Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A Proposta que Acendeu o Pavio
- Uefa e Concacaf de Armas em Punho
- A Revolta Silenciosa das Outras Confederações
- O Voto que Pode Definir o Futuro
- Infantino na Corda Bamba
- O que Está em Jogo?
- Contexto: O Histórico de Infantino
- Conclusão: O Futuro da Fifa em Jogo
- Perguntas Frequentes
- O que é a Fifa Forward Enterprise?
- Por que a Uefa ameaça boicotar a Fifa?
- O que acontece se o boicote for concretizado?
Pontos Principais
- Infantino enfrenta revolta aberta após proposta de vender operações da Fifa a investidores privados.
- Uefa e Concacaf prometem boicote total às competições da Fifa caso o plano seja aprovado.
- Votação marcada para 19 de setembro de 2026 pode selar o destino do presidente.
- Confederações asiática, africana e oceânica ainda não definiram posição, mas críticas são fortes.
- Sky Sports aponta que dirigentes já não acreditam na permanência de Infantino após essa crise.
A crise de Infantino na Fifa atingiu um nível alarmante nas últimas horas, com a revelação de que a proposta de venda de ações das competições da entidade a investidores privados gerou uma onda de revolta entre as principais confederações continentais. De acordo com a emissora inglesa Sky Sports, a confiança dos dirigentes na permanência do suíço à frente da Fifa está em frangalhos. Em resumo, a crise de Infantino se intensificou porque a Uefa e a Concacaf ameaçam boicotar competições da Fifa caso o projeto de criação de uma empresa privada para operar torneios seja aprovado, colocando em xeque a continuidade do presidente.
Enquanto o mercado de transferências não para, com o Real Madrid contratação joia do Levante e colocando Endrick contra a parede, na Fifa o clima é de guerra. A proposta oficial, batizada de Fifa Forward Enterprise (FFE), prevê a criação de uma subsidiária que consolidaria as operações comerciais e organizaria as principais competições da entidade, como Copas do Mundo masculina e feminina, Mundiais de Clubes e torneios de base. A Fifa espera arrecadar 4,2 bilhões de dólares (cerca de R$ 21,5 bilhões) com a venda de ações minoritárias a investidores privados, prometendo aumentar o repasse anual para cada federação filiada.
A Proposta que Acendeu o Pavio
O plano de Infantino foi apresentado como uma forma de alavancar receitas e distribuir mais dinheiro para o futebol de base. Mas bastaram alguns dias para que o castelo de cartas começasse a desmoronar. A Uefa foi a primeira a disparar: anunciou que, se a proposta for aprovada, todas as suas 55 seleções boicotarão qualquer competição da Fifa. A Concacaf, que reúne América do Norte, Central e Caribe, seguiu o mesmo caminho. Juntas, as duas confederações somam 96 associações nacionais – 43% dos 211 membros da Fifa.
Uefa e Concacaf de Armas em Punho
Em nota oficial, a Uefa classificou a iniciativa como um “ato de coerção” e afirmou que a Fifa estaria “apropriando-se irreversivelmente das maiores competições do futebol”. A Concacaf, por sua vez, emitiu um comunicado duro. A rejeição não foi surpresa, como já havíamos analisado em artigo anterior. Confira os detalhes da posição da confederação. A pressão sobre Infantino é colossal, especialmente porque a Uefa e a Concacaf representam mais de 40% dos votos na assembleia da Fifa.
| Confederação | Posição oficial |
|---|---|
| UEFA | Boicote total às competições da Fifa |
| CONCACAF | Rejeição imediata, apoio à UEFA |
| AFC (Ásia) | Críticas duras, sem posição oficial |
| CAF (África) | Reunião extraordinária marcada |
| OFC (Oceania) | Reunião extraordinária marcada |
| CONMEBOL (América do Sul) | Ainda não se manifestou |
A Revolta Silenciosa das Outras Confederações
Enquanto a Europa e a América do Norte cravam posição, as demais confederações seguem em compasso de espera. A Confederação Asiática de Futebol (AFC) emitiu nota em que tece duras críticas à proposta, mas ainda não oficializou um veto. Já a África (CAF) e a Oceania (OFC) marcaram reuniões extraordinárias para discutir o tema. A Conmebol, que comanda o futebol sul-americano, até o momento não se pronunciou – silêncio que intriga os analistas. Somadas, as confederações que já mostraram insatisfação reúnem 143 dos 211 membros, maioria absoluta.
O Voto que Pode Definir o Futuro
A Fifa deu o prazo de 19 de setembro de 2026 para que todas as associações nacionais votem sobre a aprovação ou não da criação do fundo de investimento privado. Infantino tentou acalmar os ânimos em um vídeo divulgado na quarta-feira, no qual afirma que a decisão passará pelo conselho da Fifa e por votação de todos os filiados. Ele também prometeu elevar o repasse anual de 8 milhões para 20 milhões de dólares por federação. Mesmo assim, a desconfiança persiste.
Infantino na Corda Bamba
Segundo a Sky Sports, “aumenta a crença de que Infantino não conseguirá sobreviver a esta última controvérsia, com uma revolta aberta contra a Fifa entre os seus membros”. A frase ecoa como um alerta: nunca antes um presidente da Fifa esteve tão perto de ser derrubado por uma insurreição de seus próprios pares. A crise atual é comparada à época de Joseph Blatter, quando escândalos de corrupção abalaram a entidade. No mercado, outras crises também agitam o futebol, como a situação de Vini Souza no Wolfsburg.
O que Está em Jogo?
Se o boicote da Uefa se concretizar, a primeira grande vítima pode ser a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. Sem as seleções europeias, o torneio perderia não apenas audiência, mas também legitimidade. Além disso, a Fifa corre o risco de ver suas competições desvalorizadas e patrocinadores recuarem. A proposta, que parecia um golpe de mestre de Infantino para modernizar a entidade, virou um pesadelo.
Contexto: O Histórico de Infantino
Eleito em 2016 em meio a promessas de transparência, Gianni Infantino sempre buscou ampliar o poder e as receitas da Fifa. Seu mandato foi marcado por polêmicas, como a expansão da Copa do Mundo para 48 seleções e os acordos polêmicos com patrocinadores do Oriente Médio. Agora, com a proposta da FFE, ele parece ter ido longe demais. Especialistas apontam que a falta de diálogo prévio com as confederações foi o estopim.
Conclusão: O Futuro da Fifa em Jogo
A crise de Infantino não é apenas uma disputa interna de poder; ela coloca em cheque o modelo de governança do futebol mundial. Se a proposta for rejeitada, Infantino sairá fragilizado e poderá ser forçado a renunciar antes do fim de seu mandato. Se for aprovada contra a vontade da Uefa, uma cisão histórica pode acontecer. No Brasil, enquanto isso, o Vasco da Gama avança na negociação por Kevin Castaño, do River Plate. Entenda melhor essa transação. O futebol vive dias de incerteza, e a única certeza é que a crise está longe de acabar.
Perguntas Frequentes
O que é a Fifa Forward Enterprise?
A Fifa Forward Enterprise (FFE) é uma subsidiária proposta pela Fifa para operar e comercializar todas as competições da entidade. A ideia é vender ações minoritárias a investidores privados para levantar cerca de 4,2 bilhões de dólares, com a promessa de distribuir mais recursos para as federações nacionais.
Por que a Uefa ameaça boicotar a Fifa?
A Uefa considera que a proposta de criação da FFE é uma manobra para concentrar poder e receitas nas mãos da diretoria da Fifa, sem consulta adequada às confederações. A entidade europeia vê a medida como um ato de coerção e uma ameaça à autonomia do futebol continental, prometendo boicotar qualquer competição organizada pela Fifa se o plano for aprovado.
O que acontece se o boicote for concretizado?
Um boicote da Uefa – e possivelmente de outras confederações – poderia inviabilizar torneios como a Copa do Mundo Feminina de 2027 e futuras edições da Copa do Mundo masculina. Além disso, a Fifa perderia credibilidade e receitas de transmissão, patrocínios e direitos comerciais, abrindo uma crise institucional sem precedentes.

