Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O diagnóstico que incomoda: volume de jogo não vence jogo
- Mazola convencido por jogadores: a reviravolta no vestiário
- O caso Mezenga e a responsabilidade compartilhada
- Juninho Paulista na roda: gestão mais próxima do elenco
- O drama de Stefanello: juventude, sensibilidade e problemas fora de campo
- O que esperar do confronto contra o Barra
- O que dizem os números do Ituano na Série C
- O risco de manter o esquema: análise do cenário
- Perguntas Frequentes
- Por que Mazola decidiu manter o esquema tático?
- Qual é a situação de Bruno Mezenga no Ituano?
- O que o Ituano precisa fazer para voltar a vencer na Série C?
Pontos Principais
- Mazola foi convencido por jogadores do Ituano a não mudar o esquema tático após seis jogos sem vencer na Série C.
- O técnico aponta a falta de eficiência no último terço como o principal vilão da campanha irregular do Galo de Itu.
- Bruno Mezenga, principal contratação, vive momento delicado com apenas um gol em 26 jogos, mas o treinador divide a culpa com os demais atacantes.
- Juninho Paulista foi chamado para participar mais do dia a dia, e o jovem Stefanello passa por problemas emocionais e administrativos.
O que faz um técnico abrir mão da própria convicção justamente na hora mais delicada da temporada? A resposta, no caso do Ituano, está no vestiário. Mazola convencido por jogadores a manter a formação que vinha sendo criticada é apenas a ponta de um iceberg de pressão, promessas e esperança na reta final da Série C. E a decisão, assumida publicamente pelo treinador, pode definir os rumos do Galo na competição.
Em conversa com o programa Bola na Mesa Ituano, o comandante não escondeu a insatisfação com o momento da equipe. Mas, surpreendentemente, revelou que a mudança que planejava foi barrada pelos próprios atletas. Eles acreditam que a bola vai começar a entrar. A pergunta que fica é: coragem ou teimosia?
A verdade é que o Ituano vive uma gangorra emocional. Cria chances, domina jogos, mas esbarra na própria ineficiência. E, no futebol, quem não faz, paga caro. Foi exatamente isso que Mazola Júnior destacou ao analisar a sequência negativa que coloca o time em alerta máximo na disputa do acesso.
O diagnóstico que incomoda: volume de jogo não vence jogo
Pelo que observamos na prática, e o que os números confirmam, o Ituano não tem sido um time refém dos adversários. O problema é outro: a bola não entra. Mazola foi direto ao ponto ao dizer que a equipe peca na efetividade. O time chega com frequência ao último terço do campo, mas falta o gol. E essa incompetência ofensiva cobra um preço alto. Duelos decisivos como o da Copa do Brasil mostram que futebol se resolve nos detalhes, e o Ituano tem falhado justamente neles.
O técnico citou números que assustam. Em 26 jogos, o centroavante Bruno Mezenga balançou as redes apenas uma vez. Para um jogador contratado como grande nome e dono do maior salário do elenco, o desempenho é pífio. Mas Mazola, com uma postura de quem conhece o vestiário, fez questão de blindar o camisa 9. Ele lembrou que a contratação surpreendeu o mercado e que o jogador sentiu o peso da cobrança.
— Eu sei que vários jornalistas ficaram surpresos com a contratação do Mezenga — admitiu o treinador, reconhecendo que o atacante foi abalado emocionalmente pela fase ruim.
Mazola convencido por jogadores: a reviravolta no vestiário
O momento mais explosivo da entrevista, no entanto, veio quando o treinador revelou que pensou em mudar tudo. Após seis partidas sem vitória, a tendência natural de qualquer comandante é mexer nas peças, alterar o sistema, sacudir o time. Foi exatamente isso que Mazola quis fazer. Os jogadores, porém, pediram calma. E o técnico, em vez de impor sua autoridade, decidiu escutar. Mazola convencido por jogadores a não mexer no que vinha sendo criticado virou o episódio mais comentado entre os torcedores do Galo.
— Quando o resultado não vem, cinco jogos, alguma coisa tem que mudar, e isso foi feito. Os jogadores falaram: ‘não, não muda nada, a bola vai começar a entrar’ — contou Mazola, reproduzindo o diálogo que selou a permanência do esquema.
A aposta é arriscada. O grupo aposta na evolução natural do desempenho. A comissão técnica, mesmo com ressalvas, aceitou o desafio. Para o torcedor, resta a expectativa de que a confiança do elenco se converta em resultado dentro de campo. No futebol, confiança às vezes resolve o que a tática não dá conta, mas só se vier acompanhada de gols.
O caso Mezenga e a responsabilidade compartilhada
Mazola, com a experiência de quem vive o dia a dia do futebol, fez questão de distribuir a culpa. Ele lembrou que o elenco conta com outros seis atacantes e que nenhum deles vive grande fase. Ou seja: apontar apenas Mezenga como vilão seria injusto e, principalmente, improdutivo. A análise do treinador mostra que ele enxerga o problema como um todo, e não como um caso isolado.
— Estamos falando mais especificamente do Mezenga, mas não podemos jogar a responsabilidade toda em cima dele — disse, ao lembrar que a solução precisa ser coletiva. O mercado da bola mostra que grandes investimentos nem sempre garantem retorno imediato, e o Ituano vive exatamente essa realidade com seu principal reforço.
Juninho Paulista na roda: gestão mais próxima do elenco
Outra revelação importante da entrevista foi a aproximação de Juninho Paulista, gestor do clube e pentacampeão mundial em 2002. Mazola contou que buscou o ex-jogador para uma participação mais ativa no dia a dia da equipe. A ideia é usar a bagagem de quem já viveu momentos de pressão nos maiores palcos do futebol.
A medida, segundo o treinador, visa dar suporte emocional e técnico ao grupo na reta final. Ter um nome como Juninho ao lado dos jogadores pode ser o diferencial num campeonato tão equilibrado como a Série C, onde detalhes decidem o acesso ou a permanência. Os bastidores do futebol mostram que a gestão de pessoas é tão importante quanto a escalação, e o Ituano parece ter entendido isso.
O drama de Stefanello: juventude, sensibilidade e problemas fora de campo
Mazola não poupou palavras ao falar do jovem Stefanello. Afastado das escalações, o atleta passou mais de três meses sem ser titular e entrou em apenas três partidas. O treinador revelou que o jogador é introvertido, sensível às adversidades e que problemas administrativos atrapalharam sua cabeça. A situação é delicada, e o clube agora tenta recuperar o atleta tanto física quanto mentalmente.
— Com tudo mais ou menos andando, chegamos no momento decisivo. Talvez não seja a hora de exigirmos dele a responsabilidade de resolver os problemas do Ituano — afirmou Mazola, demonstrando cuidado com a joia da base.
O que esperar do confronto contra o Barra
O Ituano volta a campo neste sábado, às 19h30, diante do Barra, no estádio Novelli Júnior, em Itu. A partida é válida pela 16ª rodada da Série C e coloca à prova a paciência do elenco com o esquema mantido sob pressão. Uma vitória não apenas alivia a classificação, mas também valida a decisão dos jogadores de manter a formação. Uma derrota, por outro lado, reacende o debate sobre a postura do treinador.
O que fica claro é que a confiança entre o grupo e a comissão técnica segue viva. A pergunta que ronda o Novelli Júnior é simples: até quando? Histórias do esporte mostram que decisões ousadas podem virar marco ou fiasco, e essa vai entrar para a história do clube independentemente do resultado.
O que dizem os números do Ituano na Série C
| Indicador | Número | Impacto |
|---|---|---|
| Jogos sem vencer | 6 | Pressão máxima no elenco |
| Gols de Bruno Mezenga em 26 jogos | 1 | Cobrança sobre principal reforço |
| Atacantes no elenco | 7 | Responsabilidade dividida |
| Rodadas restantes na primeira fase | 3 | Margem de erro mínima |
A tabela acima escancara a realidade: o Ituano precisa de uma resposta imediata. E, pelo visto, a resposta começa pela manutenção do que já vinha sendo feito. Ousadia ou não, a decisão foi tomada em conjunto. O vestiário falou, o treinador ouviu. Agora, é torcer para que a bola comece a entrar.
O risco de manter o esquema: análise do cenário
Manter o esquema sem vitórias é um risco calculado. Por um lado, dá confiança aos jogadores, que se sentem donos da decisão. Por outro, expõe o treinador a críticas caso os resultados não venham. Mazola, experiente, sabe disso. Aos 58 anos, ele vive um dos maiores desafios da carreira: equilibrar a vontade do grupo com a necessidade de resultados.
Fica o alerta: no futebol, paciência tem prazo de validade. E o relógio está correndo.
Perguntas Frequentes
Por que Mazola decidiu manter o esquema tático?
Mazola pensou em mudar a formação após seis jogos sem vitória, mas os jogadores pediram para manter o esquema. Eles afirmaram que a equipe está jogando bem e que os gols vão sair naturalmente. O treinador, então, decidiu acatar o pedido do elenco.
Qual é a situação de Bruno Mezenga no Ituano?
Mezenga, principal contratação do clube, marcou apenas uma vez em 26 jogos. Mazola reconheceu que o atleta sentiu o peso das cobranças, mas dividiu a responsabilidade com os demais atacantes, que também não vivem boa fase.
O que o Ituano precisa fazer para voltar a vencer na Série C?
O Ituano precisa melhorar a eficiência no último terço do campo, transformando em gols as oportunidades que vem criando. Além disso, a equipe busca apoio emocional com a aproximação de Juninho Paulista e a recuperação de jovens como Stefanello.

