Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A noite em que Cusco tremeu (de alegria)
- O peso da altitude: fator decisivo
- Botafogo: melhor campanha geral, mas alerta ligado
- Contexto histórico: Cienciano e o sonho de repetir 2003
- Tabela: Os gols da classificação do Cienciano
- O que esperar do confronto contra o Botafogo
- Perguntas Frequentes
- Qual foi o placar do jogo de volta entre Cienciano e Lanús?
- Onde será o jogo de ida entre Botafogo e Cienciano?
- O Botafogo tem vantagem no confronto?
Pontos Principais
- Cienciano reverteu desvantagem de 2 a 0 e goleou o Lanús por 4 a 0 na altitude de Cusco.
- O time peruano agora enfrenta o Botafogo nas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
- O jogo de ida será em Cusco; o Botafogo decide a vaga no Nilton Santos por ter a melhor campanha geral.
- Carlos Garcés (2) e Alejandro Hohberg (2) foram os heróis da classificação.
O Cienciano adversário Botafogo está confirmado com uma dose extra de drama: o clube peruano não apenas reverteu uma desvantagem de dois gols, como aniquilou o Lanús por 4 a 0 nos pés da Cordilheira dos Andes, na altitude de Cusco. Em resumo: depois de perder o jogo de ida por 2 a 0, o Cienciano precisava de uma vitória por três gols de diferença para avançar direto — e conseguiu com sobras, fechando o placar agregado em 4 a 2.
O feito não poderia ter sido mais dramático: todos os gols saíram ainda no primeiro tempo. Carlos Garcés balançou as redes duas vezes, e Alejandro Hohberg também marcou duas, sendo uma delas nos acréscimos da etapa final, para dar números finais a uma noite que entrou para a história do futebol peruano recente.
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A noite em que Cusco tremeu (de alegria)
Se engana quem pensa que a vantagem construída pelo Lanús em casa seria suficiente para segurar o ímpio peruano. Desde o apito inicial, o Cienciano partiu para cima como se não houvesse amanhã. A pressão surtiu efeito logo aos 15 minutos do primeiro tempo: Garcés aproveitou uma sobra de bola na área e abriu o placar. O estádio, a mais de 3.400 metros de altitude, explodiu — e os pulmões dos jogadores argentinos sentiram cada metro.
O segundo gol veio em uma jogada ensaiada de escanteio, com Hohberg cabeceando firme. 2 a 0 no placar e empate no agregado. Mas o Cienciano queria mais. Antes do intervalo, Garcés marcou novamente, agora de pênalti, colocando o time à frente no agregado. 3 a 0 parcial. O Lanús estava nocauteado.
No segundo tempo, a equipe argentina tentou reagir, mas a altitude cobrou seu preço. Aos 48 minutos, quando já se desenhava a classificação, Hohberg tratou de dar um golpe de misericórdia: tabela, avanço e chute cruzado para fechar a conta em 4 a 0.
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O peso da altitude: fator decisivo
Qualquer um que já subiu para Cusco sabe que respirar é um desafio. Para jogadores de futebol acostumados ao nível do mar, aqueles 3.400 metros são um adversário invisível. O Cienciano, treinado na altitude, usou esse trunfo com maestria. O Lanús simplesmente não conseguiu manter o ritmo no segundo tempo — os gols no início e no fim comprovam a pane física e mental.
Essa vantagem geográfica será novamente um tema central no duelo contra o Botafogo. O time carioca terá de viajar para Cusco e, em seguida, decidir a vaga no Rio de Janeiro. Se o Botafogo sonha em avançar, precisa estar preparado para voar para o alto dos Andes.
Botafogo: melhor campanha geral, mas alerta ligado
O Botafogo chega para as oitavas com a moral lá em cima. O time teve a melhor campanha geral da fase de grupos da Sul-Americana, com 16 pontos em 6 jogos — 5 vitórias e 1 empate. Isso garantiu ao Glorioso o direito de decidir o confronto em casa, no Nilton Santos, um trunfo e tanto.
Porém, o desempenho recente do Cienciano acende um sinal de alerta. A equipe peruana mostrou que pode jogar sob pressão e que, mesmo após uma derrota por dois gols de diferença, não se abate. Em Cusco, eles serão um osso duro de roer.
A ida está marcada para a semana de 11 a 13 de agosto — e a altitude será a maior arma do Cienciano. Para o Botafogo, sobreviver a esse primeiro round é prioridade máxima. Depois, no Rio, a história muda completamente.
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Contexto histórico: Cienciano e o sonho de repetir 2003
O Cienciano não é um peruano qualquer. Em 2003, o clube de Cusco conquistou a Copa Sudamericana, derrotando o River Plate na final — um feito histórico para o Peru. Desde então, a equipe não conseguiu repetir a dose, mas essa campanha trouxe à tona memórias de glória.
Curiosamente, o Lanús também tem história na competição (vice-campeão em 2013), mas isso não intimidou o Cienciano. O time mostrou raça, organização tática e um faro de gol apurado. Garcés, atacante equatoriano, e Hohberg, meia uruguaio, formam uma dupla que promete dar trabalho a qualquer defesa.
O Botafogo, por sua vez, vive um momento de reconstrução. O clube carioca não vence um título internacional desde 1993 (Copa Conmebol) e vê na Sul-Americana uma chance real de voltar ao topo. Mas o caminho até o título passa pelo Cienciano, e como vimos, descartar os peruanos é um erro fatal.
Tabela: Os gols da classificação do Cienciano
| Jogo | Placar | Gols do Cienciano |
|---|---|---|
| Ida (Argentina) | Lanús 2 x 0 Cienciano | — |
| Volta (Cusco) | Cienciano 4 x 0 Lanús | Garcés (2), Hohberg (2) |
| Agregado | Cienciano 4 x 2 Lanús | — |
O que esperar do confronto contra o Botafogo
O duelo promete emoção do início ao fim. Do lado peruano, a confiança está em alta. Do lado alvinegro, a soberba não pode entrar em campo. O Botafogo precisa de inteligência tática para lidar com a altitude e com o ímpio do adversário.
No ataque, o Botafogo conta com jogadores velozes como Tiquinho Soares e Jeffinho, capazes de definir o jogo. Mas a defesa precisará estar atenta às bolas paradas do Cienciano e aos cruzamentos para Garcés.
A torcida botafoguense já sonha com as quartas de final, mas o caminho é estreito. Confira também o artigo sobre a compensação financeira que o Cruzeiro terá que pagar após a recusa de Chico da Costa ao Sport — uma história que mostra como o mercado pode ser imprevisível: veja os detalhes.
Por fim, o calendário não dá trégua: antes de pensar no Cienciano, o Botafogo enfrenta o Fluminense no dia 8 de agosto, pelo Campeonato Brasileiro. Um clássico que serve como termômetro para o que vem por aí na Sul-Americana.
Perguntas Frequentes
Qual foi o placar do jogo de volta entre Cienciano e Lanús?
O Cienciano venceu o Lanús por 4 a 0 no estádio de Cusco, revertendo a derrota por 2 a 0 sofrida na Argentina. Com isso, o agregado ficou 4 a 2 para os peruanos.
Onde será o jogo de ida entre Botafogo e Cienciano?
A partida de ida das oitavas de final será realizada em Cusco, Peru, na altitude de mais de 3.400 metros. A data prevista é a semana de 11 a 13 de agosto de 2026.
O Botafogo tem vantagem no confronto?
Sim, o Botafogo decidirá a vaga em casa, no estádio Nilton Santos, por ter feito a melhor campanha geral na fase de grupos da Sul-Americana. Isso significa que, se houver empate no agregado, o Botafogo leva vantagem? Não, o critério de desempate é saldo de gols, mas decidir em casa é uma vantagem significativa.

