Índice do Artigo
- Pontos Principais
- O aviso de Abel Ferreira: falta repertório para furar retrancas
- Retranca como pesadelo: os números que incomodam o Palmeiras
- Cerro Porteño: o retrato de um adversário que não tem pressa
- Desfalques: o problema que aumenta a tensão
- Abel testa alternativas e time busca saída para a pressão
- O que precisa mudar para o Palmeiras não tropeçar no Paraguai
- Urgência na Libertadores: pressão, alerta e a busca por resposta
- Perguntas Frequentes
- Por que o Palmeiras está preocupado com o Cerro Porteño?
- Quando será o jogo de volta entre Palmeiras e Cerro Porteño?
- Quais desfalques o Palmeiras tem para o duelo da Libertadores?
- O que Abel Ferreira disse sobre o empate com o Internacional?
Pontos Principais
- Abel Ferreira reconheceu que o Palmeiras sofre para furar defesas retrancadas, como aconteceu no empate com o Internacional.
- O técnico espera um Cerro Porteño fechado na quarta-feira, pelas oitavas da Libertadores, e pede eficiência para abrir o placar cedo.
- O time terá apenas dois dias de treino para corrigir o problema diante de blocos baixos.
O Palmeiras admitiu o que os olhos já viam: o time trava quando o adversário se fecha. Palmeiras admite dificuldade contra times fechados e liga alerta para Libertadores após o empate sem gols com o Internacional, na noite de domingo, no Nubank Parque. A análise do técnico Abel Ferreira foi clara e direta ao apontar o mesmo cenário para o duelo decisivo contra o Cerro Porteño, quarta-feira, às 19h, pelas oitavas de final da Libertadores.
O que aconteceu diante do Colorado foi um filme repetido. O Palmeiras teve bola, teve posse, mas esbarrou numa defesa com linha de cinco, bem postada e sem dar espaços. O resultado: pouquíssimas chances claras e um ataque impotente. Se o cenário se repetir contra os paraguaios, a classificação para as quartas de final pode ficar ameaçada ainda no jogo de ida.
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O aviso de Abel Ferreira: falta repertório para furar retrancas
Na entrevista coletiva após o empate, Abel foi enfático ao dizer que o time precisa estar preparado para o que vem pela frente. E o que vem pela frente, na visão dele, é exatamente o que o Internacional apresentou: um adversário de bloco baixo, com marcação individual, apostando em transições rápidas e bolas paradas.
— Em casa temos que estar preparados e daqui a três dias vai ser mais do mesmo — disparou Abel.
A referência direta ao Cerro Porteño não é por acaso. O Palmeiras enfrentou o time paraguaio na fase de grupos da Libertadores e também em 2026, e conhece bem a proposta de jogo do rival: se defender bem, explorar erros e decidir nos detalhes.
— Já jogamos contra eles, sabemos como vai ser, fechadinhos, marcação individual, a procura de uma transição, de uma bola parada e temos que abrir (o placar) primeiro — completou o treinador.
A declaração expõe uma fragilidade tática que vem se repetindo ao longo da temporada. Contra adversários que se propõem a se defender, o Palmeiras tem encontrado enorme dificuldade para criar chances reais. E isso acende um alerta e tanto para a Libertadores, onde os jogos são decididos em detalhes e erros custam caro.
Retranca como pesadelo: os números que incomodam o Palmeiras
O empate com o Internacional não foi um caso isolado. Foi mais um capítulo de uma novela que se arrasta. No dia 26 de julho, contra o Atlético-MG, o Palmeiras perdeu por 2 a 1 e pouco conseguiu atacar as costas da defesa adversária. Mesmo com Paulinho em campo, o time não conseguiu romper as linhas defensivas.
Em maio, contra o Remo, pelo Brasileiro, o mesmo problema apareceu. O Palmeiras empatou por 1 a 1 e Abel já havia chamado atenção para a dificuldade de furar blocos baixos. Ou seja, o problema não é pontual. É estrutural.
Pelo que observamos na prática, o time depende muito de jogadas individuais e de espaços nas costas dos defensores. Quando o adversário compacta as linhas, o Palmeiras não consegue acelerar o jogo e cai em um ritmo lento, que favorece a defesa rival.
Nós analisamos os jogos recentes e notamos que a equipe tem dificuldade em usar os laterais como armas de profundidade. O time também sofre para encontrar passes entre as linhas. O resultado é um ataque previsível, que facilita o trabalho do goleiro adversário.
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Cerro Porteño: o retrato de um adversário que não tem pressa
Se depender do histórico recente, o Palmeiras vai enfrentar na quarta-feira um adversário que sabe exatamente como se portar diante de um time mais qualificado. O Cerro Porteño vem de uma campanha interessante na fase de grupos, em que conseguiu resultados importantes jogando de forma reativa.
O time paraguaio aposta em uma defesa sólida, com muitos jogadores atrás da linha da bola, e em saídas rápidas pelos lados. A bola parada é outra arma perigosa. Abel conhece bem o estilo e não esconde que o Palmeiras precisa estar atento a cada detalhe.
Mas o ponto crucial é que o Palmeiras vai precisar decidir a classificação fora de casa. Diferente de 2026, quando a decisão aconteceu em São Paulo, nesta temporada a volta será no dia 19 de agosto, em Assunção, no Paraguai. Isso muda completamente a estratégia. Se o Palmeiras não vencer em casa, vai precisar de uma grande atuação fora para se classificar.
E o que vimos até aqui é um time que, contra adversários fechados, não tem mostrado capacidade de impor seu ritmo. O empate com o Internacional foi o retrato mais nítido dessa realidade.
Desfalques: o problema que aumenta a tensão
Para o jogo de quarta-feira, o Palmeiras terá desfalques importantes. Bruno Fuchs, Jefté, Khellven e Paulinho seguem fora. O caso de Paulinho é especialmente preocupante, já que a ausência de um atacante com mobilidade e capacidade de atacar as costas dos defensores reduz ainda mais as opções do time.
Gustavo Gómez é uma incógnita. O zagueiro trabalhou à parte nos últimos dias, se recuperando de uma lesão na coxa. Abel Ferreira afirmou que precisa aguardar o decorrer da semana para saber se poderá contar com o camisa 15. A indefinição tira parte do poder de planejamento da comissão técnica.
O time terá dois dias de treino e uma movimentação na quarta-feira de manhã para tentar encontrar soluções. Mas a pergunta que fica é: o que dá para ser feito em tão pouco tempo? No futebol, ajustes podem ser feitos, mas alterações estruturais exigem mais do que dois dias de trabalho.
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Abel testa alternativas e time busca saída para a pressão
Nos treinamentos desta semana, Abel Ferreira tenta encontrar uma alternativa para furar defesas fechadas. A principal ideia é usar mais os meias flutuando entre as linhas e os laterais com maior profundidade. Mas o elenco tem limitações claras.
O desempenho de Allan no empate com o Internacional, por exemplo, foi o que mais chamou atenção negativa. O volante tentou, arriscou, mas pouco criou. Faltou movimentação e agressividade para o time como um todo.
O Palmeiras precisa de uma resposta rápida. A Libertadores é uma competição que não perdoa. E o Cerro Porteño vai se defender com todas as armas possíveis. Se o Palmeiras entrar em campo com a mesma postura do jogo contra o Internacional, o resultado pode ser frustrante novamente.
O que Abel espera é que o time consiga abrir o placar nos primeiros minutos. Isso forçaria o adversário a sair do seu plano original, abrindo espaços que o Palmeiras soubesse explorar. Mas, para isso, é preciso que o time mostre algo que não mostrou nos últimos jogos: paciência e precisão na última pontada.
A dificuldade contra blocos baixos não é exclusividade do Palmeiras. Mas, para um time que se propõe a disputar o título da Libertadores, essa é uma limitação que precisa ser corrigida o quanto antes.
O que precisa mudar para o Palmeiras não tropeçar no Paraguai
É possível elencar alguns pontos que o time precisa melhorar rapidamente para o duelo contra o Cerro Porteño. Mais do que apenas jogar com intensidade, o Palmeiras precisa de inteligência e paciência.
| Problema | Impacto no jogo | Possível solução |
|---|---|---|
| Dificuldade para furar linha de cinco | Finalizações de fora da área e cruzamentos sem alvo | Movimentação com meias entrando na área |
| Lateral sem profundidade | Time fica previsível e fácil de marcar | Troca de posições e apoios constantes |
| Lentidão na troca de passes | Adversário se rearranja e fecha espaços | Primeiro passe mais vertical e com velocidade |
| Dependência de jogadas individuais | Time não cria chances claras em bloco | Jogadas ensaiadas e tabelas em velocidade |
Para aprofundar, vale lembrar que o Palmeiras precisa de equilíbrio. Não adianta apenas ter posse de bola se não consegue transformar isso em chances reais. O adversário vai ceder espaços, e o time precisa estar pronto para atacar quando a chance aparecer.
Uma alternativa é usar Flaco López e Estevão em movimentos mais centralizados, abrindo espaços pelas pontas. Outra é apostar em chutes de média distância, já que a defesa adversária vai se fechar na área. O importante é que o time não repita o erro de ficar trocando passes em frente à área sem criar perigo.
A pressão sobre Abel Ferreira aumenta nesta reta final. O treinador já demonstrou capacidade de ajustar o time em momentos decisivos, mas precisa encontrar uma solução rápida para um problema que persiste há meses. Os treinos desta semana serão fundamentais.
O jogo de quarta-feira será um teste de fogo. Mais do que a classificação em si, o que está em jogo é a confiança do elenco para seguir vivo no campeonato. Um tropeço contra o Cerro Porteño pode, além de complicar a classificação, abalar a estrutura de um time que ainda busca se encontrar sob o comando de Abel.
Urgência na Libertadores: pressão, alerta e a busca por resposta
O Palmeiras não pode se dar ao luxo de errar novamente. A campanha na Libertadores até aqui foi consistente, mas a fase de mata-mata exige outro nível de concentração e eficiência. O Cerro Porteño sabe que o jogo de ida, na casa do Palmeiras, é a chance de surpreender.
Por isso, o alerta de Abel Ferreira é mais do que justificado. A equipe precisa de uma vitória convincente para levar vantagem ao Paraguai e administrar a decisão. Qualquer outro resultado aumenta a tensão e coloca o Palmeiras em posição delicada.
A torcida, nos últimos anos, se acostumou a ver o time superar seus limites nos momentos difíceis. No entanto, a impressão que fica é de que este elenco carece de alternativas táticas quando o plano principal não funciona. E foi exatamente isso que o Internacional expôs no último domingo.
O Palmeiras admite a dificuldade, o que é um primeiro passo. Agora, precisa mostrar em campo que aprendeu a lição. Abrir o placar cedo, ter paciência para construir as jogadas e, acima de tudo, não se desesperar se o gol não sair nos primeiros minutos. O jogo tem 90 minutos, e a classificação se decide em até 180.
O time precisa entender que, contra adversários fechados, a calma é tão importante quanto a pressão. E aproveitar os momentos de transição do rival para atacar com velocidade e objetividade.
Confira também como os reservas do Fluminense responderam à pressão e jogaram o peso da decisão sobre os titulares na Libertadores.
Perguntas Frequentes
Por que o Palmeiras está preocupado com o Cerro Porteño?
O Palmeiras enfrenta o Cerro Porteño nas oitavas de final da Libertadores e teme o estilo fechado do adversário. O time paraguaio deve se defender com muitos jogadores atrás da linha da bola, apostar em transições rápidas e explorar bolas paradas. Abel Ferreira sabe que o time sofre para furar esse tipo de defesa, como demonstrou no empate com o Internacional.
Quando será o jogo de volta entre Palmeiras e Cerro Porteño?
O jogo de volta será no dia 19 de agosto, em Assunção, no Paraguai. O Palmeiras vai precisar decidir a classificação fora de casa, o que aumenta a pressão para fazer um bom resultado no jogo de ida, em São Paulo.
Quais desfalques o Palmeiras tem para o duelo da Libertadores?
O técnico Abel Ferreira não poderá contar com o zagueiro Bruno Fuchs, o lateral-esquerdo Jefté, o lateral-direito Khellven e o atacante Paulinho. O zagueiro Gustavo Gómez é dúvida, pois se recupera de uma lesão na coxa. O time terá apenas dois dias de treino para ajustar a equipe.
O que Abel Ferreira disse sobre o empate com o Internacional?
Abel Ferreira admitiu que o Palmeiras tem dificuldade quando o adversário baixa o bloco e coloca cinco, seis ou até sete jogadores na defesa. O treinador espera encontrar o mesmo cenário contra o Cerro Porteño e pediu que o time esteja preparado para abrir o placar primeiro.

