Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O recorde que trouxe dor de cabeça: quem são os nove gringos do Galo?
- Limite de estrangeiros: como a regra funciona e por que ela preocupa
- O dilema tático: quem fica de fora?
- E agora, Galo? Futuro e próximos passos
- Perguntas Frequentes
- Quantos estrangeiros o Atlético-MG tem no elenco atualmente?
- O que acontece se o Atlético contratar mais um estrangeiro?
- A regra vale para todas as competições?
Pontos Principais
- Com a chegada do atacante uruguaio Thiago Borbas, o Atlético-MG atingiu a cota máxima de nove estrangeiros permitida pela CBF para a Série A.
- O clube agora não pode inscrever ou relacionar mais de nove gringos por partida – qualquer nova contratação exigirá a exclusão de um deles.
- O elenco conta com jogadores de seis nacionalidades: Uruguai, Equador, Argentina, Chile, Colômbia e Guiné.
- Tomás Cuello (Argentina) é o estrangeiro mais utilizado em 2026, com 32 partidas; já Iván Román (Chile) tem apenas 9 jogos.
- A regra gera um dilema tático para a comissão técnica, que precisará gerir o tempo de jogo e as opções de banco para não desperdiçar o investimento.
O Atlético-MG acaba de bater o teto de nove estrangeiros no elenco. A contratação do centroavante uruguaio Thiago Borbas, emprestado pelo Bragantino, fez o Galo encostar no limite imposto pela CBF para o Campeonato Brasileiro. Na prática, isso significa que, a partir de agora, o treinador terá que deixar pelo menos um gringo de fora da lista de relacionados em cada rodada – e se o clube quiser trazer mais um estrangeiro, alguém terá que ser cortado do grupo.
Essa é a resposta direta para a principal dúvida da torcida: o que muda com o limite de estrangeiros? A regra da CBF, que permite no máximo nove jogadores não-brasileiros relacionados por partida na Série A, agora se torna um fator decisivo na gestão do elenco. Com nove estrangeiros no plantel, o Atlético não pode inscrever mais nenhum gringo para o Brasileirão sem antes excluir um deles. Confira também como outros clubes lidam com situações semelhantes de excesso de estrangeiros.
O recorde que trouxe dor de cabeça: quem são os nove gringos do Galo?
O novo reforço Thiago Borbas, de 24 anos, é o único uruguaio do elenco. Além dele, o Atlético conta com três equatorianos (Alan Franco, Preciado e Alan Minda), dois argentinos (Tomás Pérez e Tomás Cuello), um chileno (Iván Román), um colombiano (Mateo Cassierra) e um guineense (Mamady Cissé). Nós analisamos o aproveitamento de cada um em 2026 e montamos um raio-X completo:
| Jogador | Nacionalidade | Posição | Jogos em 2026 |
|---|---|---|---|
| Thiago Borbas | Uruguai | Atacante | 0 (recém-chegado) |
| Alan Franco | Equador | Volante | 31 |
| Preciado | Equador | Lateral-direito | — |
| Alan Minda | Equador | Atacante | — |
| Tomás Pérez | Argentina | Volante | — |
| Tomás Cuello | Argentina | Atacante | 32 |
| Iván Román | Chile | Zagueiro | 9 |
| Mateo Cassierra | Colômbia | Atacante | — |
| Mamady Cissé | Guiné | Volante | — |
Dados de jogos não divulgados para alguns atletas na fonte original. Cuello e Alan Franco são os mais utilizados, enquanto Iván Román aparece com menos oportunidades. A tendência é que Borbas, se emplacar, entre na rotação e force a comissão técnica a deixar outro gringo no banco ou até fora da relação.
Limite de estrangeiros: como a regra funciona e por que ela preocupa
A CBF estabeleceu que, para a Série A, cada clube pode relacionar no máximo nove jogadores estrangeiros por partida. Isso inclui tanto titulares quanto reservas. Se o Atlético contratar mais um gringo, terá que excluir um dos atuais da lista de relacionados – e esse jogador, mesmo estando no clube, não poderá nem ficar no banco de reservas naquela rodada. Na nossa experiência acompanhando o mercado, isso gera um desgaste administrativo e financeiro, já que o atleta continua recebendo salário sem poder atuar.
A regra foi ampliada nos últimos anos – antes eram apenas cinco estrangeiros. O atual limite de nove já é um avanço, mas ainda aperta clubes com elencos globalizados. Saiba mais sobre a política de contratações do Atlético e como ela impacta a base. A diretoria alvinegra, que investiu pesado em gringos, agora precisa equilibrar o número de estrangeiros com a necessidade de ter jogadores brasileiros em todas as posições.
O dilema tático: quem fica de fora?
Com nove estrangeiros, o técnico não pode escalar todos ao mesmo tempo – a menos que queira deixar três brasileiros no banco, o que é improvável. Na prática, o treinador precisará escolher entre Cuello (que está em alta), Alan Franco (titular absoluto) e os recém-chegados. Iván Román, com apenas 9 jogos, é o candidato natural a ser sacrificado. Mas e se Borbas se firmar? Aí a conta não fecha. O clube estuda até mesmo emprestar algum gringo para não perder o investimento.
Vale lembrar que a regra vale apenas para o Campeonato Brasileiro. Em competições como Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana, o limite pode ser maior ou inexistente (dependendo do regulamento). No entanto, o foco principal do Galo em 2026 é o Brasileirão, então a gestão de elenco será crucial. Entenda melhor as implicações das regras da CBF no desempenho dos clubes.
E agora, Galo? Futuro e próximos passos
A tendência é que o Atlético não contrate mais gringos nesta janela, a menos que venda ou empreste um dos atuais. O diretor de futebol já sinalizou que o clube está atento ao mercado, mas que a prioridade é ajustar o excesso. Nove estrangeiros no elenco é um número que exige planejamento fino: lesões, suspensões e convocações para seleções podem bagunçar a logística. Aliás, os três equatorianos (Alan Franco, Preciado e Minda) são frequentemente chamados para a seleção, o que reduz as opções disponíveis em algumas rodadas.
Para a torcida, a sensação é de que o clube precisa equilibrar a mescla entre talento estrangeiro e a base nacional. Enquanto isso, Borbas já treina e pode estrear contra o Juventude, pela Copa do Brasil. A partida será um teste para ver como o técnico montará o time sem estourar o limite. Descubra como outros clubes lidaram com situações de estrangeiros em excesso.
Em resumo, o Atletico-MG chega a nove estrangeiros no elenco e atinge limite da Serie A em um momento decisivo da temporada. A comissão técnica terá que tomar decisões impopulares, mas necessárias para não perder pontos no Brasileirão. Se o plano der certo, o Galo ganha em profundidade; se falhar, pode ver investimentos milionários encostarem no banco. A régua agora está no limite.
Perguntas Frequentes
Quantos estrangeiros o Atlético-MG tem no elenco atualmente?
O Atlético conta com nove jogadores estrangeiros: Thiago Borbas (Uruguai), Alan Franco, Preciado e Alan Minda (Equador), Tomás Pérez e Tomás Cuello (Argentina), Iván Román (Chile), Mateo Cassierra (Colômbia) e Mamady Cissé (Guiné). Esse número já atinge o limite permitido pela CBF para a Série A.
O que acontece se o Atlético contratar mais um estrangeiro?
Se o clube contratar um décimo estrangeiro, terá que excluir um dos atuais da lista de relacionados para cada partida do Campeonato Brasileiro. O jogador excluído continuará no clube, mas não poderá ser relacionado nem para o banco de reservas naquela rodada. Isso gera desperdício de salário e pode causar insatisfação.
A regra vale para todas as competições?
Não. O limite de nove estrangeiros por partida é exclusivo do Campeonato Brasileiro Série A. Em torneios como Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana, os regulamentos próprios definem outras cotas, geralmente mais flexíveis. No entanto, como o Brasileirão é a competição principal, o clube precisa se adequar.

