A cirurgia no joelho direito de Sabino, zagueiro do São Paulo, está marcada para quarta-feira, no Einstein Hospital Israelita, com o objetivo de reparar a cartilagem. A tendência é que o defensor não volte a atuar em 2026, mas o prazo de recuperação só será definido depois do procedimento, conduzido pelo doutor Moisés Cohen. Ele também desfalcará o time contra o Corinthians, já por suspensão.
O quadro coloca em alerta a reta final do Tricolor. Sabino vinha convivendo com dores e recebia cuidados específicos da fisioterapia do clube. A decisão pela cirurgia indica que o problema exigirá uma intervenção, mas ainda não permite cravar quanto tempo o jogador ficará afastado nem quando poderá retomar os treinos com bola.
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Cirurgia no joelho pode encerrar a temporada de Sabino
A previsão inicial é de que Sabino não dispute mais partidas pelo São Paulo nesta temporada. A possibilidade, porém, ainda depende do que será feito durante a operação e da avaliação posterior. Por isso, qualquer estimativa fechada de retorno antes do procedimento seria precipitada: o clube aguarda informações que só estarão disponíveis depois da intervenção.
A cartilagem tem papel importante na proteção das superfícies articulares e na distribuição de carga durante movimentos como correr, frear, saltar e mudar de direção. No futebol, essas ações se repetem em alta intensidade. Uma lesão nessa estrutura pode limitar a participação do atleta mesmo quando ele consegue caminhar ou realizar atividades de menor exigência.
Isso não significa que todos os problemas de cartilagem tenham a mesma gravidade ou demandem o mesmo período de recuperação. O tratamento depende de fatores como a área afetada, a extensão da lesão e o tipo de reparo realizado. Como esses detalhes ainda não foram informados, não há base para transformar a tendência de ausência até o fim do ano em um prazo médico definitivo.
A notícia de que Sabino vai passar por cirurgia no joelho e pode perder restante da temporada pelo São Paulo resume o principal impacto imediato, mas deixa uma questão em aberto: a duração do afastamento. A resposta dependerá da intervenção e da evolução clínica, acompanhada pelo departamento médico na etapa de reabilitação.
Por que o prazo de retorno ainda está indefinido
O procedimento será realizado na quarta-feira pelo doutor Moisés Cohen, no Einstein Hospital Israelita. Até que a cirurgia aconteça, o clube não terá uma definição mais precisa sobre o caminho de recuperação. A avaliação após a operação deve esclarecer quais etapas serão necessárias e quando será possível avançar da fisioterapia para exercícios de maior intensidade.
Em uma recuperação desse tipo, voltar a caminhar sem dor não equivale a estar pronto para competir. O atleta precisa recuperar mobilidade e força, tolerar cargas progressivas e responder bem a movimentos específicos do futebol. Corridas, acelerações, desacelerações, disputas físicas e mudanças bruscas de direção impõem exigências diferentes das atividades realizadas no início da reabilitação.
Essas fases não devem ser tratadas como um calendário automático. A resposta do organismo e a avaliação da equipe médica orientam a progressão. Se houver desconforto ou limitação durante o aumento de carga, a etapa pode precisar ser ajustada. O objetivo é evitar que a pressa para antecipar a volta comprometa a recuperação e prolongue a ausência.
Nas últimas semanas, Sabino já fazia um trabalho individualizado com a fisioterapia do São Paulo nos REFFIS Plus, seguindo um cronograma definido pelo departamento médico. A operação muda o estágio do tratamento: depois dela, a equipe poderá observar a resposta ao reparo e estabelecer metas compatíveis com o quadro, em vez de trabalhar apenas com uma previsão ampla.
Também é necessário diferenciar retorno aos treinos e retorno aos jogos. Um atleta pode começar atividades no campo antes de estar liberado para uma partida oficial. A comissão técnica e o departamento médico precisam considerar a capacidade de suportar a intensidade competitiva, e não apenas a conclusão de exercícios sem contato.
São Paulo perde uma opção defensiva na reta final
A ausência tem efeito imediato na composição do elenco, sobretudo porque Sabino vinha sendo utilizado apesar das dores. O técnico Dorival Júnior já havia dito que o zagueiro não apresentava condições para começar algumas partidas e lamentado a necessidade de recorrer ao defensor em determinados momentos. O relato ajuda a dimensionar que o problema vinha interferindo na disponibilidade do jogador antes da decisão cirúrgica.
Para a comissão técnica, a questão agora é reorganizar as opções da defesa sem contar com Sabino no curto prazo. Isso não permite afirmar quem será escolhido para ocupar uma vaga ou qual formação será adotada. A definição depende dos jogadores disponíveis, do plano para cada partida e das necessidades do time em uma sequência decisiva do calendário.
O próximo compromisso citado pelo clube é o clássico contra o Corinthians, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcado para quarta-feira, às 21h30, na Vila Belmiro. Sabino já seria desfalque nesse jogo por suspensão, após receber o terceiro cartão amarelo. Assim, a cirurgia não altera a escalação para esse confronto específico, mas amplia a preocupação para as partidas seguintes.
A preparação do adversário também envolve dúvidas de disponibilidade. A cobertura sobre Memphis no treino do Corinthians antes do clássico mostra como a condição física de jogadores pode influenciar o planejamento de um duelo desse porte. No caso de Sabino, porém, a suspensão já o retirava do jogo, enquanto a operação interfere na perspectiva para o restante da temporada.
O cenário exige separar dois assuntos que podem parecer iguais à primeira vista: o desfalque confirmado para o clássico e a possível ausência prolongada. A suspensão explica por que o zagueiro não estará na partida de quarta-feira. Já o afastamento por causa do joelho dependerá do procedimento e do processo de recuperação, sem prazo final divulgado até agora.
O que a cirurgia muda no planejamento do elenco
Uma lesão em etapa decisiva da competição afeta não apenas a escolha de titulares, mas também a gestão de minutos e a organização das alternativas para a defesa. Quando um jogador que vinha atuando passa a ficar indisponível, a comissão precisa avaliar a carga dos demais atletas e evitar que a substituição de uma ausência crie desgaste excessivo em outra posição.
Não há informação de que o São Paulo vá promover uma mudança específica de esquema ou recorrer a um nome determinado. O que está confirmado é a necessidade de lidar com a ausência de Sabino enquanto a equipe disputa a reta final do Brasileiro. A decisão sobre quem terá mais espaço será tomada a partir das opções do elenco e do rendimento observado nos treinamentos.
O clube também acompanha compromissos em diferentes categorias, mas a utilização de atletas da base não pode ser presumida a partir da notícia sobre Sabino. A reportagem sobre reforços profissionais no São Paulo sub-20 trata de outro contexto competitivo e não confirma qualquer convocação para a equipe principal. A distinção é relevante para não confundir movimentações entre categorias com uma solução já definida para a defesa.
Na prática, o departamento médico terá papel central para oferecer previsibilidade ao planejamento. O primeiro marco será o resultado da cirurgia; depois, a evolução funcional indicará quando Sabino poderá aumentar a intensidade dos exercícios. A cada etapa, a equipe poderá revisar a expectativa de retorno sem transformar uma estimativa inicial em promessa de disponibilidade.
Para o torcedor, a informação mais concreta neste momento é que o zagueiro fará a cirurgia para reparar a cartilagem do joelho direito e tem grande possibilidade de não voltar a jogar em 2026. A confirmação de uma ausência até o fim da temporada, contudo, depende do que for encontrado e realizado no procedimento, além da resposta do atleta à reabilitação.
Reta final exige cautela com qualquer previsão
O São Paulo chega a um momento em que cada opção do elenco pode pesar na sequência do campeonato, mas a urgência esportiva não substitui os critérios médicos. A tentativa de acelerar etapas sem liberação adequada pode expor o jogador a uma volta incompleta. Por outro lado, uma evolução favorável só poderá ser considerada depois que a equipe avaliar o resultado da intervenção e acompanhar a recuperação.
Até lá, o clube trabalha com uma tendência de baixa para o restante de 2026, não com uma data confirmada para o retorno. Sabino já está fora do clássico com o Corinthians por suspensão e passará pela cirurgia na mesma quarta-feira do confronto. O próximo dado decisivo será a avaliação após o procedimento, que permitirá transformar a expectativa atual em um prognóstico mais claro.
O caminho mais responsável é aguardar a atualização médica do São Paulo antes de projetar uma volta. A operação define o primeiro passo; a reabilitação, conduzida de forma progressiva, determinará se Sabino poderá retornar ainda nesta temporada ou se o clube precisará planejar a defesa sem o zagueiro até o encerramento do calendário.

