Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O jogo: golaço, sustos e uma expulsão que muda o planejamento
- Postura combativa: o que Fernando Diniz vem cobrando e o time está entregando
- O lado preocupante: o ataque ainda engasga
- O cenário atual: invencibilidade no Brasileirão e olho nas copas
- Tabela de desempenho do Corinthians nos últimos 5 jogos do Brasileirão
- Perguntas Frequentes
- O Corinthians jogou bem contra o Bahia?
- Quem se destacou no empate do Corinthians com o Bahia?
- Quantos jogos de invencibilidade o Corinthians tem no Brasileirão?
Pontos Principais
- Corinthians não apresentou bom futebol, mas mostrou entrega e combate físico contra o Bahia.
- Fabrizio Angileri marcou golaço de fora da área, mas depois foi expulso e vira desfalque.
- Equipe alvinegra já são quatro jogos de invencibilidade no Brasileirão 2026, mesmo com atuação inconsistente.
- Postura agressiva e solidária é cobrada por Fernando Diniz e pode ser chave nas competições de mata-mata.
A Corinthians postura combativa foi o principal destaque do empate por 1 a 1 contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, no domingo (27). A equipe alvinegra não conseguiu impor seu jogo, sofreu para carregar a bola e finalizou apenas cinco vezes — contra 15 do adversário. Mesmo assim, a entrega em campo, com divididas fortes e marcação cerrada, evitou a derrota e manteve a invencibilidade de quatro jogos no Brasileirão.
O resultado pode não ter agradado os torcedores que esperavam um futebol mais vistoso, mas a atitude mostrada em Salvador é um termômetro positivo para os desafios que vêm por aí. Em um campeonato onde o equilíbrio é a palavra de ordem, jogar com raça e união — mesmo sem brilho — pode ser o diferencial nas fases eliminatórias da Copa do Brasil e da Libertadores.
O jogo: golaço, sustos e uma expulsão que muda o planejamento
O Corinthians começou bem, abrindo o placar aos 7 minutos com um chute espetacular de Fabrizio Angileri de fora da área. O argentino recebeu a bola na intermediária, limpou o marcador e soltou uma bomba no ângulo, sem chances para o goleiro do Bahia. Foi um daqueles gols que fazem qualquer estádio silenciar — mesmo sendo na casa do adversário.
No entanto, depois do gol, o time de Fernando Diniz recuou e passou a sofrer pressão. O Bahia teve dez finalizações de cabeça, a maioria em lances de bola parada. David Duarte, zagueiro tricolor, foi o maior perigo, obrigando o goleiro Hugo Souza a fazer defesas importantes. Em um desses cabeceios, aos 35 minutos, o Bahia empatou: após escanteio, a defesa corintiana não conseguiu afastar e a bola sobrou para o zagueiro Gabriel, que completou para o gol.
Na segunda etapa, o Corinthians voltou mais organizado. Diniz ajustou a marcação e o time conseguiu segurar o Bahia, que teve menos chances claras. As melhores oportunidades alvinegras vieram nos contra-ataques: Kaio César puxou duas arrancadas veloces, mas na hora de servir Rodrigo Garro e Yuri Alberto, faltou capricho. O jogo ficou ríspido, com entradas fortes de ambos os lados, e o clima esquentou. Angileri, já amarelado, fez falta dura e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulso aos 28 minutos. O Timão segurou o resultado com um a menos até o fim.
No fim das contas, a posse de bola ficou em apenas 40% para os visitantes, e o meio-campo formado por Garro, André, Bidon e Raniele não conseguiu controlar o jogo. Segundo a análise do GE, faltaram conexões para cadenciar o ritmo, e o time dependeu demais dos lampejos individuais.
Postura combativa: o que Fernando Diniz vem cobrando e o time está entregando
A Corinthians postura combativa em Salvador não foi fruto do acaso. Nos treinamentos da semana, Fernando Diniz enfatizou a necessidade de agressividade e entrega, especialmente em jogos fora de casa. O elenco correspondeu: mesmo com dois dias a menos de descanso que o Bahia, os jogadores correram cada bola como se fosse a última.
Essa atitude é vital para o Corinthians, que ainda busca uma identidade tática sob o comando de Diniz. O time não tem um futebol vistoso nem uma posse de bola dominante, mas, quando pressiona e luta, consegue neutralizar adversários mais organizados. Foi assim contra o Bahia, e também contra times como Botafogo e Cruzeiro nas rodadas anteriores.
Para os torcedores que acompanharam o jogo, foi visível a reação da defesa nos minutos finais: Hugo Souza fechou o gol, os laterais se lançavam nos cruzamentos, e até os atacantes voltavam para ajudar na marcação. Um espírito de grupo que não se via com tanta frequência em outras temporadas.
Em competições de tiro curto, como a Copa do Brasil e a Libertadores, esse tipo de postura pode ser o diferencial. O Corinthians está vivo nas duas frentes, e jogos eliminatórios exigem mais do que técnica: exigem coração. Confira também como outras equipes têm lidado com lesões e substituições de emergência em meio à maratona de jogos.
O lado preocupante: o ataque ainda engasga
Mas nem tudo são flores. O Corinthians tem um problema sério na criação de jogadas. Contra o Bahia, foram apenas cinco finalizações, e a maioria delas de fora da área. O time não conseguiu infiltrar na defesa tricolor, e as trocas de passe no ataque foram previsíveis. Yuri Alberto passou em branco e voltou a ser vaiado por parte da torcida. Garro, principal articulador, esteve bem marcado e não encontrou espaços.
A dependência de chutes de longa distância é um sinal de que falta um plano B. Veja mais detalhes sobre como o Botafogo vem construindo vitórias com eficiência nos contra-ataques — algo que o Timão ainda tenta assimilar.
Além disso, a expulsão de Angileri acende um alerta: o argentino é peça importante e agora desfalca o time no próximo jogo. Diniz terá que improvisar ou buscar soluções no elenco. A rotação de jogadores será fundamental para manter a competitividade, já que o calendário apertado não dá trégua.
O cenário atual: invencibilidade no Brasileirão e olho nas copas
Com o empate, o Corinthians chegou a quatro jogos sem perder no campeonato — a última derrota foi para o Internacional, na 16ª rodada. A sequência incluiu vitórias sobre Atlético-GO e Juventude, e empates com Flamengo e, agora, Bahia. O time se mantém na metade superior da tabela, mas ainda longe do pelotão de frente.
Na Copa do Brasil, o Corinthians está nas quartas de final e enfrentará o Fluminense em jogos de ida e volta. Já na Libertadores, os comandados de Diniz avançaram em segundo lugar no grupo e terão pela frente o Nacional, do Uruguai, nas oitavas. Entenda melhor como a briga pelo título do Brasileirão está acirrada e como cada ponto pode fazer diferença.
Para o torcedor corintiano, o sentimento é misto: por um lado, a frustração de ver o time jogar mal e não render o esperado; por outro, a esperança de que a combatividade mostrada na Bahia seja o alicerce para algo maior. Afinal, times que brigam, suam e não desistem costumam colher frutos quando a temporada esquenta.
Tabela de desempenho do Corinthians nos últimos 5 jogos do Brasileirão
| Rodada | Adversário | Placar | Finalizações | Posse de Bola (%) |
|---|---|---|---|---|
| 20ª | Bahia (F) | 1 x 1 | 5 | 40 |
| 19ª | Flamengo (C) | 0 x 0 | 8 | 48 |
| 18ª | Juventude (F) | 2 x 0 | 12 | 55 |
| 17ª | Atlético-GO (C) | 3 x 1 | 14 | 52 |
| 16ª | Internacional (F) | 0 x 2 | 9 | 45 |
Perguntas Frequentes
O Corinthians jogou bem contra o Bahia?
Não. A equipe teve apenas 40% de posse de bola e cinco finalizações, muito abaixo do que se espera de um time que busca o título. No entanto, mostrou entrega defensiva e garra, algo que faltou em jogos anteriores. O empate foi mais fruto da luta do que da técnica.
Quem se destacou no empate do Corinthians com o Bahia?
Fabrizio Angileri marcou o golaço do jogo, mas foi expulso no segundo tempo. O goleiro Hugo Souza teve atuação segura, fazendo defesas importantes nos cabeceios do Bahia. Kaio César também foi bem nos contra-ataques, embora não tenha conseguido finalizar com precisão.
Quantos jogos de invencibilidade o Corinthians tem no Brasileirão?
O Corinthians está invicto há quatro jogos no Campeonato Brasileiro 2026. A última derrota foi para o Internacional, na 16ª rodada. Desde então, venceu dois e empatou dois.

