Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Gols, emoção e um marco religioso
- Briga de gigantes no Grupo A
- O caminho para o Brasil
- Olho na tabela: quem já está classificado?
- A luta pelo hijab no futebol feminino
- O que esperar desta Copa Africana?
- O Brasil já se prepara
- Perguntas Frequentes
- Quantas vagas para a Copa do Mundo Feminina de 2027 a África terá?
- Qual foi o placar da estreia entre Argélia e Senegal?
- O uso do hijab é permitido em todas as competições da Fifa?
Pontos Principais
- A Argélia venceu Senegal por 2 a 0 no jogo de abertura da Copa Africana de Nações Feminina, em Rabat, no Marrocos.
- O torneio vale vagas para a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
- Lina Boussaha fez história ao jogar de hijab, seguindo os passos de Nouhaila Benzina na Copa de 2026.
- Quatro seleções semifinalistas garantem vaga direta; outras duas disputam repescagem intercontinental.
- Marrocos, Nigéria e África do Sul avançaram às oitavas no último Mundial; Zâmbia ficou pelo caminho.
A Copa Africana Feminina começou com tudo! A Argélia não tomou conhecimento do Senegal e aplicou 2 a 0 neste domingo, no Estádio Olímpico de Rabat, empurrando a torcida marroquina para dentro do jogo. Mais do que uma simples estreia, a partida marcou o pontapé inicial de uma competição que vale vaga direta para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil. Sim, senhoras e senhores: as quatro semifinalistas se garantem no Mundial, e o futebol africano feminino mostra que não está para brincadeira.
Gols, emoção e um marco religioso
Quem disse que estreia é sinônimo de nervosismo? A Argélia tratou logo de mostrar serviço. Aos 30 minutos do primeiro tempo, Marine Dafeur cobrou pênalti com a frieza de quem já nasceu sabendo: 1 a 0. Mas o melhor estava por vir. Nos acréscimos, Melissa Bethi aproveitou uma saída errada da zaga senegalesa e ampliou, fechando o caixão de vez. O passe? Da meia Lina Boussaha, que entrou para a história ao jogar usando o hijab – a vestimenta islâmica que já virou símbolo de luta e resistência dentro das quatro linhas. Ela segue os passos da marroquina Nouhaila Benzina, que usou a peça na Copa do Mundo de 2026 na Austrália e Nova Zelândia. É assim que se quebra preconceito: com talento e personalidade!
Briga de gigantes no Grupo A
E o grupo não para por aí. Hoje mesmo, Marrocos e Quênia se enfrentam no estádio Moulay El Hassan, também em Rabat. As marroquinas são comandadas pelo espanhol Jorge Vilda – sim, o mesmo que levou a Espanha ao título mundial em 2026. Promessa de jogo duro e muita emoção neste Grupo A que já deu o tom da competição. A Copa Africana Feminina está pegando fogo, e o Brasil que se cuide: as africanas querem mostrar serviço no Mundial.
O caminho para o Brasil
Agora, segura essa informação: além das quatro semifinalistas, outras duas seleções africanas vão disputar a repescagem intercontinental. Ou seja, há chances reais de vermos mais de quatro times do continente no Mundial de 2027. E olha que o histórico recente é animador: na Copa do Mundo de 2026, três das quatro representantes africanas passaram da fase de grupos – Marrocos, Nigéria e África do Sul. Só Zâmbia ficou pelo caminho, mas mesmo assim vendeu caro contra Espanha e Japão. A África não é mais coadjuvante; é protagonista.
Para se ter ideia, já estão garantidas 14 seleções na Copa do Mundo de 2027. Além do Brasil (país-sede), temos Espanha (atual campeã), Alemanha, França, Dinamarca, Argentina, Colômbia, Nova Zelândia e seis asiáticas: Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Filipinas e Japão. Se a África mandar bem, a briga promete.
Olho na tabela: quem já está classificado?
| Continente | Seleções classificadas |
|---|---|
| América do Sul | Brasil (anfitrião), Argentina, Colômbia |
| Europa | Espanha, Alemanha, França, Dinamarca |
| Ásia | Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Filipinas, Japão |
| Oceania | Nova Zelândia |
| África | A definir (4 vagas diretas + 2 repescagem) |
| América do Norte/Central | A definir (repescagem) |
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A luta pelo hijab no futebol feminino
Não dá para falar dessa partida sem destacar o simbolismo do hijab. Lina Boussaha entrou em campo usando a vestimenta, algo que até pouco tempo era motivo de exclusão em vários torneios. A Fifa só liberou o uso em 2014, depois de muita pressão de jogadoras e entidades. Em 2026, a zagueira marroquina Nouhaila Benzina foi a primeira a usar na Copa do Mundo, virando ícone global. Agora, Boussaha repete o gesto e mostra que o futebol feminino muçulmano veio para ficar. Respeito à diversidade, sempre.
O que esperar desta Copa Africana?
A competição segue até meados de agosto, reunindo 12 seleções divididas em três grupos. Os dois primeiros de cada chave avançam às quartas, junto com os dois melhores terceiros colocados. Dali, só os melhores seguem para a glória. E com a vaga na Copa do Mundo em jogo, cada partida é uma final. A Copa Africana Feminina promete emoção de sobra.
Para quem gosta de números, a edição de 2022 (realizada em 2026, por conta de calendário) foi vencida pela África do Sul, que bateu Marrocos na final. Agora, as marroquinas querem revanche jogando em casa. E a Argélia, com essa vitória de estreia, já mostra que não está para brincadeira. Quem será que sai com a taça e a vaga no bolso?
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O Brasil já se prepara
Enquanto as africanas brigam por vagas, o Brasil vai se preparando para sediar o maior evento do futebol feminino pela primeira vez. Será a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul. A expectativa é gigante, e a Fifa já confirma que o torneio terá 32 seleções. Ou seja, a briga por cada vaga é ainda mais intensa.
Com o histórico recente de força africana, a Argélia – que não disputava uma Copa do Mundo desde 2008 – está de olho em voltar ao cenário mundial. A vitória sobre Senegal foi o primeiro passo. Mas o caminho é longo. A Copa Africana Feminina está só começando, e a gente vai acompanhar cada lance.
Perguntas Frequentes
Quantas vagas para a Copa do Mundo Feminina de 2027 a África terá?
A Confederação Africana de Futebol (CAF) garante quatro vagas diretas para as semifinalistas da Copa Africana de Nações Feminina. Além disso, duas seleções que avançarem até a final ou disputarem a repescagem intercontinental podem garantir mais vagas, dependendo dos confrontos. No total, a África pode ter até seis representantes no Mundial do Brasil.
Qual foi o placar da estreia entre Argélia e Senegal?
A Argélia venceu Senegal por 2 a 0, com gols de Marine Dafeur (de pênalti) e Melissa Bethi, este último já nos acréscimos do segundo tempo. A partida foi realizada no Estádio Olímpico de Rabat, em Marrocos, abrindo o Grupo A da competição.
O uso do hijab é permitido em todas as competições da Fifa?
Sim, desde 2014 a Fifa autoriza o uso do hijab (véu islâmico) em partidas oficiais, após anos de proibição baseada em questões de segurança. A liberação foi um marco para a inclusão de jogadoras muçulmanas no futebol. Na Copa do Mundo de 2026, a marroquina Nouhaila Benzina foi a primeira a usar a vestimenta em um Mundial, e agora Lina Boussaha repete o gesto na Copa Africana.

