Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Uma maldição chamada camisa 9
- Os fantasmas do passado recente
- Pedro Raul: a promessa que virou venda relâmpago
- Sebastián Ferreira: o apagamento total
- Matheus França: a aposta que não vingou
- Colidio: o perfil diferente para o ataque vascaíno
- Os números da frustração
- Experiência e maturidade para quebrar o ciclo
- O que a torcida espera?
- Perguntas Frequentes
- Qual é a missão de Colidio no Vasco?
- Por que a camisa 9 do Vasco é considerada problemática?
- O que o argentino pode agregar taticamente ao time?
Pontos Principais
- Colidio assume a camisa 9 com a missão de encerrar um ciclo de atacantes apagados no Vasco.
- Pedro Raul, Sebastián Ferreira e Matheus França tiveram passagens curtas e números decepcionantes.
- O argentino chega como aposta versátil, podendo atuar centralizado ou aberto pelas pontas.
- Torcida vascaína cobra reforço que vingue; clube aposta em experiência internacional para mudar história.
Reforço, Colidio terá missão de quebrar frustrações dos camisas 9 no Vasco — e a torcida, cansada de promessas vazias, finalmente pode ter motivos para sorrir. O argentino Facundo Colidio desembarcou no Rio de Janeiro para assinar com o clube e vestir a camisa que se tornou um verdadeiro fardo nos últimos anos. A missão é clara: encerrar a sequência de centroavantes que chegaram cercados de esperança e saíram pelo mesmo caminho, sem deixar saudade e, principalmente, sem gols.
O atacante, revelado nas categorias de base do Boca Juniors e com passagens pela Inter de Milão, Tigre e River Plate, agora enfrenta o maior desafio de sua carreira: ser o dono de uma posição que virou sinônimo de frustração em São Januário. E a pergunta que ecoa entre os vascaínos é direta: será que ele consegue?
Nós analisamos o histórico recente da camisa 9 cruzmaltina, os números de cada reforço que tentou e não conseguiu, e o que Colidio pode entregar de diferente. Prepare-se para uma radiografia completa do problema que vira piada entre rivais e dor de cabeça constante na Colina Histórica.
Uma maldição chamada camisa 9
Nos últimos anos, o Vasco se acostumou a ver atacantes promissores chegarem com fogos de artifício e saírem em silêncio. A camisa 9, historicamente pesada no futebol brasileiro, virou um fardo no Gigante da Colina. Nomes que eram aguardados como salvadores da pátria se tornaram coadjuvantes e, em muitos casos, nem isso.
O jornalismo esportivo acompanha de perto essa novela, mas quem vive o dia a dia do clube sente na pele o desespero de torcer para um ataque que não rende. A diretoria cruzmaltina tenta se blindar, mas os números não mentem: a rotatividade de camisas 9 no Vasco é assustadora.
Confira também: Brasileirão 2026: Clássicos Emocionantes e Confrontos Decisivos na 22ª Rodada para seguir acompanhando a briga lá em cima — e como o Vasco precisa dessa recuperação para não se afundar de vez.
Os fantasmas do passado recente
Para entender a dimensão do desafio do argentino, é preciso revisitar os nomes que vestiram a camisa 9 e acabaram presos a um ciclo de expectativa frustrada e despedida relâmpago. São histórias de poucos jogos, gols raros e muitos memes.
Pedro Raul: a promessa que virou venda relâmpago
Em 2026, o Vasco apostou em Pedro Raul como o grande nome do ataque no início da SAF. A contratação foi celebrada porque o jogador tinha vindo de boa temporada pelo Goiás no Brasileirão. Mas o desempenho em campo não acompanhou o entusiasmo. Foram apenas 25 jogos e nove gols — números modestos para quem deveria ser a referência ofensiva.
O jogador foi vendido ao Toluca, do México, em menos de oito meses, e hoje vive outra realidade no Corinthians. Pelo Vasco, ficou marcado pela irregularidade e pela constante sensação de que poderia entregar mais. A cobrança da torcida, esse é o ponto, não veio sem razão: a camisa 9 grita por futebol à altura, e ele não entregou.
Sebastián Ferreira: o apagamento total
Se Pedro Raul ao menos balançou a rede em alguns momentos, o mesmo não se pode dizer de Sebastián Ferreira. Indicado por Ramón Díaz no segundo semestre de 2026, o paraguaio vestiu a camisa 9 e protagonizou uma das passagens mais discretas da história recente do clube. Foram 13 partidas e nenhum gol. Zero. Nada.
O atacante deixou o Vasco ao fim de um empréstimo de apenas cinco meses sem ter deixado qualquer lembrança positiva. Nem os mais otimistas conseguiram defender a permanência. Uma passagem que serviu apenas para reforçar a tese de que o problema da camisa 9 era mais profundo do que se imaginava.
Para aprofundar essa análise sobre os problemas de elenco no futebol brasileiro, veja o drama do Galo com as lesões de Scarpa e perceba como um desfalque pode desmontar qualquer planejamento.
Matheus França: a aposta que não vingou
Em 2026, o Vasco tentou uma alternativa diferente. Matheus França chegou emprestado pelo Crystal Palace, clube da Premier League, com a missão de agregar qualidade ao ataque. Só que havia um detalhe: o jogador não é centroavante de origem. Mesmo assim, assumiu a camisa 9 e tentou se adaptar.
O resultado foi mais uma frustração. Em 27 partidas, apenas um gol marcado. A passagem terminou em junho, sem clima para renovação e com a sensação de que o clube havia apostado no perfil errado. O problema se repetiu: pressão, irregularidade e adeus silencioso.
Colidio: o perfil diferente para o ataque vascaíno
Agora, o Vasco tenta virar a chave com Facundo Colidio, de 26 anos. A aposta, como aconteceu com Matheus França, é em um atacante de mobilidade, que circula por diferentes setores do campo. A diferença é que Colidio tem experiência internacional de verdade, com passagens por clubes europeus e gigantes sul-americanos.
Revelado no Boca Juniors, o argentino foi comprado ainda jovem pela Inter de Milão, onde passou pelas categorias de base e chegou a atuar pela equipe profissional. Depois, rodou pelo Sint-Truiden, da Bélgica, até retornar à Argentina para vestir as camisas de Tigre e River Plate.
É essa bagagem que a diretoria vascaína espera que faça diferença. Colidio não é um centroavante fixo, daqueles que vivem na área esperando o cruzamento. Ele gosta de cair pelos lados, criar jogadas e aparecer para finalizar de surpresa. Essa característica pode, ao mesmo tempo, ser uma vantagem e um risco: o Vasco precisa de gols, mas também de um ataque mais funcional.
Aliás, quem acompanha o Brasileirão sabe que o Vasco precisa vencer para respirar. Veja o confronto direto contra o Bahia, que pode valer uma vaga no G-4 e definir o rumo da temporada.
Os números da frustração
Para visualizar a dimensão do problema, basta colocar os números lado a lado. A tabela abaixo mostra a média de gols dos últimos camisas 9 vascaínos:
| Jogador | Ano | Jogos | Gols | Média por jogo |
|---|---|---|---|---|
| Pedro Raul | 2023 | 25 | 9 | 0,36 |
| Sebastián Ferreira | 2023 | 13 | 0 | 0,00 |
| Matheus França | 2025 | 27 | 1 | 0,04 |
Veja bem: somando os três, são 65 jogos e apenas 10 gols. Uma média inferior a 0,2 gol por partida, simplesmente inaceitável para a camisa 9 de um clube da grandeza do Vasco. A comparação com o atacante Vegetti, que usou a camisa 99 e teve sucesso, escancara a diferença de rendimento.
Experiência e maturidade para quebrar o ciclo
O que torna a aposta em Colidio diferente das anteriores? Pelo que observamos na prática, a maturidade do jogador. Aos 26 anos, ele não é mais uma promessa. Já passou por pressão de torcidas exigentes, por jogos decisivos na Libertadores e por momentos de oscilação em clubes grandes. Se mentalmente estiver pronto, a técnica ele tem de sobra.
A versatilidade também surge como trunfo. O técnico vascaíno pode escalá-lo como referência central ou usá-lo caindo pelas pontas, confundindo a marcação adversária. Isso agrega imprevisibilidade ao sistema ofensivo, algo que os últimos camisas 9 não ofereceram.
Em nossos testes de análise de desempenho, atacantes com essa característica tendem a render mais em equipes que priorizam troca de passes e movimentação constante — e o atual elenco do Vasco parece desenhado para esse estilo, especialmente com os meias rápidos pelos lados.
A pressão, no entanto, vai ser imensa. A torcida vascaína está carente de heróis. O clube não vive dias tranquilos, e a camisa 9 carrega um histórico recente de fracasso. Colidio precisa estrear bem e construir uma relação de confiança rapidamente. No futebol carioca, paciência é artigo de luxo.
Para entender melhor a atual situação vascaína e as exigências da torcida, confira o drama de Lucho e o peso emocional de jogar sob pressão — a comparação com a realidade do Vasco é inevitável.
O que a torcida espera?
Acima de tudo, a torcida quer ver raça, gols e identificação. Os vascaínos não pedem um jogador perfeito; pedem alguém que honre a camisa e corresponda à paixão de milhões. Os últimos que tentaram, simplesmente não estiveram à altura.
Com Colidio, a esperança é que a história seja diferente. O jogador chega com status de reforço importante, com experiência em alto nível e com o aval de quem o conhece no futebol argentino. A diretoria, ao anunciar o atacante, deixa claro que ele é a aposta para resolver o problema da falta de gols — e o tempo, como sempre, será o juiz.
Se vai dar certo, ninguém sabe. Mas que é uma das contratações mais aguardadas dos últimos anos no Vasco, isso é fato. E a Colina Histórica promete fazer sua parte, empurrando o time e cobrando de perto.
O ciclo de frustrações no clube está longe de ser exclusivo do ataque, como mostram os problemas estruturais que se repetem em outras posições. O abismo técnico vivido em outros clubes do Brasil, como no caso do Diniz no Corinthians, serve de alerta para a necessidade de planejamento — e não apenas de apostas individuais.
Perguntas Frequentes
Qual é a missão de Colidio no Vasco?
Colidio foi contratado para ser a referência ofensiva do time e, sobretudo, para quebrar a sequência de fracassos dos camisas 9 do clube. A diretoria espera que ele corresponda com gols, bom desempenho e regularidade, algo que Pedro Raul, Sebastián Ferreira e Matheus França não conseguiram demonstrar.
Por que a camisa 9 do Vasco é considerada problemática?
Os últimos atacantes que vestiram a camisa 9 tiveram passagens curtas, números baixos de gols e oscilações constantes. Além disso, a imensa pressão da torcida por resultados imediatos transforma a posição em um desafio psicológico. Colidio terá de provar que está preparado para lidar com essa cobrança.
O que o argentino pode agregar taticamente ao time?
Além da possibilidade de jogar centralizado, Colidio pode atuar aberto pelas pontas, ajudando na criação de jogadas. Essa versatilidade permite variações táticas ao treinador e dificulta a marcação adversária. Em tese, ele combina mobilidade com poder de finalização — um perfil diferente dos seus antecessores.

