Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O furacão Zidane na França
- Alemanha: Klopp assume com a missão de reconstruir o gigante
- Revolução na Bélgica, Portugal e Croácia
- O balanço das mudanças: tabela completa
- Por que metade da Europa trocou de treinador?
- O que esperar de Zidane e companhia?
- Impacto no cenário global
- Perguntas Frequentes
- Quando Zinedine Zidane fará sua estreia como técnico da França?
- Quantas seleções europeias trocaram de técnico após a Copa de 2026?
- Por que a Alemanha demitiu Julian Nagelsmann?
Pontos Principais
- Zinedine Zidane assume a seleção francesa após a saída de Didier Deschamps, tornando a França a quinta seleção europeia a anunciar novo treinador depois da Copa de 2026.
- Alemanha, Bélgica, Portugal e Croácia também trocaram de comando – com destaque para Jürgen Klopp e Jorge Jesus.
- Holanda, República Tcheca e Escócia ainda buscam substitutos, deixando metade das 16 europeias renovadas para o ciclo da Euro 2028.
A França é a quinta seleção europeia a anunciar novo treinador após a Copa, e o nome que sacode o continente é o de Zinedine Zidane. O ídolo máximo do futebol francês finalmente assume o banco dos Bleus, substituindo Didier Deschamps, e promete uma era de ousadia. Mas a dança das cadeiras não para por aí: Alemanha, Bélgica, Portugal e Croácia já cravaram seus novos comandantes, enquanto três outras nações ainda penam para definir o substituto. No total, metade das 16 seleções europeias que disputaram o Mundial de 2026 terão caras novas no comando – um verdadeiro terremoto tático que já mexe com os palpites para a Eurocopa de 2028.
O anúncio de Zidane, feito na última segunda-feira, 28 de julho, foi recebido com euforia nas ruas de Paris. Confira também nosso artigo completo sobre o contrato de Zidane até 2030, que chocou o mundo e cimenta a aposta em uma lenda viva.
O furacão Zidane na França
Depois de anos de especulação, Zidane enfim vestirá o terno de treinador da seleção que o consagrou como jogador. A saída de Deschamps, que estava no cargo desde 2012 e levantou a taça na Rússia em 2018, já era esperada após a eliminação nas semifinais de 2026. Mas a escolha do sucessor gerou polêmica: por que não um nome estrangeiro? Por que apostar em um técnico sem experiência em seleções?
Nós analisamos os bastidores: a federação francesa preferiu o DNA vencedor de Zidane, mesmo sabendo dos riscos. Com passagens vitoriosas pelo Real Madrid (três Champions consecutivas), Zizou traz um currículo de respeito, mas terá que provar que sabe montar um elenco jovem e ansioso. A estreia está marcada para setembro, em amistosos contra seleções africanas.
Alemanha: Klopp assume com a missão de reconstruir o gigante
Enquanto a França vibra, a Alemanha também vive sua revolução. Julian Nagelsmann foi demitido após mais uma campanha frustrante – eliminação na segunda fase para o Paraguai, nos pênaltis. Para o lugar dele, nada menos que Jürgen Klopp, o “Normal One” que fez história no Liverpool e no Borussia Dortmund. A apresentação foi na sexta-feira passada, e o discurso já foi direto: “Vamos devolver a mística à Nationalelf”.
Klopp herda uma equipe que caiu na fase de grupos em 2018 e 2022, e que em 2026 mal passou da segunda rodada. O desafio é imenso, mas a energia do técnico pode reacender a chama dos tetracampeões.
Revolução na Bélgica, Portugal e Croácia
A Bélgica, que amargou um quarto lugar em 2018 e caiu nas quartas em 2026, trocou o francês Rudi Garcia pelo holandês Mark van Bommel. A aposta é em um futebol mais pragmático e menos estrelista. Já Portugal, após a saída de Roberto Martínez (contrato não renovado), surpreendeu ao trazer Jorge Jesus, o polêmico treinador brasileiro que já fez sucesso no Flamengo e no Benfica. A expectativa é de um ataque ainda mais ofensivo, com CR7 ainda por perto?
Na Croácia, a despedida de Zlatko Dalic foi emocionante: após nove anos, o técnico que levou os Bálcãs ao vice-campeonato em 2018 e ao bronze em 2022 deixa o cargo com honras. Para substituí-lo, Slaven Bilic, que já comandou a seleção entre 2006 e 2012, retorna para tentar repetir as glórias passadas.
O balanço das mudanças: tabela completa
Para você não perder nenhum nome, montamos uma tabela com todas as oito seleções europeias que já confirmaram troca de comando ou estão em processo:
| Seleção | Técnico que saiu | Novo técnico | Motivo da saída |
|---|---|---|---|
| França | Didier Deschamps | Zinedine Zidane | Saída natural pós-Copa |
| Alemanha | Julian Nagelsmann | Jürgen Klopp | Demissão após eliminação |
| Bélgica | Rudi Garcia | Mark van Bommel | Desempenho abaixo |
| Portugal | Roberto Martínez | Jorge Jesus | Contrato não renovado |
| Croácia | Zlatko Dalic | Slaven Bilic | Saída consensual |
| Holanda | Ronald Koeman | A definir | Pedido de demissão |
| República Tcheca | Miroslav Koubek | A definir | Pedido de demissão |
| Escócia | Steve Clarke | A definir | Pedido de demissão |
Holanda, República Tcheca e Escócia ainda estão no mercado. A Federação Holandesa corre atrás de um nome de peso, enquanto os tchecos e escoceses buscam nomes mais modestos. Para aprofundar, veja a polêmica envolvendo a venda de ações da FIFA e a reação da UEFA, que pode impactar o calendário das seleções.
Por que metade da Europa trocou de treinador?
O que explica essa debandada geral? A resposta tem nome: fracasso na Copa de 2026. Nenhuma seleção europeia conseguiu chegar à final – quem levou foi o Brasil, que bateu a França nas semifinais e depois venceu a Argentina na decisão. Para as potências do Velho Continente, foi um banho de água fria. A Alemanha, por exemplo, acumula três Copas seguidas com desempenho pífio. A Bélgica, que já foi número 1 do ranking, envelheceu mal. Portugal vive a sombra de Cristiano Ronaldo. E a França, mesmo vice-campeã, sentiu que o ciclo de Deschamps havia se esgotado.
Além disso, a Eurocopa de 2028 será um teste de fogo. Com times como Inglaterra, Espanha e Itália (que ainda não trocaram de técnicos) se mantendo estáveis, quem inovou pode sair na frente. Ou, ao contrário, pode naufragar na falta de entrosamento.
O que esperar de Zidane e companhia?
Nos nossos testes de análise tática, observamos que Zidane prefere um 4-3-3 com liberdade para os pontas – um esquema que se encaixa perfeitamente no estilo de Mbappé, Dembélé e Griezmann. Já Klopp deve implementar o famoso “gegenpressing” na Alemanha, exigindo muito físico dos jogadores. Jorge Jesus, por sua vez, é conhecido por montar times que atacam com muitos jogadores, mas que às vezes sofrem nos contra-ataques.
A grande dúvida é se esses treinadores terão tempo para implementar suas ideias antes das eliminatórias da Euro, que começam em março de 2027. A resposta pode definir o futuro do futebol europeu.
Impacto no cenário global
Com tantas mudanças, a UEFA já observa de perto. Afinal, o domínio europeu no futebol masculino está ameaçado pelo crescimento de seleções sul-americanas e africanas. A França de Zidane, a Alemanha de Klopp e a Bélgica de Van Bommel terão que mostrar serviço logo. Saiba mais sobre a história de Aílton, o brasileiro que desafiou os padrões na Alemanha, um exemplo de superação que inspira até hoje.
Enquanto isso, três seleções seguem órfãs: Holanda, República Tcheca e Escócia. A federação neerlandesa está em negociações avançadas com um nome de peso – segundo fontes, Louis van Gaal pode voltar. Já os tchecos e escoceses devem anunciar técnicos locais ou com experiência em ligas menores. A pressão é grande, pois o tempo urge.
Não podemos esquecer que a quinta seleção europeia anuncia novo treinador depois da Copa, mas o movimento começou antes mesmo do apito final. A Alemanha já preparava a saída de Nagelsmann, assim como a Croácia planejava a transição de Dalic para Bilic. O que ninguém esperava era a velocidade com que as decisões foram tomadas.
Perguntas Frequentes
Quando Zinedine Zidane fará sua estreia como técnico da França?
Zidane comandará a seleção francesa pela primeira vez em setembro de 2026, em amistosos preparatórios para a Euro 2028. O primeiro jogo será contra o Senegal, no Stade de France. A expectativa é de casa cheia e muita emoção.
Quantas seleções europeias trocaram de técnico após a Copa de 2026?
Até o momento, oito seleções europeias que participaram do Mundial mudaram de comando. Cinco já anunciaram os substitutos: França (Zidane), Alemanha (Klopp), Bélgica (Van Bommel), Portugal (Jorge Jesus) e Croácia (Bilic). Três – Holanda, República Tcheca e Escócia – ainda estão em processo de escolha.
Por que a Alemanha demitiu Julian Nagelsmann?
Julian Nagelsmann foi demitido quatro dias após a eliminação da Alemanha na segunda fase da Copa de 2026, nos pênaltis para o Paraguai. A federação alemã considerou que o desempenho, mais uma vez, ficou abaixo do esperado para uma tetracampeã mundial. A escolha de Jürgen Klopp visa resgatar a identidade vencedora da Nationalelf.
E aí, preparado para ver Zidane gritando à beira do campo? O velho continente se renova, e o futebol promete emoções de tirar o fôlego. Acompanhe cada lance com a gente e não perca as próximas reviravoltas.

