Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A recusa que ecoou no mercado
- O dilema financeiro: como bater R$ 400 milhões sem sangrar o elenco?
- Vendas que já entraram no caixa
- Eduardo, a joia de 16 anos que vale R$ 300 milhões
- O que esperar da janela?
- Contexto: o superávit recorde de 2026
- Tabela: Movimentações recentes do Palmeiras na janela
- Conclusão: a aposta no equilíbrio
- Perguntas Frequentes
- Por que o Palmeiras recusou a proposta por Flaco López?
- Quais jogadores podem ser vendidos na janela de transferências?
- O Palmeiras vai conseguir atingir a meta de R$ 400 milhões em vendas?
Pontos Principais
- Palmeiras recusou proposta de R$ 116,6 milhões do Spartak Moscou por Flaco López e mantém atacante como peça-chave para 2026.
- Diretoria prioriza venda de jogadores menos utilizados, como Naves e Luighi, para fazer receita sem desmontar o time titular.
- Presidente Leila Pereira e técnico Abel Ferreira defendem elenco forte para brigar por Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores.
- Vendas recentes renderam cerca de R$ 16,8 milhões, mas meta orçamentária de R$ 400 milhões segue distante.
- Clube aposta em jovens como Eduardo, de 16 anos, como próxima grande venda, com valor estimado em quase R$ 300 milhões.
Flaco López Palmeiras – o clube alviverde protagoniza um dos movimentos mais ousados da janela de transferências de 2026. Enquanto times do mundo inteiro se desfazem de suas joias para equilibrar as contas, o Palmeiras optou por segurar seu centroavante argentino mesmo diante de uma proposta de R$ 116,6 milhões vinda da Rússia. Mas calma: isso não significa que o cofre ficará fechado. A diretoria já articula saídas de atletas que perderam espaço no elenco, numa estratégia que mistura coragem e cálculo financeiro.
Em meio à disputa do Brasileirão, da Copa do Brasil e da Libertadores, o Verdão não quer repetir o erro de anos anteriores, quando viu seus principais nomes partirem e o time desandar. A ordem partiu de cima: o foco é manter a espinha dorsal e negociar apenas quem não fará falta. E, pelos bastidores, essa tática já começou a render frutos.
A recusa que ecoou no mercado
Quando o Spartak Moscou bateu à porta com 20 milhões de euros (R$ 116,6 milhões) por Flaco López, a diretoria palmeirense não pestanejou. O atacante, que voltou valorizado após disputar a Copa do Mundo pela Argentina, é considerado peça fundamental no esquema de Abel Ferreira. O Atlético de Madrid também havia feito sondagens antes do Mundial, mas esbarrou no mesmo muro.
“O que eu quero mesmo é não perder ninguém, ou se perder jogadores que a gente entende que não vão fazer falta”, disparou o treinador logo após a derrota para o Atlético-MG. As palavras de Abel refletem a postura do clube, que aprendeu na marra que desmanchar o time no meio da temporada custa caro — e não só em dinheiro.
O dilema financeiro: como bater R$ 400 milhões sem sangrar o elenco?
O orçamento do Palmeiras para 2026 prevê R$ 400 milhões em vendas de jogadores. Até maio, apenas R$ 78 milhões haviam sido realizados. Faltam R$ 322 milhões. Mas a presidente Leila Pereira tem uma visão clara: “Você não conquista títulos se desfazendo dos principais jogadores. A criatividade de como pagar as contas a presidente resolve.”
E a criatividade está em pleno vapor. Em vez de negociar titulares, o clube tem mirado em atletas que estão na prateleira de baixo — os chamados “esquecidos” do elenco profissional ou jovens promessas que ainda nem estrearam. A lógica é simples: vender quem não tem espaço para garantir receita sem comprometer a competitividade. Confira a polêmica recente envolvendo Vitor Roque e Lyanco em Palmeiras e Atlético-MG, que mostra como o clima no Mineirão também aqueceu a rivalidade.
Vendas que já entraram no caixa
Na semana passada, o Palmeiras concluiu a venda do zagueiro Naves ao Necaxa, do México, por três milhões de dólares (cerca de R$ 15,3 milhões). Mas o detalhe que pouca gente percebe: o clube manteve 25% dos direitos econômicos do jogador, apostando em uma futura valorização. No mesmo movimento, o atacante Luighi foi emprestado ao New York City, da MLS, por 300 mil dólares (R$ 1,5 milhão) com opção de compra de 6 milhões de dólares (R$ 30 milhões) – e novamente o Palmeiras segurou 20% dos direitos.
Somando as duas operações, o Verdão embolsou R$ 16,8 milhões agora, mas pode faturar muito mais no futuro. É o que os cartolas chamam de “jogo de cintura” financeiro. Enquanto isso, outras Criadas da Academia, como o zagueiro Benedetti, também estão na vitrine. Veja o feito de Léo Pereira no Flamengo, que mostra como zagueiros também podem ser decisivos no ataque – algo que o Palmeiras espera de seus defensores jovens.
Eduardo, a joia de 16 anos que vale R$ 300 milhões
Nos treinos com o elenco profissional, um nome chama a atenção: Eduardo Conceição. Aos 16 anos, o atacante já acumula propostas recusadas e conversas com gigantes europeus. O Palmeiras prepara uma venda que pode chegar a R$ 300 milhões, valor que, se concretizado, bateria recordes no futebol brasileiro. Enquanto isso, o clube o integra aos trabalhos de Abel Ferreira para valorizá-lo ainda mais.
“Preciso ter um time forte”, repetiu Leila Pereira. E, para isso, a diretoria não abre mão de manter seus pilares. Nem mesmo o meia Mauricio, que alterna entre reserva e titular, é negociado sem uma proposta considerada irrecusável.
O que esperar da janela?
Com a janela internacional aberta, o Palmeiras deve intensificar as saídas de jogadores que não estão nos planos. Além de Benedetti, outros nomes como o zagueiro Koné e os atacantes Felipe Teresa e Miguel Bilong podem ser emprestados ou vendidos. A ideia é gerar receita sem desestabilizar o grupo que luta em três frentes.
O clube também conta com os chamados “mecanismos de solidariedade”: percentuais de mais de 100 atletas espalhados pelo mundo. Recentemente, a venda de Pedro Lima do AVS para o Sporting rendeu R$ 7 milhões aos cofres palmeirenses. Pequenos valores, mas que somados fazem diferença. Saiba mais sobre o treino dividido do Corinthians, que mostra como outros clubes também buscam inovar na preparação – algo que o Palmeiras já faz com a integração da base.
Contexto: o superávit recorde de 2026
Em 2026, o Palmeiras registrou superávit de R$ 292 milhões, impulsionado por R$ 650 milhões em vendas. O desempenho financeiro deu fôlego, mas a diretoria sabe que não pode repetir a dose todos os anos. Por isso, a meta de 2026 é mais modesta em valor, mas ambiciosa em estratégia: vender sem perder força.
Abel Ferreira, por sua vez, já deixou claro que não admite perder titulares no meio do caminho. “Quero o elenco pronto para ter opções em todas as posições”, disse ele, após o negócio fracassado por Danilo, do Botafogo. O recado foi dado.
Tabela: Movimentações recentes do Palmeiras na janela
| Jogador | Destino | Tipo | Valor agora | Direitos mantidos |
|---|---|---|---|---|
| Naves (zagueiro) | Necaxa (MEX) | Venda definitiva | US$ 3 mi (R$ 15,3 mi) | 25% |
| Luighi (atacante) | New York City (EUA) | Empréstimo com opção de compra | US$ 300 mil (R$ 1,5 mi) | 20% |
| Pedro Lima (meio-campo) | Sporting (POR) | Venda (percentual) | ~R$ 7 mi | — |
| Benedetti (zagueiro) | Em negociação | Possível venda | — | — |
Fonte: Dados do clube divulgados pela imprensa especializada (ge, ESPN).
Conclusão: a aposta no equilíbrio
O Palmeiras de 2026 parece ter aprendido a lição. Em vez de ceder à pressão por dinheiro fácil, a diretoria prefere ser criativa: vende jogadores que estão sobrando, mantém percentuais para ganhos futuros e, acima de tudo, preserva o time que pode brigar por títulos. A meta de R$ 400 milhões ainda está longe, mas com vendas como a de Eduardo e a valorização de ativos, o clube se mostra financeiramente saudável. No fim das contas, manter Flaco López pode ser o negócio mais caro… e mais inteligente de todos.
Perguntas Frequentes
Por que o Palmeiras recusou a proposta por Flaco López?
A diretoria entende que o atacante é peça central para a temporada, tanto pelo desempenho em campo quanto pelo valor de mercado. Abel Ferreira não quis perder seu artilheiro, e a presidente Leila Pereira apoiou a decisão, priorizando o aspecto esportivo sobre o financeiro imediato.
Quais jogadores podem ser vendidos na janela de transferências?
O foco está em atletas que perderam espaço, como o zagueiro Benedetti, e jovens da base que ainda não se firmaram, como Koné, Felipe Teresa e Miguel Bilong. O Palmeiras também pode negociar percentuais de jogadores que estão emprestados a outros clubes.
O Palmeiras vai conseguir atingir a meta de R$ 400 milhões em vendas?
É improvável que a meta seja atingida apenas com as negociações atuais, mas o clube se diz financeiramente saudável e não vê problema em ficar abaixo do orçamento. A prioridade é manter o elenco competitivo e gerar receita de forma sustentável, inclusive com vendas futuras de jovens como Eduardo.

