A aposta arriscada de Abel Ferreira
No dia 23 de novembro, após um empate por 0 a 0 contra o Fluminense, o técnico Abel Ferreira anunciou uma mudança drástica na estratégia do Palmeiras para o restante do Campeonato Brasileiro. Naquele momento, com o Flamengo apenas dois pontos à frente na liderança, o treinador optou por poupar os titulares no jogo seguinte contra o Grêmio, visando a preparação para a final da Conmebol Libertadores. A decisão representava um risco considerável, dada a proximidade na disputa pelo título nacional.
A queda e o amargor da derrota
A aposta de Abel Ferreira não se concretizou. O Palmeiras foi derrotado por 3 a 2 pelo Grêmio, deixando uma sensação de que a presença dos titulares poderia ter alterado o resultado. Paralelamente, o Flamengo empatou com o Atlético-MG, ampliando o sentimento de frustração entre os torcedores palmeirenses. Abel assumiu a responsabilidade, pois toda a estratégia estava focada na Libertadores, um duelo de tudo ou nada para evitar uma temporada sem títulos, algo inédito em sua passagem pelo clube.
O fim da linha sem taças
A derrota na final da Libertadores, em Lima, selou o destino do Palmeiras na temporada. Sem mais tempo para reverter a desvantagem no Brasileirão, o Verdão viu o Flamengo sagrar-se campeão após uma vitória simples sobre o Ceará no Maracanã. Mesmo com uma vitória convincente contra o Atlético-MG fora de casa logo após o retorno de Lima, apresentando bom futebol, o resultado final foi inútil para a conquista do título nacional.
Um legado abalado e pressão para 2026
A decisão de desistir do Brasileirão, mesmo com uma pequena diferença para o líder, gerou críticas, inclusive da presidente Leila Pereira. Abel Ferreira justificou sua escolha citando erros de arbitragem, mas não teve o direito de frustrar o sonho do torcedor. Pela primeira vez desde sua chegada em 2020, o Palmeiras encerra o ano sem nenhum título. Apesar da reformulação do elenco, com 17 saídas e 12 chegadas, a obrigação de brigar até o fim era clara. A temporada de 2026 promete grande pressão sobre o treinador, que, segundo a análise, optou por rebater narrativas em vez de encarar o problema real.

