Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O que Significa a Chegada de Ranieri para a Seleção Italiana?
- Ranieri e Mancini: Dupla de Ouro ou Choque de Estilos?
- Reações e Expectativas: A Itália Está Pronta para o Futuro?
- O Legado de Ranieri: Mais que um Título, uma Filosofia
- O que Esperar dos Próximos Passos?
- Perguntas Frequentes
- Qual será o papel exato de Claudio Ranieri na seleção italiana?
- Ranieri e Mancini já trabalharam juntos antes?
- Quando a nova gestão começará a dar resultados?
Pontos Principais
- Claudio Ranieri aceitou ser o novo diretor técnico das seleções italianas, conforme revelou o presidente da FIGC, Giovanni Malagò.
- Roberto Mancini está próximo de ser confirmado como treinador da seleção principal, formando uma dupla de peso na reestruturação da Azzurra.
- A escolha de Ranieri é vista como um movimento estratégico para recuperar a competitividade da Itália, que vive momento de reconstrução após ausência em Copas.
- Ranieri terá voz ativa na definição do técnico e no planejamento de todas as categorias de base, algo raro no futebol italiano.
A notícia caiu como uma bomba nos corredores da Federação Italiana de Futebol (FIGC) na manhã desta terça-feira, 28 de julho de 2026: Claudio Ranieri será o novo diretor de seleções da Itália. O anúncio foi feito por Giovanni Malagò, presidente da FIGC, que ainda revelou estar a um passo de fechar com Roberto Mancini para o cargo de treinador da Nazionale. A informação, confirmada em primeira mão pelo dirigente, pegou torcedores e especialistas de surpresa e já provoca ondas de otimismo e expectativa em toda a península. Afinal, Ranieri não é apenas um nome qualquer: é o homem que levou o Leicester City ao título da Premier League em 2016, um feito que pareceu um conto de fadas. Agora, ele aceita o desafio de reconstruir um gigante adormecido.
— Achei que a melhor pessoa para ser treinador seria Roberto Mancini. No entanto, a questão do diretor técnico persistia. Eu precisava de alguém com quem pudesse compartilhar a decisão do treinador, porque se não houvesse consenso, meu raciocínio não teria sentido. Claudio Ranieri aceitou ser o diretor técnico há cinco minutos — disse Malagò, numa declaração que soou como um suspiro de alívio após longas negociações nos bastidores. A pressa em anunciar mostra que a federação quer dar um golpe de mesa: unir experiência, personalidade e história para devolver a Itália ao topo do futebol mundial.
Para quem não se lembra, a Itália viveu anos sombrios recentemente. Perdeu a classificação para a Copa do Mundo de 2018 (sim, aquele nocaute histórico para a Suécia) e também ficou de fora do Mundial de 2022, gerando uma ferida que ainda sangra. A conquista da Eurocopa em 2021, sob comando de Mancini, deu um alívio momentâneo, mas a ausência no torneio mais importante do planeta é uma mancha que precisa ser removida. Agora, com Ranieri na direção técnica e Mancini de volta ao banco, o futebol italiano se prepara para um novo ciclo. Confira também o que esperar de Zidane como técnico da França, outro movimento que agitou o futebol europeu recentemente.
O que Significa a Chegada de Ranieri para a Seleção Italiana?
Ranieri não é um novato nos bastidores da Azzurra. Em 2018, ele já havia aturado como consultor técnico da seleção por alguns meses, após a saída de Gian Piero Ventura. Mas agora o papel é muito maior. Como diretor de todas as seleções italianas — da base ao principal — ele terá influência direta na filosofia de jogo, na escolha de comissões técnicas e no mapeamento de talentos. É uma função que muitos clubes grandes da Europa têm adotado, mas que na Itália ainda era rara. Malagò acertou em cheio ao trazer um nome com o peso de Ranieri, que conhece como poucos os métodos de trabalho com grupos limitados — vide o caso Leicester — e também as pressões de um gigante como a Roma, clube que treinou por duas passagens.
Mas por que Ranieri aceitou agora? Fontes próximas ao treinador, que preferem não ser identificadas, indicam que ele estava entediado com a aposentadoria. Depois de deixar o comando do Cagliari em 2026, o romano de 74 anos vinha sendo cortejado por diversas federações, mas a chance de servir ao seu país falou mais alto. Claudio Ranieri será o novo diretor de seleções da Itália — e isso não é apenas um cargo: é uma missão de honra. Ele mesmo já declarou em entrevistas passadas que seu maior desejo era ajudar a Itália a voltar a ser respeitada internacionalmente. Agora, terá carta branca para fazer isso.
Ranieri e Mancini: Dupla de Ouro ou Choque de Estilos?
Um dos pontos mais comentados é a dinâmica entre Ranieri e Mancini. Ambos são vencedores, mas com personalidades fortes e visões de futebol distintas. Enquanto Mancini preza por um estilo ofensivo, com posse de bola e variações táticas, Ranieri é conhecido por sua versatilidade e capacidade de adaptação — lembra do 4-4-2 retrancado do Leicester? Não foi à toa. Porém, no cargo de diretor, Ranieri não será o treinador; ele será o arquiteto do projeto. E pelo visto, ele já escolheu seu homem de confiança: Mancini. A relação entre os dois é boa — ambos trabalharam juntos brevemente na Inter de Milão nos anos 2000 — e a expectativa é que formem uma dupla complementar. Veja também como o Benfica investiu pesado para trazer Souza, ex-Santos, mostrando que o mercado europeu está aquecido.
Para entender melhor o perfil de cada um, veja a tabela comparativa abaixo, que destaca os principais pontos fortes de Ranieri (como diretor) e Mancini (como técnico):
| Característica | Claudio Ranieri (Diretor Técnico) | Roberto Mancini (Treinador) |
|---|---|---|
| Experiência em seleções | Consultor da Itália em 2018, nunca treinou seleção principal | Campeão da Euro 2021 com a Itália |
| Estilo de jogo | Adaptável, foco em solidez defensiva e contra-ataque | Ofensivo, posse de bola, pressing alto |
| Maior feito | Campeão inglês com Leicester (2016) | Campeão europeu com Itália (2021) |
| Relação com jovens | Histórico de revelar talentos (ex: Riyad Mahrez, N’Golo Kanté) | Lançou nomes como Nicolò Barella, Gianluigi Donnarumma |
| Papel no novo projeto | Estratégia de longo prazo, supervisão da base | Comando tático e resultados imediatos |
Essa combinação pode ser explosiva. Se der certo, a Itália renasce. Se houver atritos, o risco de um novo fracasso é grande. Mas a torcida, que já sofreu demais, prefere acreditar no melhor.
Reações e Expectativas: A Itália Está Pronta para o Futuro?
Nas redes sociais, a notícia gerou uma enxurrada de comentários. Torcedores comemoram a volta de dois nomes que marcaram época, enquanto analistas apontam os desafios. “Ranieri e Mancini juntos é o que há de mais próximo de um sonho para a Nazionale”, escreveu um jornalista esportivo italiano no Twitter. Mas há também céticos: “E se o estilo de jogo não encaixar?”, questiona outro. A realidade é que a Itália precisa de resultados, e rápido. As eliminatórias para a Copa de 2030 já começam em 2027, e o tempo é curto.
Além disso, a base italiana está cheia de joias, mas mal aproveitadas. Jogadores como Nicolò Zaniolo, Sandro Tonali, e o jovem Francesco Camarda precisam de orientação para não se perderem. Ranieri, que sempre teve faro para talentos subestimados (lembra de Jamie Vardy?), pode ser o cara certo no lugar certo. Descubra como o Nou Mestalla renasceu das cinzas, outra história de reconstrução que inspira. A Itália também precisa de um novo lar: o estádio Olímpico de Roma já não é suficiente para os planos de modernização da FIGC.
O Legado de Ranieri: Mais que um Título, uma Filosofia
Claudio Ranieri não é apenas o senhor da Premier League improvável. Sua carreira é pontilhada de passagens por clubes de médio porte onde ele conseguiu extrair o máximo com pouco. No Chelsea, nos anos 2000, ele montou a base para o time vencedor de Mourinho. Na Juventus, mesmo sem títulos, deixou um padrão de profissionalismo. Na Roma, levou a equipe a uma final de Liga Europa. Agora, ao aceitar o cargo de diretor, ele mostra que seu amor pelo futebol italiano é maior que o ego. E isso, em um cenário onde muitos ex-jogadores preferem holofotes a trabalho duro, é raro.
A federação, por sua vez, aposta em um modelo de gestão que deu certo em outras seleções, como a França, que tem um diretor técnico forte (embora recentemente tenha perdido Didier Deschamps para o Liverpool, mas isso é outra história). A Inglaterra também adotou estrutura semelhante com sucesso. Agora, é a vez da Itália. E com Ranieri, o país pode finalmente ter um maestro que não rege apenas um time, mas toda uma filosofia nacional.
O que Esperar dos Próximos Passos?
Nos próximos dias, a FIGC deve oficializar a contratação de Roberto Mancini como treinador, com um contrato que pode se estender até 2030. Enquanto isso, Ranieri já começa a trabalhar: reuniões com técnicos das categorias de base, análise de relatórios de olheiros e, claro, o planejamento dos amistosos de setembro. Leia também a projeção de Talisca sobre o Fenerbahçe na Champions, outro craque que mantém a chama acesa no futebol europeu. A Itália enfrentará a Áustria e a Suíça em amistosos preparatórios para a Liga das Nações, e a expectativa é que Mancini já esteja no banco.
Mas o maior teste será a coesão da dupla. Se Ranieri e Mancini conseguirem alinhar egos e estratégias, a Itália pode voltar a ser protagonista. Se falharem, será mais um capítulo de uma novela que cansa os torcedores. Por enquanto, o clima é de esperança. E, convenhamos, depois de tantos anos de desilusão, a Azzurra merece um final feliz.
Perguntas Frequentes
Qual será o papel exato de Claudio Ranieri na seleção italiana?
Ele assume como diretor técnico de todas as seleções italianas, desde as categorias de base até a principal. Suas funções incluem definir a filosofia de jogo, aprovar a comissão técnica de cada nível, supervisionar a captação de talentos e, principalmente, trabalhar em conjunto com o treinador da seleção principal para garantir alinhamento de ideias. Na prática, será o homem forte do futebol italiano nos bastidores, com poder de veto em decisões esportivas.
Ranieri e Mancini já trabalharam juntos antes?
Sim, de forma breve. Ambos estiveram na Inter de Milão na temporada 2004/2005, quando Mancini era o treinador e Ranieri era apenas um consultor informal (não um cargo oficial). A relação profissional foi cordial, e os dois mantêm respeito mútuo. Agora, com papéis bem definidos — Ranieri como diretor, Mancini como técnico — a convivência tende a ser mais estruturada. A grande questão é como vão dividir o protagonismo em momentos de pressão.
Quando a nova gestão começará a dar resultados?
O primeiro grande teste será a Liga das Nações da UEFA, ainda em 2026, onde a Itália busca vaga para a fase final. No entanto, o verdadeiro termômetro só virá nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2030, que começam em 2027. A federação espera que a base formada por Ranieri comece a render frutos em dois ou três anos, mas a torcida, claro, quer vitórias imediatas. O amistoso contra a Áustria em setembro será a primeira amostra do novo estilo.

