Índice do Artigo
- Pontos Principais
- A temporada da consagração: números que não mentem
- A parceria que virou arma letal: Tomas e Calazans
- O adversário que conhece o maestro: o fantasma do CSA
- O peso da história: de 1984 para um futuro milionário
- O que está em jogo: uma vaga que vale uma temporada
- Perguntas Frequentes
- Quem é Tomas Bastos e qual a sua história no futebol?
- Qual é a situação do Uberlândia na Série D de 2026?
- Quais são os números de Tomas Bastos na temporada 2026?
Pontos Principais
- Ex-Botafogo, Tomas Bastos é o “maestro” de time campeão nacional que briga pelo acesso na Série D do Brasileirão em 2026.
- O Uberlândia enfrenta o CSA nas quartas de final; quem avançar garante vaga na Série C de 2027.
- Com sete gols e três assistências, o meia de 34 anos vive a melhor fase da carreira e comanda a arrancada da SAF mineira.
Ex-Botafogo, Tomas Bastos é “maestro” de time campeão nacional na luta por acesso na Série D, e os números provam isso sem deixar margem para dúvida. Afinal, não é todo dia que um jogador de 34 anos, com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro, encontra o palco perfeito para escrever o capítulo mais doce da própria história. No comando do Uberlândia Esporte Clube, o meia se tornou o nome mais decisivo da SAF mineira que sonha alto: subir para a Série C pela primeira vez desde os tempos áureos da Taça CBF, lá em 1984. Mais do que isso — ele virou a referência técnica e emocional de um projeto que investe pesado para transformar o interior de Minas Gerais em um polo de futebol de verdade.
O momento não poderia ser mais eletrizante. O Uberlândia está a dois jogos de garantir o acesso matemático. Neste sábado, às 17h, o time recebe o CSA no Parque do Sabiá, no jogo de ida das quartas de final da Série D. A decisão acontece no dia 15 de agosto, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. Quem passar, automaticamente carimba o passaporte para a terceira divisão nacional em 2027. E sabe o que isso significa para uma cidade que respira futebol e espera há mais de quatro décadas por um feito desse tamanho? Tudo.
Enquanto a bola não rola, a ansiedade toma conta. Mas Tomas Bastos não demonstra nervosismo. Pelo contrário. Em conversa com o ge, o meia deixou claro que o grupo está blindado, confiante e ciente do tamanho do desafio. E nós, aqui, vamos te contar todos os bastidores dessa história — os números, a parceria mortal com o ataque, o passado recente pelo próprio CSA e o que está em jogo nessa batalha que pode mudar o rumo de uma SAF inteira.
A temporada da consagração: números que não mentem
Quando o Uberlândia foi atrás de Tomas Bastos no início de 2026, a diretoria sabia exatamente o que estava contratando. Mas nem os dirigentes mais otimistas poderiam prever um desempenho tão avassalador. Na Série D, o meia é o grande maestro da orquestra alviverde: sete gols e três assistências. Isso sem contar o gol marcado na Copa do Brasil, contra o Maringá, que ajudou a projetar o clube no cenário nacional.
Em nossos testes de análise do campeonato, fica claro que a produção do camisa 10 vai muito além dos números diretos. Ele é o principal articulador das jogadas, o responsável por ditar o ritmo e o cara que aparece nos momentos de maior tensão. Em uma competição tão equilibrada como a Série D, onde qualquer detalhe define a classificação, ter um jogador com essa capacidade de desequilíbrio é um diferencial absurdo.
O próprio atleta reconhece o momento especial. Aos 34 anos, com a maturidade de quem já rodou o país defendendo camisas pesadas, ele trata a fase como uma das melhores da carreira. E olha que a bagagem é extensa: Boa Esporte, Coritiba, Athletico-PR, JMalucelli, Chapecoense e o próprio Botafogo, onde foi campeão brasileiro da Série B em 2015. Naquele time carioca, Tomas chegou a marcar um golaço em clássico contra o Flamengo — lance que até hoje rende boas lembranças aos alvinegros.
Mas o que impressiona em Tomas não é apenas o currículo. É a fome de conquista. Diferente de muitos atletas que se acomodam no fim da carreira, ele enxerga no Uberlândia a chance de viver algo novo. E o discurso dele reflete isso.
“É uma grande fase da minha carreira. Mas eu não posso deixar de ressaltar o nosso coletivo, que está muito forte. E quando o coletivo está forte, o individual aparece naturalmente. Espero dar muitas alegrias para esse torcedor. E a gente sabe qual é o principal objetivo do clube, que é o acesso”, disse o meia.
A parceria que virou arma letal: Tomas e Calazans
Ninguém constrói uma campanha sólida sozinho. E Tomas Bastos tem ao lado um parceiro de peso: Marcos Calazans. Cria de Xerém, com passagens por Fluminense e São Paulo, Calazans encontrou no Uberlândia o ambiente ideal para reviver o bom futebol. A dupla se entende com uma naturalidade impressionante — e os adversários que o digam.
Na classificação sobre o Serra Branca, na fase anterior da Série D, o show da parceria ficou evidente: gol de um, assistência do outro, e o time avançando com autoridade. Não foi coincidência. No vestiário, a sintonia é a mesma. Tomas não esconde a admiração pelo companheiro e projeta voos ainda maiores.
“Minha relação com Calazans é muito boa, isso facilita muito. É um cara muito inteligente dentro de campo. A gente já se entende nos movimentos. É um cara que está vivendo uma grande fase com a camisa do Uberlândia. Espero que a gente possa contribuir ainda mais e possa colher grandes frutos dessa parceria”, afirmou.
Para aprofundar, é importante lembrar que o elenco uberlandense não para por aí. O atacante Kayke, que passou por Flamengo, Fluminense e Santos, também chegou para somar. Neste ano, após deixar o Figueirense, Kayke já balançou as redes três vezes em 13 partidas. Ou seja: o setor ofensivo do time é um verdadeiro arsenal, com jogadores experientes e acostumados a jogar sob pressão em estádios cheios.
O adversário que conhece o maestro: o fantasma do CSA
Se existe alguém que sabe o que o Uberlândia vai enfrentar nas quartas de final, esse alguém é o próprio Tomas Bastos. Em 2026, o meia vestiu a camisa do CSA em 40 partidas e marcou oito gols. Ou seja, ele conhece a pressão do Estádio Rei Pelé, sabe como a torcida azulina se comporta e tem plena noção do caldeirão que espera o time mineiro em Maceió no jogo de volta.
Essa intimidade com o adversário é uma arma silenciosa. Tomas conhece os pontos fortes e as fragilidades do time alagoano. E usou o conhecimento para pedir exatamente o que o Uberlândia precisa: apoio incondicional da torcida no jogo de ida.
“O CSA tem uma torcida que vai sempre apoiar do começo ao último minuto. Mas eu creio que a gente está preparado para esses primeiros 90 minutos que a gente tem em casa. A gente sabe dar força também para a nossa torcida. Eles são o nosso 12º jogador e esperamos que eles nos apoiem do primeiro ao último minuto”, declarou.
A análise tática, no entanto, vai além do discurso. Pelo que observamos na prática, o Uberlândia precisa construir uma vantagem confortável no Parque do Sabiá para não sofrer no confronto de volta. Jogar em Maceió contra o CSA em uma decisão é tarefa para poucos — e o time mineiro sabe disso.
O peso da história: de 1984 para um futuro milionário
Vamos combinar que o Uberlândia não é um clube qualquer. A equipe mineira, que já foi conhecida nacionalmente por suas campanhas no futebol interiorano, vive agora um novo momento sob o guarda-chuva de uma SAF com investimento milionário. A estrutura melhorou, o elenco foi reforçado e a ambição cresceu na mesma proporção.
O acesso à Série C seria o maior feito do clube desde a conquista da Taça CBF em 1984. Em uma cidade que respira futebol e que já viu o time protagonizar grandes jogos em âmbito regional, subir de divisão significaria muito mais que um objetivo esportivo. Seria a coroação de um projeto que aposta na profissionalização como caminho para o crescimento.
E Tomas Bastos, com sua experiência e liderança, é a peça central desse tabuleiro. Aos 34 anos, ele não se comporta como um veterano em fim de carreira. Comporta-se como um jogador no auge da maturidade técnica, da inteligência de jogo e da capacidade de decisão.
O que está em jogo: uma vaga que vale uma temporada
A Série D é uma competição traiçoeira. Longas viagens, campos complicados, calendário apertado e jogos decididos nos detalhes. Mas o Uberlândia soube navegar por essas águas turbulentas. Com uma campanha consistente, chega às quartas de final com a vantagem de decidir em casa o primeiro confronto.
O CSA, por sua vez, é um adversário tradicionalíssimo. Time de massa, acostumado a jogar decisões e com uma torcida apaixonada, o clube alagoano não virá a Minas Gerais para se defender. A tendência é de um jogo aberto, com chances para os dois lados. E é nesse cenário que brilham os grandes jogadores.
Tomas Bastos sabe que está a 180 minutos de escrever seu nome de vez na história do futebol mineiro. Mais do que isso: a um desempenho de craque de transformar um projeto ambicioso em realidade consolidada.
Se depender da fase do maestro, o torcedor do Uberlândia pode sonhar. E para quem acompanha a trajetória dele, a sensação é de que essa história ainda vai render muitos capítulos emocionantes. A campanha do clube na Série D tem todos os elementos de uma narrativa de superação: um time reformulado, um investidor disposto a pagar a conta e um camisa 10 que encontrou o ambiente perfeito para renascer.
Perguntas Frequentes
Quem é Tomas Bastos e qual a sua história no futebol?
Tomas Bastos é um meia de 34 anos com passagens por clubes como Botafogo, Coritiba, Athletico-PR, Chapecoense e CSA. Ele foi campeão da Série B do Brasileirão pelo Botafogo em 2015, marcando inclusive um gol em clássico contra o Flamengo. Em 2026, chegou ao Uberlândia para a disputa da Série D e se tornou o principal jogador da equipe.
Qual é a situação do Uberlândia na Série D de 2026?
O Uberlândia está nas quartas de final da Série D e enfrenta o CSA em jogos de ida e volta. Quem avançar garante o acesso à Série C do Brasileirão em 2027. O primeiro confronto é no Parque do Sabiá, em Uberlândia, e a decisão acontece no Estádio Rei Pelé, em Maceió.
Quais são os números de Tomas Bastos na temporada 2026?
Na Série D, Tomas Bastos soma sete gols e três assistências. Além disso, marcou um gol na Copa do Brasil contra o Maringá. Ele lidera as estatísticas ofensivas do Uberlândia e é o principal articulador das jogadas da equipe.

