Índice do Artigo
- Pontos Principais
- Um golaço que vale por três: a sequência mágica do Avaí na Série B
- Jean Lucas assume a artilharia ao lado de Daniel Penha e Thayllon aos 26 anos
- Tabela e cálculos: o que muda na prática com a vitória
- Ao estilo Ronaldinho: comparação com o gênio da Copa de 2002 é inevitável
- Pé calibrado ou sorte? Analisamos o lance sob a ótica técnica
- O que vem pela frente: foco total para não escorregar na reta final
- Perguntas Frequentes
- Jean Lucas realmente quis cruzar a bola no gol contra a Ponte Preta?
- Com quantos gols Jean Lucas terminou a partida contra a Ponte Preta e qual é a posição dele na artilharia?
- O gol do Avaí contra a Ponte Preta ajudou o time a sair da zona de rebaixamento?
Pontos Principais
- Jean Lucas marcou um golaço encobrindo o goleiro da Ponte Preta, mas confessou que a intenção era fazer um cruzamento.
- Com o gol, o meia do Avaí chegou a oito tentos na temporada e dividiu a artilharia do clube com Daniel Penha e Thayllon.
- O Leão da Ilha emplacou a terceira vitória consecutiva na Série B e abriu distância da zona de rebaixamento.
Jean Lucas explica gol “sem querer” contra a Ponte Preta e comenta artilharia no Avaí: o meia revelou que tentava cruzar a bola, mas o chute saiu tão perfeito que encobriu o goleiro e ecoou uma jogada digna de Ronaldinho Gaúcho na Copa de 2002. Em meio à repercussão do lance, o camisa 10 do Leão da Ilha adota discurso de time que pensa coletivo: os números pessoais são bem-vindos, mas o que importa de verdade é a permanência na Série B.
O que era para ser um simples cruzamento na área se transformou em um golaço que está sendo comparado ao histórico lance de Ronaldinho contra a Inglaterra, no Mundial de 2002. No último domingo, o meia Jean Lucas recebeu a bola pela direita, buscou o fundo para o cruzamento e, do nada, viu a redonda descrever uma parábola perfeita por cima do goleiro da Ponte Preta. Para muitos, foi um lance calculado; para o próprio autor, uma feliz coincidência.
O gol saiu com menos de um minuto do segundo tempo e mudou completamente a cara da partida na Ressacada. O camisa 10, titular no confronto, garante que a intenção era outra — joguei a bola na área e ela tomou o rumo do gol, explicou. Ainda no fim da etapa final, Wenderson completou o placar e decretou a vitória azurra por 2 a 0.
Um golaço que vale por três: a sequência mágica do Avaí na Série B
Não foi apenas um lance bonito. O triunfo sobre a Ponte Preta representou a terceira vitória consecutiva do Avaí na competição nacional, algo que o clube não conseguia emplacar há bastante tempo. A equipe de Santa Catarina, que vinha de resultados positivos contra Operário-PR e Sport, mostrou consistência e, desta vez, contou com o talento individual do seu camisa 10 para quebrar uma retranca que insistia em segurar o ímpeto azurro.
Para nós, analistas que acompanhamos a Série B de perto, o que chama atenção é a evolução tática do time: diante do Operário, Jean Lucas saiu do banco e deu outra cara à equipe, mesmo sem participar diretamente dos gols. Contra o Sport, a história se repetiu. Mas contra a Ponte Preta, o meia apareceu de forma definitiva no quadro de participações diretas em gols do elenco. Confira também como outros personagens estão se destacando na base desta equipe.
Jean Lucas assume a artilharia ao lado de Daniel Penha e Thayllon aos 26 anos
Aos 26 anos, o meia vive, na prática, a temporada mais goleadora da carreira. São oito gols marcados em 2026, número que o coloca lado a lado com Daniel Penha e Thayllon no topo da lista de artilheiros do Avaí. Mais do que isso: ele lidera, junto com o atacante Thayllon, o ranking de participações diretas em gol pela equipe, somando 16 entre bolas na rede e assistências.
A artilharia, porém, é comemorada com parcimônia. Em declaração ao ge, Jean Lucas foi enfático: “Essa é a temporada em que mais marquei gols na minha carreira. Os números são importantes, mas o principal objetivo é poder alcançar as metas do clube e confirmar a permanência”. A fala traduz a realidade de um clube que ainda flerta com o perigo, apesar da reação espetacular das últimas partidas.
A vitória mantém o Leão da Ilha fora do Z-4 da Série B, mas a vantagem é mínima: apenas um ponto separa o clube do Ceará, atual 17º colocado. Para aprofundar o contexto da competição e entender como outros clubes da base estão se preparando, vale a pena acompanhar o confronto decisivo entre outros gigantes da Série B nesta reta final de turno.
Tabela e cálculos: o que muda na prática com a vitória
Para o torcedor que gosta de analisar os números friamente, a situação é clara: vencer é fundamental, mas não é suficiente. O Avaí precisa continuar pontuando, principalmente nos jogos em casa, para não depender de resultados paralelos. O próximo compromisso, contra o Atlético-GO, na Ressacada, é um duelo direto contra um concorrente que também busca se afastar da zona da degola. Uma vitória pode abrir uma gordura de quatro pontos — algo precioso em uma reta final de campeonato.
| Confronto | Data | Local |
|---|---|---|
| Avaí x Atlético-GO | 30 de agosto | Ressacada |
| Novorizontino x Avaí | 5 de setembro | Jorge Ismael de Biasi |
| Fortaleza x Avaí | 9 de setembro | Castelão |
| Avaí x Vila Nova | 14 de setembro | Ressacada |
A sequência é traiçoeira, com dois jogos fora de casa contra adversários tradicionais. Por isso, o resultado contra a Ponte Preta tem um sabor extra de alívio, principalmente por ter vindo acompanhado de um golaço que já corre o país. Para entender melhor sobre o momento do clube, confira exatamente como Jean Lucas explica gol “sem querer” contra a Ponte Preta e comenta artilharia no Avaí, analisando a movimentação ofensiva que o colocou em posição de finalizar de forma tão precisa.
Ao estilo Ronaldinho: comparação com o gênio da Copa de 2002 é inevitável
Quando a bola saiu dos pés de Jean Lucas, a imagem que veio à cabeça de qualquer amante do futebol foi imediata: Ronaldinho Gaúcho, aos 49 minutos do primeiro tempo, na frente de David Seaman, na decisão das quartas de final da Copa do Mundo de 2002. A semelhança no gesto técnico é nítida, embora o contexto seja diferente — lá era um Mundial, aqui uma rodada decisiva de Série B.
O próprio jogador tratou de minimizar a comparação, mantendo os pés no chão. Em tom de brincadeira, ele admite que os companheiros vivem repetindo que ele foi “cruzar”. Mas a verdade é que o resultado do lance foi um dos mais bonitos do campeonato, garantindo a tranquilidade que a equipe não teve nas chances anteriores. Como ele mesmo disse: “Foi o gol que nos deu tranquilidade na partida, porque a gente já tinha chegado algumas vezes, mas não tinha marcado”.
Pé calibrado ou sorte? Analisamos o lance sob a ótica técnica
Pelo que observamos na prática do futebol de alta performance, o tal “gol sem querer” carrega mais técnica do que o jogador admite. Ao buscar o cruzamento na segunda trave com efeito, é comum que a bola ganhe uma curva inesperada quando o contato é feito com a parte interna do pé, rente ao chão. Quando isso acontece, o goleiro — que espera o cruzamento — fica em posição desprivilegiada, e a bola tende a encobri-lo.
Não foi sorte, foi execução. E a prova disso está na temporada: são oito gols, o recorde pessoal do meia, que nunca havia balançado as redes tantas vezes em um único ano. Aos olhos de quem acompanha a carreira dele desde as divisões de acesso, fica claro que houve uma evolução na tomada de decisão: em vez de forçar o passe, ele está optando por finalizar com mais inteligência. O gol contra a Ponte Preta, mesmo que involuntário na intenção, é o retrato dessa nova fase.
O que vem pela frente: foco total para não escorregar na reta final
O discurso no vestiário azurro é de total concentração. “Sabemos que o momento ainda é bastante delicado e temos que manter o foco em uma partida de cada vez”, completou Jean Lucas. A fala bate com a realidade: a Série B é uma maratona, e a zona de rebaixamento assusta mais do que o G-4 atrai.
O próximo desafio é contra o Atlético-GO, domingo, na Ressacada, e a expectativa é de casa cheia. Uma nova vitória deixaria o Avaí mais distante do fantasma da degola e, de quebra, faria a equipe alcançar a quarta vitória seguida — algo que transformaria o ambiente completamente até a reta final da competição. Para o torcedor, o recado é claro: preparem a garganta, porque a luta está longe de acabar.
Enquanto isso, Jean Lucas segue colecionando recordes pessoais e roubando a cena com jogadas plásticas que dão o que falar. A cada rodada, a Série B ganha um ingrediente a mais de emoção, e o camisa 10 do Leão da Ilha se consolida como um dos protagonistas da campanha azurra na luta pela permanência na elite nacional.
Perguntas Frequentes
Jean Lucas realmente quis cruzar a bola no gol contra a Ponte Preta?
Sim, o próprio meia confirmou em entrevista que a intenção era fazer um cruzamento na área. A bola, no entanto, ganhou uma curva inesperada e encobriu o goleiro adversário. Apesar de ter saído de forma “acidental”, o camisa 10 comemorou o resultado, já que o gol abriu o caminho para a vitória do Avaí por 2 a 0 na Série B.
Com quantos gols Jean Lucas terminou a partida contra a Ponte Preta e qual é a posição dele na artilharia?
Jean Lucas deixou o campo após marcar o primeiro gol da vitória do Leão da Ilha. Com esse tento, ele chegou a oito gols na temporada de 2026, igualando a marca de Daniel Penha e Thayllon. Juntos, eles lideram a artilharia do clube no ano, e o meia ainda divide com Thayllon a liderança em participações diretas em gols.
O gol do Avaí contra a Ponte Preta ajudou o time a sair da zona de rebaixamento?
O Avaí já estava fora da zona de rebaixamento antes da partida, mas a situação era delicada. A vitória sobre a Ponte Preta foi a terceira seguida na Série B e aumentou a vantagem para o Z-4, que atualmente é de um ponto sobre o Ceará, primeiro time dentro da zona. O time segue lutando para se distanciar definitivamente do perigo.

