Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O jogo: domínio brasileiro com sustos argentinos
- Destaque da partida: Bianca Cugno, a argentina que jogou no Brasil
- Colômbia: invicta e com técnico brasileiro na casamata
- Final dupla: Brasil B e principal podem fazer história no mesmo dia
- Dados e estatísticas da semifinal
- O caminho até a final
- Perguntas Frequentes
- Quem foi a maior pontuadora da semifinal?
- Onde e quando será a final da Copa Sul-Americana?
- Qual a situação da seleção principal no mesmo dia?
Pontos Principais
- Brasil B vence Argentina por 3 sets a 1 e garante vaga na final da Copa Sul-Americana de Vôlei 2026.
- Decisão será contra a Colômbia, invicta, com técnico brasileiro no banco: Guilherme Schmitz, ex-Fluminense.
- Maior pontuadora foi a argentina Bianca Cugno, com 33 pontos, ex-Osasco.
- No mesmo dia, seleção principal busca ouro na final da Liga das Nações contra a Turquia – duplo título possível?
A Seleção brasileira B final da Copa Sul-Americana está escrita com letras garrafais no calendário do vôlei nacional. Neste sábado (25), no ginásio de Lima, no Peru, a equipe comandada pelo técnico Wagão não tomou conhecimento da Argentina: vitória por 3 sets a 1 (25/17, 20/25, 25/22 e 28/26) — placar que registra uma das semifinais mais emocionantes do torneio. Agora, o desafio é a Colômbia, no domingo (26), às 19h30 (de Brasília), com transmissão ao vivo pelo sportv2. E a torcida já pode se preparar para uma noite de tirar o fôlego.
Em nossa análise de quadra, a equipe brasileira mostrou solidez no saque e força no bloqueio, mas também soube sofrer nos momentos críticos. O terceiro set foi um verdadeiro teste de nervos: depois de perder o segundo por 25/20, as brasileiras reagiram e fecharam em 25/22. Já o quarto set foi um thriller — 28/26, com a argentina Bianca Cugno, maior pontuadora do jogo com 33 pontos, tentando virar sozinha. Mas a defesa brasileira, com destaque para a líbero Paulina, segurou a pressão.
O jogo: domínio brasileiro com sustos argentinos
A Argentina entrou em quadra com a faca nos dentes. Afinal, perder para o Brasil B — time formado por jovens promessas e atletas que buscam espaço — seria uma mancha no currículo. Mas o Brasil começou avassalador: 25/17 no primeiro set, com a ponteira Sabrina martelando do fundo. A impressão é que a partida seria uma barbada.
No segundo set, porém, a Argentina se encontrou. A levantadora argentina soube explorar o bloqueio brasileiro, e Bianca Cugno, que defendeu Osasco na última temporada, virou uma metralhadora de pontos. O 25/20 argentino acendeu o sinal de alerta. Mas o Brasil B mostrou maturidade: no terceiro set, a central Karina apareceu no bloqueio, e a ponteira Aline Segato fez a diferença nos contra-ataques. Set fechado: 25/22.
No quarto, a tensão tomou conta. A Argentina abriu vantagem, o Brasil buscou no saque, e o placar foi ponto a ponto até 26/26. Aí veio o erro argentino e um bloqueio de Juju que selou o 28/26. Gritos de comemoração ecoaram no ginásio. A Seleção brasileira B final estava garantida.
Para entender como essa equipe chegou até aqui, confira nossa análise da semifinal contra o Chile, onde o Brasil também não tomou conhecimento.
Destaque da partida: Bianca Cugno, a argentina que jogou no Brasil
Bianca Cugno foi o nome da noite — mesmo do lado derrotado. A oposta de 1,93m, que vestiu a camisa do Osasco na temporada 2025-2026, anotou incríveis 33 pontos, sendo a maior pontuadora da partida. Ela é conhecida no Brasil por sua potência no ataque e pelo saque flutuante agressivo. Se a Argentina quase virou o jogo, foi graças a ela.
Para o Brasil, a atuação coletiva foi o trunfo. A levantadora Bruninha distribuiu bem o jogo, a central Lanna foi eficiente no meio, e a ponteira Sabrina, com 18 pontos, foi a maior pontuadora brasileira. Mas o técnico Wagão destacou a força mental: “Sabíamos que a Argentina ia crescer, mas o time soube sofrer e reagir. Isso é fundamental para quem quer ser campeão.”
Colômbia: invicta e com técnico brasileiro na casamata
O adversário da final, a Colômbia, também chega invicto à decisão. E tem um trunfo extra: o técnico é brasileiro. Guilherme Schmitz, carioca com mais de 20 anos de Fluminense, assumiu o comando da seleção colombiana em maio de 2026 com o objetivo de classificar o país para Los Angeles 2028. Em sua estreia em um torneio continental, ele já colocou a Colômbia na final.
Schmitz conhece bem o voleibol brasileiro. Foram anos formando atletas no Fluminense, e agora ele terá a chance de enfrentar a “casa” em uma final. “Vai ser emocionante. Respeito muito o Brasil, mas estamos preparados para lutar pelo título”, declarou o treinador em entrevista recente.
A Colômbia tem jogadoras experientes, como a ponteira Amanda Coneo e a central Melissa Rangel, ambas com passagem pelo vôlei brasileiro. No ataque, a oposta Dayana Segura é a principal referência. Será um duelo de forças: a juventude brasileira contra a maturidade colombiana.
Final dupla: Brasil B e principal podem fazer história no mesmo dia
O domingo (26) promete ser histórico para o vôlei feminino brasileiro. Pela manhã, às 8h30 (de Brasília), a seleção principal, comandada por José Roberto Guimarães, enfrenta a Turquia na final da Liga das Nações, em Macau. Veja aqui nossa prévia completa do duelo. Se vencer, o Brasil conquista o primeiro título da VNL — e ainda embolsa R$ 5,5 milhões. Confira detalhes da premiação milionária.
Já à noite, o Brasil B tenta o hexacampeonato da Copa Sul-Americana. O país domina o torneio desde 2019, e uma vitória sobre a Colômbia confirmaria a hegemonia. Para as jogadoras mais jovens, é a chance de mostrar serviço e ganhar moral para futuras convocações.
Nós pudemos acompanhar de perto a campanha brasileira. Em nossa opinião, o ponto forte do Brasil B é a variação tática: enquanto a equipe principal tem um estilo mais definido, a versão B surpreende pela capacidade de se adaptar. A central Karina, por exemplo, é uma arma no bloqueio, e a ponteira Aline Segato não cansa de atacar. Se mantiverem a concentração, o título é bem possível.
Dados e estatísticas da semifinal
| Estatística | Brasil B | Argentina |
|---|---|---|
| Total de pontos | 98 | 90 |
| Ataques vencedores | 54 | 52 |
| Bloqueios | 9 | 6 |
| Saques diretos | 4 | 3 |
| Erros não forçados | 22 | 27 |
| Maior pontuadora | Sabrina (18) | Bianca Cugno (33) |
Os números mostram que o Brasil foi mais eficiente nos bloqueios e errou menos, dois fatores decisivos em uma partida tão equilibrada.
O caminho até a final
A campanha do Brasil B na Copa Sul-Americana foi de dar inveja. Na primeira fase, vitórias sobre Peru e Chile. Na semifinal, o duelo contra a Argentina. A equipe não perdeu nenhum set até o confronto de sábado. O único set perdido foi justamente o segundo da semifinal. Lembra da emoção na semifinal da VNL contra a Itália? A defesa milagrosa de Rosamaria foi o ponto alto.
Já a Colômbia passou sem sustos: venceu Venezuela e Equador na fase de grupos, e na semifinal eliminou o Chile com um 3 a 0 tranquilo. O confronto direto entre Brasil e Colômbia na final promete ser o melhor jogo do torneio.
Agora, é esperar o apito inicial. A bola sobe às 19h30, e o Brasil B entrará em quadra com a força de uma nação. Saiba mais sobre o técnico Guilherme Schmitz e sua trajetória no site da Confederação Brasileira de Voleibol.
Perguntas Frequentes
Quem foi a maior pontuadora da semifinal?
A maior pontuadora da partida foi a argentina Bianca Cugno, com 33 pontos. Ela atuou pelo Osasco na última temporada e foi o grande destaque ofensivo da Argentina, mesmo na derrota.
Onde e quando será a final da Copa Sul-Americana?
A final será no domingo, 26 de julho de 2026, às 19h30 (horário de Brasília), no ginásio em Lima, Peru. A transmissão será pelo sportv2.
Qual a situação da seleção principal no mesmo dia?
A seleção principal feminina de vôlei enfrenta a Turquia na final da Liga das Nações, às 8h30 (de Brasília), em Macau. Se vencer, conquista o primeiro título da VNL e fatura um prêmio milionário. É possível que o Brasil celebre dois títulos continentais no mesmo dia.

