Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O peso da regularidade: Brasil é o maior vice-campeão da VNL
- Lesões e desfalques: o lado humano que mexe com a confiança
- Zé Roberto e o desafio de quebrar a maldição do vice
- O que falta para o Brasil enfim levantar o troféu?
- Perguntas Frequentes
- Por que o Brasil não consegue vencer a Liga das Nações de vôlei feminino?
- Qual foi a última conquista importante do vôlei feminino brasileiro?
- Como a seleção feminina pode superar esse bloqueio nas finais?
Pontos Principais
- Brasil acumula cinco vices na Liga das Nações Feminina e não vence um torneio intercontinental desde 2017.
- Comentaristas apontam que a ansiedade gerada pelo jejum atrapalha o desempenho nas finais.
- Gabi desfalcou a equipe na VNL 2026, mas jovens como Julia Bergmann assumiram protagonismo.
- Próximo desafio é o Sul-Americano em setembro, que vale vaga olímpica.
O jejum no vôlei da seleção feminina virou um fantasma que mexe com a cabeça das jogadoras e acende o sinal de alerta para as próximas competições. De acordo com comentaristas ouvidos pelo ge, a seca de títulos em torneios intercontinentais — a última conquista foi o Grand Prix de 2017 — já não é apenas uma estatística: tornou-se um peso emocional que dificulta a busca por ouros. “A ansiedade bate forte na hora do vamos ver”, resume a ex-líbero Fabi, que hoje analisa o time pela Globo.
A resposta direta para o drama vivido pela equipe comandada por Zé Roberto Guimarães é clara: o jejum no vôlei feminino não é falta de qualidade, mas sim excesso de pressão. O Brasil é a seleção mais regular do mundo nos últimos anos, chegou a todas as cinco finais da Liga das Nações (VNL) desde a criação do torneio, em 2018, e ainda assim nunca levantou o troféu. A prata mais recente veio contra a Turquia, em 26 de julho de 2026 — resultado que ampliou o tabu e reacendeu o debate sobre o bloqueio mental nas decisões.
Para o comentarista Marco Freitas, o time precisa dar um salto de maturidade. “A seleção brasileira é a mais regular do mundo neste momento. Nenhuma outra equipe chegou a tantas fases decisivas. O maior desafio é não deixar a ansiedade atrapalhar as campanhas. Internamente, comissão e jogadoras buscam ajustes táticos e emocionais. É preciso adotar um comportamento arrojado, ousado na hora de decidir grandes jogos”, afirmou.
Confira também: Adrenalina nas Pistas! GE e Brasilux Lançam ‘Piloto de 1ª Viagem’ com Disputa de Kart de Tirar o Fôlego
O peso da regularidade: Brasil é o maior vice-campeão da VNL
| Seleção | Finais de VNL (2018-2026) | Títulos |
|---|---|---|
| Brasil | 5 | 0 |
| Estados Unidos | 3 | 3 |
| Itália | 2 | 2 |
| Turquia | 1 | 1 |
Os números escancaram um paradoxo: nunca antes uma seleção foi tão constante em decisões e tão pouco aproveitou. Enquanto os EUA venceram todas as três finais que disputaram (2018, 2019, 2021), e a Itália conquistou os títulos de 2022 e 2024, o Brasil acumula cinco pratas — e a sensação de que o copo está mais cheio do que vazio, mas ainda falta algo. “O trabalho é excelente, mas a ansiedade vira um peso. Contra a Itália, na semifinal, o time jogou solto. Na final, contra a Turquia, travou. É nítido”, analisa Fabi.
Para aprofundar: Explosão de Talentos! Seletiva do Grêmio no Tocantins Revela 23 Craques e Agita a Base Gaúcha
Lesões e desfalques: o lado humano que mexe com a confiança
A preparação para a VNL 2026 foi atípica. A capitã Gabi, principal referência técnica e emocional, ficou de fora por causa de um desconforto na região lombar. Júlia Kudiess rompeu o ligamento cruzado anterior e não jogou a reta final. Tainara se lesionou, e a líbero Nyeme perdeu jogos no exterior para ficar perto da filha pequena. “Com tantos desfalques, a equipe se reconfigurou. Julia Bergmann virou protagonista, Ana Cristina se recuperou de um ano de dúvidas. Mas a falta de entrosamento pesou no momento decisivo”, explica Marco Freitas.
A ansiedade, porém, não é culpa só das atletas. “A cobrança externa é enorme. A torcida quer o ouro, a mídia martela o jejum. As jogadoras sabem que são as melhores, mas na hora de fechar o jogo o peso aparece. Só venceremos certos paradigmas quando entrarmos mais leves em quadra”, completa Fabi.
Zé Roberto e o desafio de quebrar a maldição do vice
O técnico Zé Roberto Guimarães, hexacampeão olímpico, sabe que o currículo precisa de mais um ouro intercontinental para fechar com chave de ouro. “Ele busca muito esse título. Depois, com consistência, chegaremos com tudo para o ouro olímpico em Los Angeles”, projeta Marco. A comissão técnica já estuda ajustes: com a volta de Gabi, surge a possibilidade de escalar uma falsa oposta, dando mais variação ao ataque.
O próximo compromisso é o Sul-Americano, entre 8 e 13 de setembro, no Maracanãzinho, no Rio. A vaga olímpica estará em jogo, e o Brasil não pode vacilar. A bagagem traz uma prata dolorida, mas também a certeza de que o grupo está entre os melhores do mundo. “A maneira como o time se comportou sem a Gabi foi positiva. O Brasil se manteve no topo, mesmo com a estrutura prejudicada”, destaca Fabi.
Veja mais detalhes: CRB x Vila Nova: O duelo infernal que pode definir o acesso na Série B
O que falta para o Brasil enfim levantar o troféu?
Para os analistas, a resposta está nos detalhes mentais e táticos. No saque, a seleção já evoluiu — passou a agredir mais. Na recepção, ainda sofre com oscilações. Mas o calcanhar de Aquiles é a gestão do emocional em jogos de vida ou morte. “É o único título que falta para o Zé. A pressão é imensa, mas o time tem potencial para virar o jogo. Basta acertar o lado psicológico”, resume Marco.
Enquanto isso, as jogadoras seguem buscando forças onde a ansiedade mais aperta. A frase de Ana Cristina depois do vice na VNL ecoa: “Aprender a valorizar o que é uma prata”. Mas o Brasil quer mais. O jejum no vôlei feminino precisa acabar — e o caminho, como dizem os comentaristas, começa com leveza.
Saiba mais: Sport x Cuiabá Promete Explodir o Estádio na Série B; Torcida Já Treme!
Perguntas Frequentes
Por que o Brasil não consegue vencer a Liga das Nações de vôlei feminino?
A principal razão apontada por comentaristas é a ansiedade gerada pelo jejum de títulos intercontinentais. Mesmo sendo a seleção mais regular, com cinco finais consecutivas, o time cai de rendimento nas decisões. Lesões e desfalques também atrapalham, mas o fator emocional é o mais citado por Marco Freitas e Fabi. A ausência de Gabi em 2026 expôs a dependência de lideranças em momentos críticos.
Qual foi a última conquista importante do vôlei feminino brasileiro?
A última grande conquista intercontinental foi o Grand Prix de 2017, quando o Brasil derrotou a Itália na final. Desde então, a seleção acumula vices na Liga das Nações (2019, 2021, 2022, 2024, 2026) e não venceu os Jogos Olímpicos de Tóquio (2020) e Paris (2024). O jejum já dura nove anos.
Como a seleção feminina pode superar esse bloqueio nas finais?
Os comentaristas sugerem que o time precisa trabalhar a parte mental com psicólogos esportivos e adotar uma postura mais ousada nos momentos decisivos. Marco Freitas defende que as jogadoras entrem em quadra mais leves, sem carregar o peso do passado. A volta de Gabi e a experiência com jovens como Julia Bergmann podem ajudar a renovar a confiança do grupo.

