Escalação do Flamengo para a semifinal contra o Estudiantes terá Jorginho de volta ao time titular, mas Leonardo Jardim ainda avalia como organizar o meio-campo e o ataque. O duelo será disputado nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, às 21h30, no Maracanã. Carrascal, em destaque na partida mais recente, pode alterar a função de Paquetá e abrir espaço para Plata.
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Escalação do Flamengo ganha o retorno de Jorginho
O Flamengo encerrou a preparação para o confronto decisivo com uma certeza importante para Jardim: Jorginho está novamente disponível após cumprir suspensão na partida de ida, disputada na Argentina. A volta do volante recompõe uma opção central para o treinador justamente em uma semifinal que exige atenção tanto na construção quanto na proteção defensiva.
Jorginho também começou como titular diante do Bahia, no fim de semana. Antes disso, havia ficado fora de dois compromissos do Campeonato Brasileiro em razão de uma suspensão recebida após expulsão. Assim, a tendência é que reassuma seu lugar entre os titulares contra o Estudiantes, embora a comissão técnica ainda precise fechar a formação completa.
Na projeção divulgada antes da partida, Rossi aparece no gol; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro formam a linha defensiva; Pulgar e Jorginho compõem a base do meio-campo. A dúvida está na distribuição das peças mais adiantadas, sobretudo na relação entre Paquetá, Carrascal e Plata.
A definição importa porque não se trata apenas de escolher um nome. A posição de cada jogador determina quem fica responsável por conduzir a bola por dentro, quem oferece amplitude pelos lados e como o Flamengo tenta aproximar seus atacantes da área. Em um jogo eliminatório, essa combinação pode influenciar o ritmo e a capacidade de pressionar a saída adversária.
Escalação do Flamengo depende do encaixe de Carrascal
Carrascal ganhou força na disputa depois de atuar como camisa 10 e apresentar bom desempenho no compromisso mais recente. O colombiano vem sendo apontado como um dos destaques da equipe, e sua presença entre os onze iniciais parece provável. A questão para Jardim é decidir se ele será usado centralizado ou mantido em uma faixa lateral.
Se o treinador escolher Carrascal para organizar as jogadas pelo centro, Plata surge como alternativa para ocupar o lado direito. Nesse desenho, a equipe teria um jogador de origem mais aberta para atacar o corredor, enquanto Carrascal poderia receber entre as linhas e participar diretamente da criação. A mudança, porém, também exige ajustes na distribuição de funções ao redor de Paquetá.
Há outra possibilidade: Carrascal continuar atuando pela ponta, com Paquetá encarregado da armação. Essa opção preservaria uma estrutura mais próxima daquela já utilizada, mas deixaria o colombiano longe da região central em alguns momentos. O critério não é simplesmente colocar os atletas mais técnicos em campo; Jardim precisa considerar onde cada um pode receber, combinar e acelerar a jogada.
O provável time informado antes da decisão tem Bruno Henrique e Lino entre os jogadores de frente, com Carrascal também no setor ofensivo. Plata aparece como alternativa ligada à disputa pela faixa direita, enquanto Paquetá é uma das possibilidades para a função de criação. A confirmação oficial dependerá da escolha do técnico e da lista de relacionados.
Essa flexibilidade pode ser útil durante a partida, mas também envolve um custo: alterações de posição podem reduzir o entrosamento se os jogadores precisarem ocupar espaços diferentes dos habituais. Em uma semifinal, a equipe pode começar com uma estrutura e mudar de acordo com o placar, o desgaste ou a resposta do Estudiantes. Por isso, a decisão inicial tende a indicar qual abordagem Jardim considera mais adequada para abrir o confronto.
Ayrton Lucas e Saúl ainda aguardam definição
Além da disputa tática, o Flamengo ainda não confirmou se Ayrton Lucas e Saúl estarão entre os relacionados. O lateral-esquerdo se recuperou de uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita e voltou a treinar com o grupo nos últimos dias. Ainda assim, tem realizado algumas atividades individualizadas, o que mantém em aberto sua disponibilidade para o jogo.
Ayrton Lucas tem boas chances de retornar à lista, mas a evolução nos treinos não significa automaticamente que estará pronto para atuar. A comissão técnica precisa avaliar se o jogador consegue suportar a intensidade de uma partida sem aumentar o risco de recaída. Caso não seja utilizado, Alex Sandro aparece na projeção para ocupar a lateral esquerda desde o início.
Saúl, por sua vez, sentiu dores na parte posterior da perna esquerda depois de sofrer uma pancada no jogo de ida. Não houve constatação de lesão, mas o espanhol ainda não retomou os trabalhos com o restante do elenco. O clube mantém a possibilidade de relacioná-lo, e a decisão deve ser tomada após nova avaliação na manhã da partida.
O cenário ilustra uma diferença relevante entre estar sem lesão diagnosticada e estar apto para competir. A ausência de um problema confirmado é positiva, mas não elimina a necessidade de observar a resposta do atleta ao esforço e aos movimentos do futebol. Para a comissão, o risco também precisa ser ponderado diante da importância do confronto e das alternativas disponíveis no banco.
O Flamengo deve se apresentar no Ninho do Urubu antes de seguir com os preparativos finais. A lista de relacionados é o próximo sinal concreto sobre a condição dos jogadores em dúvida. A situação de retorno gradual de atletas também tem aparecido em outros clubes, como no caso de Danielzinho em treino no São Paulo, embora cada lesão e processo de recuperação tenha características próprias.
Arrascaeta segue fora e tem uma etapa específica pela frente
Arrascaeta não deve voltar para esta semifinal. O uruguaio já realiza atividades no campo e consegue correr, chutar e fazer passes, mas ainda precisa evitar impactos no punho operado. O cuidado vale para possíveis choques com outros jogadores e também para quedas sobre o braço, situações difíceis de eliminar em um treino coletivo ou em uma partida.
Por esse motivo, parte do trabalho do meia continua individualizada e sem contato físico. A rotina permite que ele mantenha a preparação física enquanto aguarda autorização para avançar no processo de retorno. Diferentemente de uma recuperação que exige uma longa transição de condicionamento, o ponto central agora é a liberação da região lesionada para suportar o impacto do jogo.
O clube acompanha a evolução por meio de radiografias. Arrascaeta só será reintegrado plenamente quando os exames indicarem consolidação da fratura no punho. Até lá, sua participação em exercícios sem contato não deve ser interpretada como confirmação de retorno iminente: o critério decisivo é a segurança para disputar bolas e suportar ações físicas imprevisíveis.
A ausência do uruguaio aumenta a importância da escolha entre Carrascal e Paquetá na criação, embora não signifique que qualquer um deles precise reproduzir exatamente as características de Arrascaeta. Jardim pode distribuir a responsabilidade entre diferentes jogadores e ajustar o desenho ofensivo. A disponibilidade dos demais atletas e o plano de jogo contra o Estudiantes devem pesar mais do que uma substituição direta de função.
Maracanã recebe uma decisão de alta exigência
O jogo será no Maracanã, onde o Flamengo buscará avançar à final da Libertadores depois da partida de ida na Argentina. O estádio e o apoio da torcida fazem parte do contexto da decisão, mas não resolvem as questões de escalação: o time ainda precisa encontrar equilíbrio entre agressividade no ataque e controle dos espaços quando perder a bola.
A preparação do gramado também está em evidência na agenda do estádio, que recebeu o confronto entre Vasco e Boca antes de ter de receber o Flamengo. O intervalo curto entre os eventos foi tema de análise sobre o gramado do Maracanã. Para a equipe rubro-negra, o campo é uma variável prática da partida, mas a informação disponível não altera a dúvida central sobre a composição do meio e do ataque.
Em jogos de mata-mata, a formação inicial precisa combinar capacidade de criação com cobertura defensiva. Jorginho oferece uma opção para dar sustentação ao setor central, enquanto Pulgar também aparece na base projetada. À frente deles, a escolha entre Paquetá, Carrascal e Plata pode mudar o perfil das ações: mais passes por dentro, ocupação das pontas ou alternância entre essas soluções.
O Flamengo entra na reta final da preparação, mas ainda há diferenças entre o provável time e a escalação confirmada. O retorno de Jorginho é o dado mais definido; a função de Carrascal e a situação de Ayrton Lucas e Saúl continuam sob avaliação. Arrascaeta permanece fora, condicionado à consolidação da fratura no punho.
Jardim deverá fechar as dúvidas após a avaliação dos jogadores e anunciar os relacionados na manhã desta quinta-feira. Até lá, o indicativo mais sólido é a presença de Jorginho entre os titulares e a disputa por espaço na criação. A decisão sobre Carrascal, Paquetá e Plata mostrará qual equilíbrio o Flamengo pretende levar ao Maracanã contra o Estudiantes.

