Finais de Libertadores: Abel Ferreira chegou à quarta decisão da competição pelo Palmeiras após a equipe eliminar o Fluminense nos pênaltis, em outubro de 2026. Com a classificação, o português igualou Luiz Felipe Scolari no número de finais disputadas e passou a dividir a segunda posição entre os técnicos com mais decisões no torneio, atrás apenas do argentino Carlos Bianchi.
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Finais de Libertadores colocam Abel ao lado de Felipão
A nova vaga amplia uma marca que Abel construiu desde sua chegada ao clube. O treinador já havia conduzido o Palmeiras aos títulos continentais de 2020 e 2021 e também disputado a decisão da temporada passada, quando o time foi derrotado pelo Flamengo. Agora, volta à final depois de superar o Fluminense na semifinal, definida nas cobranças de pênaltis.
O feito não representa apenas mais uma oportunidade de título. Ao alcançar sua quarta final, Abel iguala Felipão e passa a integrar um grupo restrito de técnicos que chegaram repetidamente ao último jogo da principal competição sul-americana. A sequência evidencia a capacidade de manter o Palmeiras competitivo em diferentes edições, apesar das mudanças de elenco e das dificuldades próprias de uma campanha eliminatória.
A classificação diante do Fluminense também reforça como confrontos de mata-mata podem ser decididos por detalhes: a equipe precisava sobreviver à semifinal e avançar em uma disputa de pênaltis. O jogo se insere em um contexto de debates sobre estratégia e decisões de comissão técnica no clube carioca, tema que aparece em outra análise sobre a orientação tática de Marcão no Fluminense.
Bianchi segue à frente no histórico de decisões
O único treinador com mais finais de Libertadores do que Abel e Felipão é Carlos Bianchi. O argentino alcançou cinco decisões: a primeira comandando o Vélez Sarsfield, em 1994, e as demais à frente do Boca Juniors, em 2000, 2001, 2003 e 2004. Ele venceu quatro dessas finais e perdeu apenas a última, diante do Once Caldas, da Colômbia.
O retrospecto de Bianchi ajuda a dimensionar o tamanho do grupo em que Abel entrou. Não se trata de uma lista formada por participações ocasionais, mas por técnicos que conseguiram conduzir suas equipes até a decisão em mais de uma temporada. Cada campanha depende de desempenho em jogos de ida e volta, adaptação a adversários distintos e capacidade de atravessar momentos de pressão sem perder competitividade.
Felipão chegou a quatro finais em anos diferentes: 1995, 1999, 2000 e 2022, por Grêmio, Palmeiras e Athletico-PR. O treinador venceu as duas primeiras decisões de sua trajetória na competição. A marca tem peso especial para o Palmeiras, onde Scolari também construiu uma história de títulos e campanhas continentais; agora, Abel alcança o mesmo número de finais, ainda que em outro período e sob condições diferentes.
Outro nome com quatro decisões é o uruguaio Luis Cubilla, que chegou às finais em 1979, 1989, 1990 e 1991. A presença de Cubilla nessa comparação mostra que a recorrência em finais atravessa gerações e formatos distintos do futebol sul-americano. Abel se junta a esse patamar ao alcançar sua quarta decisão, enquanto Bianchi permanece isolado no topo, com cinco participações.
Quarta final amplia o peso de Abel na história palmeirense
A sequência de Abel tem uma particularidade: as quatro finais foram alcançadas no comando do mesmo clube. O treinador venceu as edições de 2020 e 2021, perdeu para o Flamengo na decisão seguinte que disputou e agora retorna ao jogo que define o campeão. O percurso reúne conquistas e uma derrota, sem apagar a consistência de levar o Palmeiras novamente ao estágio decisivo.
O Palmeiras, por sua vez, chega à oitava final de Libertadores de sua história. A vaga atual aumenta a presença do clube entre os protagonistas do torneio e confirma a continuidade de um ciclo de alto rendimento. Para uma equipe, chegar à decisão não depende apenas de uma partida inspirada: exige avançar por fases eliminatórias e administrar pressão em confrontos nos quais um erro pode encerrar a campanha.
Esse histórico também ajuda a entender por que a comparação entre Abel e Felipão chama atenção. Os dois alcançaram quatro finais, mas em contextos, equipes e trajetórias diferentes. O número não resume sozinho o trabalho de cada treinador: títulos conquistados, adversários enfrentados e circunstâncias das campanhas são critérios importantes para avaliar o legado. Ainda assim, a quantidade de decisões é um indicador claro de presença recorrente no topo continental.
Uma análise anterior sobre a quarta final do Palmeiras na Libertadores já destacava o alcance da campanha e o desafio que ela representa para Abel. Com a nova classificação, o debate deixa de ser apenas sobre a trajetória do clube e passa também pela posição do técnico no ranking histórico de finais.
Palmeiras chega à decisão com outras metas em disputa
A final continental não é o único compromisso que mantém o Palmeiras sob pressão nesta reta da temporada. O time está a um ponto do Flamengo no Campeonato Brasileiro e também tem pela frente a semifinal da Copa do Brasil contra o Vasco. Segundo o cenário apresentado após a classificação, a equipe ainda pode disputar três taças até dezembro, o que exige planejamento de elenco e atenção à condição física dos jogadores.
Conciliar essas frentes coloca um desafio prático para a comissão técnica. Jogos decisivos em competições diferentes podem exigir ajustes na escalação, na distribuição de minutos e na recuperação dos atletas. O calendário também torna relevante acompanhar a situação clínica do elenco, sobretudo quando a equipe precisa manter intensidade em partidas de mata-mata e, ao mesmo tempo, somar pontos no campeonato nacional.
Para Abel, a possibilidade de ampliar seu recorde pessoal de títulos no Palmeiras torna o momento ainda mais significativo. O português já se tornou o treinador com mais troféus da história do clube, com 11 conquistas ao longo de seis anos. A final da Libertadores oferece a chance de aumentar essa marca, mas o resultado ainda depende do confronto decisivo, cujo desfecho não está definido.
A comparação histórica também não elimina as diferenças entre os técnicos. Bianchi mantém a liderança com cinco finais; Felipão e Cubilla têm quatro, agora acompanhados por Abel. O português chega a esse grupo com duas taças continentais já conquistadas pelo Palmeiras e uma nova oportunidade de transformar a campanha atual em título. A decisão pode alterar o saldo de sua trajetória, mas não muda o dado central: ele já igualou um dos treinadores mais marcantes do futebol brasileiro nesse recorte.
Uma final pode mudar a leitura do recorde
O número de decisões mede regularidade, mas o resultado da final também pesa na forma como cada campanha será lembrada. Abel já conhece os dois lados desse cenário: foi campeão em 2020 e 2021 e perdeu para o Flamengo na decisão mais recente que disputou antes da vaga atual. Uma eventual nova conquista elevaria seu total de títulos continentais; uma derrota manteria a marca de quatro finais, sem acrescentar uma taça.
Para o Palmeiras, a meta é converter a classificação em mais um título e sustentar o protagonismo continental. Para Abel, está em jogo a chance de se aproximar ainda mais do recorde de Bianchi, que segue uma decisão à frente. O treinador português já igualou Felipão e Cubilla em participações; agora, a final definirá se também amplia sua coleção de conquistas e fortalece sua posição entre os técnicos históricos da Libertadores.
A campanha ainda terá de ser julgada pelo que acontecer no campo, não apenas pela marca alcançada. Mas a quarta final confirma um feito concreto: Abel mantém o Palmeiras entre os candidatos ao título e entra no mesmo patamar de Felipão em decisões continentais. O próximo passo é transformar essa presença recorrente em mais uma taça, enquanto o clube tenta administrar, simultaneamente, a disputa pelo Brasileiro e a Copa do Brasil.


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