corinthians recebeu R$ 14 milhões, valor correspondente à multa rescisória do contrato vigente na época. Para a diretoria corintiana, porém, a transação foi um verdadeiro roubo.
“Aliciamento ilícito e imoral” – foi com essas palavras que o departamento jurídico do Corinthians descreveu a ação do Bahia em documentos enviados à CBF e à Fifa. O presidente Osmar Stabile, em pessoa, ordenou o rompimento institucional entre os clubes. O time baiano, na visão corintiana, seria apenas um intermediário do Grupo City – conglomerado que controla o Bahia e também o Man City, entre outros – para capturar jovens promessas brasileiras a preço de banana.
Hoje, Kauê Furquim já soma nove jogos como profissional, com dois gols e uma assistência sob o comando de Rogério Ceni. Até agora, nenhuma punição ou decisão favorável ao Corinthians saiu. Uma baita dor de cabeça que ainda não teve desfecho.
Um acordo que virou pó: a novela de Kayky
Se o furdúncio de Furquim já era grande, o caso de Kayky jogou gasolina na fogueira. Em meados de 2026, o departamento de futebol do Corinthians costurou um empréstimo do atacante, ex-Flamengo e então no Bahia. As bases salariais estavam ajustadas, o tempo de contrato definido. O próprio jogador, em suas redes sociais, chegou a publicar emojis de gavião – símbolo do Timão – alimentando a expectativa da torcida.
Mas aí veio a hora do “ok” final. Quando os documentos saíram do CT Joaquim Grava rumo ao Parque São Jorge, o presidente Osmar Stabile – o mesmo que havia rompido relações – interrompeu tudo. A justificativa: o clube estaria sendo hipócrita ao assinar com atletas do Grupo City depois de denunciá-lo por aliciamento. A comissão técnica de Fernando Diniz ficou de cabelo em pé, pois Kayky era um desejo antigo. Resultado: o jogador acabou indo para o Internacional.
A movimentação mostrou que a guerra de bastidores não é apenas retórica. O Corinthians preferiu perder um reforço a dar o braço a torcer diante do grupo rival. E o Bahia, claro, saiu fortalecido na narrativa de que não se dobra a pressão alheia.
Duelo na tabela: números que acendem o alerta
| Time | Posição | Pontos | Últimos 5 jogos |
|---|---|---|---|
| Bahia | 6º | 26 | V-V-D-D-E |
| Corinthians | 7º | 27 | V-V-V-D-D |
Na prática, o Corinthians está com um ponto a mais que o Bahia, mas em sétimo lugar porque o time baiano leva vantagem no saldo de gols (ou critérios de desempate – a tabela do site oficial da CBF aponta essa diferença, e a Fonte Nova promete uma pressão de dar calafrios). Uma vitória do Timão o coloca de vez no G-6 e na briga direta pela Libertadores. Já o Bahia, se vencer, pula para 29 pontos e dá um passo gigante para se firmar entre os primeiros.
Para aprofundar os bastidores dessa novela, vale a pena conferir também como outros clubes lidam com reformulações no meio de temporada. O caso de Deossa e Sosa no Vasco mostra que guerra de bastidores não é privilégio de ninguém.
Os bastidores do rompimento: a visão do Grupo City
Do lado do Bahia, a postura é de defesa técnica. O clube alega que todas as contratações foram feitas dentro da legalidade, pagando multas rescisórias previstas em contrato e respeitando as regras da CBF. O Grupo City, controlador do clube, mantém discurso de que investe em jovens talentos e oferece estrutura de ponta – o que para o Corinthians é apenas uma forma sofisticada de saquear a base alheia.
A briga expõe uma fissura cada vez maior no futebol brasileiro: clubes que pertencem a grupos de investimento estrangeiro versus clubes tradicionais que tentam proteger seus ativos. Enquanto o Corinthians depende da venda de joias para equilibrar as contas, o Bahia opera com capital do City, o que permite pagar multas com mais facilidade e até mesmo oferecer salários mais altos aos jogadores.
Nesse cenário, a torcida do Corinthians sente na pele o drama de ver promessas escaparem. Descubra também como o reencontro de Artur Jorge com um ex-auxiliar pode incendiar o Mineirão – uma história que mostra que rivalidade não se limita a campo.
E a bola rola: o que esperar do jogo
O Corinthians chega embalado por três vitórias consecutivas no Brasileirão. Fernando Diniz, enfim, parece ter encontrado um padrão de jogo. A volta de Garro, que cumpriu suspensão, é um alívio para o meio-campo. Do lado do Bahia, Rogério Ceni conta com a força da Fonte Nova e o fator psicológico de não ter perdido para o Corinthians em casa nos últimos cinco encontros.
O mais curioso é que os jogadores, em campo, mantêm certa cordialidade. “A guerra é da diretoria, a gente joga futebol”, disse um atleta baiano em off. Mas a pressão externa é grande. Cada drible, cada falta, cada lance é amplificado pela narrativa de bastidores. Se houve uma tentativa de trégua no acordo de Kayky, ela naufragou. Agora, o que se vê é um duelo de nervos e músculos.
A verdade é que, independentemente do resultado, a rivalidade nos bastidores entre Bahia e Corinthians veio para ficar. As acusações de aliciamento e a intromissão do Grupo City criaram um fosso difícil de ser preenchido. E, para quem gosta de futebol com tempero, o espetáculo está garantido.
O que a torcida pode esperar do segundo turno
O Corinthians está a apenas três pontos do G-4 e, se vencer o Bahia, pode até sonhar com o G-3. A briga pela Libertadores é o objetivo declarado. Já o Bahia, com o orçamento reforçado pelo City, luta para provar que não é apenas um celeiro de vendas, mas um clube competitivo.
Em um ano em que o futebol brasileiro vê cada vez mais fusões e investimentos estrangeiros, o caso Bahia x Corinthians serve de termômetro. Até onde a rivalidade vai? Até o final do campeonato, com certeza. Mas talvez mais além.
Para quem busca entender melhor as movimentações de mercado, saiba mais sobre o destino de heróis do passado após 20 anos da Copa do Brasil – uma viagem que mostra que o futebol é feito de ciclos, e os bastidores sempre guardam surpresas.
Perguntas Frequentes
Por que Corinthians e Bahia se tornaram rivais nos bastidores?
A rivalidade explodiu após a venda do jovem Kauê Furquim por R$ 14 milhões, valor considerado baixo pelo Corinthians. O clube paulista acusa o Bahia de atuar como intermediário do Grupo City para aliciar ilegalmente promessas da sua base, usando a multa rescisória como brecha legal. A tentativa de contratar Kayky depois disso foi barrada pela própria diretoria do Corinthians, que não quis negociar com o grupo controlador do Bahia.
O que aconteceu com a negociação de Kayky pelo Corinthians?
As partes já haviam chegado a um acordo salarial e de tempo de contrato, e o jogador até publicou indiretas nas redes sociais. No entanto, o presidente Osmar Stabile interrompeu a transação no último momento, alegando que seria hipocrisia fechar com o Grupo City enquanto o clube denunciava o Bahia por aliciamento. Kayky acabou sendo emprestado ao Internacional.
Qual a importância do jogo Bahia x Corinthians para a classificação à Libertadores?
Ambos brigam por uma vaga no G-6. O Corinthians, com 27 pontos, pode ultrapassar o Bahia (26 pontos) em caso de vitória. Uma derrota, porém, pode deixar o Timão fora do G-7 e aumentar a pressão sobre Fernando Diniz. O Bahia, jogando em casa, quer se firmar na elite e mostrar força diante de um rival direto.

