Dayne Viernes mantém cinturão após vencer Vasili ‘Dumpling’ Kamotskii por decisão unânime no Power Slap 25, realizado em Abu Dhabi nesta sexta-feira, 23 de outubro. A revanche dos super-pesados foi até o quinto round e terminou com cartões de 47 a 45, 47 a 45 e 48 a 44. Punições por golpes fora da área permitida e uma contagem no fim marcaram a disputa.
Índice do Artigo
- Dayne Viernes mantém cinturão em revanche com advertências
- O golpe de Viernes no quinto round muda o ritmo
- O que o placar revela — e o que não permite concluir
- Dakota McGregor vence por nocaute no coevento principal
- Resultados completos do Power Slap 25
- Um evento de combate com formatos e desfechos distintos
- Viernes sai de Abu Dhabi ainda como campeão
Dayne Viernes mantém cinturão em revanche com advertências
O campeão entrou no evento com o título da divisão dos super-pesados em jogo e encontrou um adversário que já conhecia o caminho até a faixa: Kamotskii, conhecido como Dumpling, foi campeão da categoria. A revanche colocou frente a frente dois nomes acostumados à pressão de uma disputa valendo o cinturão, mas o resultado foi decidido nos cartões, não por nocaute.
A luta teve um elemento que interferiu no andamento desde o começo: os dois atletas foram punidos por acertar regiões proibidas pelas regras. No primeiro round, Viernes atingiu a área dos olhos e sofreu a dedução de um ponto. Na etapa seguinte, a mesma consequência atingiu Dumpling, após um tapa fora da zona permitida.
As penalidades são parte relevante da leitura do placar. Em uma disputa decidida por pontos, elas podem pesar na avaliação dos juízes, embora os cartões divulgados não detalhem a pontuação de cada round. Portanto, não é possível atribuir a diferença final a uma etapa específica nem afirmar quanto cada dedução alterou o resultado individual dos assaltos.
O golpe de Viernes no quinto round muda o ritmo
Depois das punições iniciais, os competidores seguiram trocando tapas fortes. Nenhum deles encerrou o confronto na terceira etapa, e a luta permaneceu aberta até o round final. Essa duração tornou a resistência e a capacidade de manter o equilíbrio aspectos decisivos para chegar ao julgamento dos árbitros.
No quinto round, Viernes acertou um golpe de direita que desequilibrou Dumpling. O árbitro abriu a contagem, um dos momentos mais marcantes da reta final. Kamotskii ainda teve uma última oportunidade de responder e usou a mão direita, mas o ataque não provocou dano suficiente para mudar o desfecho.
A cena ajuda a explicar por que a decisão não foi apenas uma disputa protocolar de cartões. O campeão terminou o duelo com uma ação de impacto que colocou o rival sob pressão, enquanto Dumpling não conseguiu converter sua tentativa final em uma resposta capaz de reverter a impressão deixada pelos cinco rounds.
Os três juízes apontaram Viernes como vencedor: dois marcaram 47 a 45, e o terceiro, 48 a 44. A unanimidade confirma que os oficiais concordaram sobre o vencedor, mas a diferença entre os cartões mostra que a margem avaliada não foi idêntica para todos. Sem uma planilha detalhada por round, os números não permitem reconstruir como cada juiz avaliou cada etapa.
O que o placar revela — e o que não permite concluir
Uma decisão unânime não significa necessariamente que todos os juízes tenham atribuído a mesma pontuação. Neste caso, os dois cartões de 47 a 45 e o de 48 a 44 convergem para Viernes, mas apresentam margens distintas. O dado objetivo é a vitória por unanimidade; qualquer tentativa de indicar um round decisivo com base apenas no total divulgado iria além das informações disponíveis.
Também é necessário separar as penalidades do momento de contagem. O desconto de ponto aplicado a cada atleta ocorreu em rounds diferentes, enquanto a contagem sobre Dumpling veio após o golpe de Viernes no quinto. São acontecimentos distintos dentro do combate, e o resultado oficial não informa uma pontuação específica para cada um deles além dos cartões finais.
Para o campeão, a consequência imediata é a manutenção do título dos super-pesados. Para Dumpling, o resultado representa uma derrota em uma revanche contra o atual detentor da faixa. O evento não divulgou, nas informações disponíveis, qual será o próximo adversário de Viernes ou quando ele voltará a lutar; por isso, não há confirmação de uma nova defesa.
Dakota McGregor vence por nocaute no coevento principal
Antes da luta principal, Dakota McGregor superou Reiley Montoya na divisão peso-leve. O canadense balançou o adversário com seu primeiro tapa, mas também absorveu o golpe recebido. A definição veio no segundo round, quando McGregor acertou um ataque que levou Montoya à lona e assegurou a vitória por nocaute.
O triunfo foi o quarto de McGregor no Power Slap, conforme o resultado informado após o evento. A vitória deu ao coevento principal um desfecho diferente do combate pelo cinturão: enquanto Viernes precisou de cinco rounds e dos cartões dos juízes, McGregor encerrou a disputa na segunda etapa.
O card também teve resultados por desqualificação, nocaute e decisão, mostrando que o evento não se resumiu à luta principal. Louis Robinson venceu Jujhar Singh por desqualificação no segundo round, e Tangjialike Shalaguli obteve o mesmo tipo de resultado diante de Neeraj Kumar, também na segunda etapa.
Resultados completos do Power Slap 25
- Dayne Viernes venceu Vasili ‘Dumpling’ Kamotskii por decisão unânime, com cartões de 47 a 45, 47 a 45 e 48 a 44.
- Dakota McGregor derrotou Reiley Montoya por nocaute no segundo round.
- Louis Robinson venceu Jujhar Singh por desqualificação no segundo round.
- Peter Truchlik derrotou Merlis Muusikus por nocaute no segundo round.
- Michael Back superou Jaco Marnweck por decisão unânime, com triplo 28 a 26.
- Tangjialike Shalaguli venceu Neeraj Kumar por desqualificação no segundo round.
- Frigyes Szabo derrotou Cameron Delano por nocaute técnico no segundo round.
- Pavol Horelican venceu Nikica Vujicic por nocaute no terceiro round.
O evento ocorreu em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e teve como principal atração a defesa do título dos super-pesados. A variedade dos resultados — incluindo interrupções, desqualificações e decisões — exige cuidado ao resumir o card: nem todas as lutas terminaram pelo mesmo critério, e os detalhes de cada resultado importam para entender como os vencedores avançaram naquela noite.
Um evento de combate com formatos e desfechos distintos
O Power Slap tem uma dinâmica própria, centrada em golpes com a mão aberta e em regras específicas sobre a área permitida. O caso de Viernes e Dumpling ilustra uma consequência prática desse regulamento: acertar uma região irregular pode gerar desconto de ponto e afetar uma disputa que chega à decisão. Isso não transforma automaticamente uma penalidade em fator único, mas torna a precisão tão relevante quanto a força.
Essa distinção ajuda a colocar o resultado em perspectiva sem confundir modalidades. Em outras competições de combate, as narrativas se concentram em formatos e metas diferentes, como a definição das finais do Fight do Milhão após encaradas. O paralelo é o interesse pelo desfecho competitivo; as regras e os critérios de vitória, porém, não são os mesmos.
O contexto de cada atleta também compõe a cobertura esportiva, embora não determine o placar de uma luta. No MMA brasileiro, a trajetória de Ernane Pimenta antes da final reúne obstáculos pessoais e preparação para uma disputa de alto valor. No Power Slap 25, por outro lado, o dado decisivo disponível é o que aconteceu no tablado: cinco rounds, duas deduções e uma decisão unânime em favor do campeão.
Viernes sai de Abu Dhabi ainda como campeão
A defesa do cinturão foi definida por uma combinação de disciplina sob regras específicas e momentos de impacto. Viernes também sofreu uma dedução no primeiro round, mas chegou ao fim da luta com os três juízes ao seu lado e com a contagem aberta sobre Dumpling após a direita no quinto. A vitória manteve o título com o atleta de 33 anos.
O resultado confirma a manchete da noite: no Power Slap 25, Dayne Viernes venceu um duelo de cinco rounds e preservou o cinturão dos super-pesados. O próximo passo dependerá de futuros anúncios da organização; até lá, a conclusão objetiva é que Dumpling não conseguiu recuperar o título, e Viernes deixou Abu Dhabi como campeão.

