Os campeões da Libertadores pelo Fluminense vivem caminhos bem diferentes três anos após a vitória sobre o Boca Juniors: sete integrantes do grupo ainda estão no clube, enquanto outros seguiram para equipes do Brasil e do exterior. Na data que marca o aniversário do título, em 4 de novembro de 2026, John Kennedy se recupera de lesão, Cano tem futuro indefinido e nomes como Nino, Arias e Keno já vestem outras camisas.
Fatos centrais da notícia
- O Fluminense venceu o Boca Juniors por 2 a 1 na prorrogação da final de 2026, no Maracanã.
- Sete jogadores da campanha ainda permanecem no elenco tricolor, segundo o levantamento publicado.
- John Kennedy, Cano e Ganso concentram parte das principais dúvidas sobre o futuro do grupo campeão.
Índice do Artigo
- Campeões da Libertadores: o que mudou no Fluminense
- Campeões da Libertadores entre permanências e despedidas
- Fábio continua como referência no gol
- John Kennedy enfrenta a pausa mais difícil
- Cano e Ganso entram em fase de indefinição
- Do exterior ao futebol brasileiro: os caminhos dos outros nomes
- Fernando Diniz e o legado da campanha tricolor
- O que a lista de campeões revela em 2026
Campeões da Libertadores: o que mudou no Fluminense
A conquista continental alterou a história recente do clube, mas não congelou o elenco que levantou a taça. Em três temporadas, jogadores deixaram o Rio de Janeiro por transferências, empréstimos ou mudanças de contrato; outros permaneceram e atravessaram oscilações de desempenho, disputas por posição e problemas físicos.
Na final disputada no Maracanã, o time comandado por Fernando Diniz superou o Boca por 2 a 1 depois da prorrogação. Germán Cano abriu o placar, e John Kennedy entrou para marcar o gol decisivo. O resultado deu ao Fluminense seu primeiro título da Libertadores e transformou os dois atacantes em personagens centrais daquela noite.
A permanência de sete integrantes da equipe campeã mostra que a renovação não apagou por completo a ligação entre o elenco atual e a conquista. Mas estar no clube não significa ocupar o mesmo papel: há titulares consolidados, jogadores que perderam espaço e atletas cuja continuidade depende de recuperação física ou negociação contratual.
Esse tipo de transição também ajuda a entender a gestão de talentos no futebol brasileiro. A valorização de jovens, por exemplo, pode levar a vendas importantes antes que uma geração permaneça junta por muito tempo, como mostra o caso do recorde de Thaylon no sub-17 do Cruzeiro, acompanhado de uma multa elevada para proteger o ativo esportivo.
Campeões da Libertadores entre permanências e despedidas
Fábio continua como referência no gol
Fábio é um dos remanescentes mais experientes. Aos 46 anos, segue no Fluminense, mantém a titularidade e se destaca também pelo recorde de partidas disputadas na história da Libertadores. Sua trajetória contrasta com a saída de vários companheiros: além da longevidade, o goleiro conservou espaço competitivo e participação relevante em campanhas continentais recentes.
Samuel Xavier também permanece nas Laranjeiras, onde vive sua sexta temporada. O lateral-direito, que era titular, perdeu a posição para Guga no início de 2026. A mudança ilustra uma diferença importante entre permanecer no elenco e conservar protagonismo: a disputa por uma vaga pode alterar o status de um jogador mesmo sem transferência ou ruptura com o clube.
John Kennedy enfrenta a pausa mais difícil
O atacante que decidiu a final continua vinculado ao Fluminense e, de acordo com as informações disponíveis, é o artilheiro da equipe em 2026. A temporada, porém, foi interrompida por uma grave lesão no joelho. A previsão indicada é de retorno apenas na próxima temporada, cenário que tira do clube uma opção ofensiva importante no curto prazo.
Para avaliar o impacto da ausência, o dado decisivo não é apenas a autoria do gol do título, mas a combinação entre produção recente e disponibilidade. Um atacante pode seguir como peça do elenco no planejamento, mas a recuperação de uma lesão grave exige cautela: o retorno aos treinos, a retomada de ritmo e a volta à competição são etapas diferentes, e não devem ser tratadas como uma garantia de desempenho imediato.
Cano e Ganso entram em fase de indefinição
Cano, autor do primeiro gol contra o Boca, ainda está no Fluminense, mas atravessa um período de incerteza. Depois de uma sequência de lesões desde a temporada passada, voltou a ser relacionado para os jogos mais recentes. Seu contrato se aproxima do fim, assim como o de Paulo Henrique Ganso, e a situação dos dois exige decisões sobre renovação, condição física e papel no elenco.
Ganso, aos 37 anos, está em sua sétima temporada pelo clube. Depois de perder espaço, voltou à titularidade sob o comando de Marcão em 2026. A recuperação de protagonismo é um sinal esportivo relevante, mas não elimina a questão contratual: a continuidade depende de um acordo entre jogador e diretoria, além da avaliação sobre o que cada lado espera para a próxima temporada.
O caso dos dois veteranos revela um dilema comum na montagem de elenco: experiência e identificação com o clube têm valor, mas precisam ser equilibradas com disponibilidade, sequência de jogos e planejamento financeiro. Sem informação sobre um desfecho, a situação deve ser tratada como aberta, não como uma despedida já definida.
Do exterior ao futebol brasileiro: os caminhos dos outros nomes
Nino deixou o Fluminense e foi negociado com o Zenit, da Rússia, em 2026. O clube carioca recebeu participação na transferência, que foi fechada por 5 milhões de euros, aproximadamente R$ 27 milhões na cotação da época. Houve conversas para tentar o retorno do zagueiro no início de 2026, mas a negociação não avançou.
Jhon Arias também está longe das Laranjeiras. Depois de seguir para o futebol inglês em julho de 2026, o atacante acabou no Palmeiras. A saída gerou desgaste com parte da torcida tricolor porque, antes de deixar o clube, ele havia prometido que só voltaria a atuar no Brasil pelo Fluminense. O clube chegou a apresentar uma proposta para tentar contratá-lo, mas o destino do colombiano foi a equipe paulista.
Keno, importante na campanha do título pelas duas assistências na decisão, está no Coritiba. Ele permaneceu no Fluminense até o começo de 2026, quando foi emprestado ao time paranaense. A mudança representa outro tipo de transição: em vez de uma venda definitiva relatada, trata-se de uma saída por empréstimo, que mantém a situação ligada aos termos do acordo entre os clubes.
Entre os jogadores que estavam no banco, Pedro Rangel também chegou ao Coritiba após passagens pelo Atlético-GO. Na equipe paranaense, está em sua terceira temporada e fez 23 jogos em 2026. Marlon, por sua vez, deixou o Fluminense depois de atuar emprestado e passou pelo Los Angeles FC antes de chegar ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.
Alexsander foi vendido ao Al-Ahli, da Arábia Saudita, por R$ 54 milhões em agosto de 2026. Em 2026, voltou ao futebol brasileiro para defender o Atlético-MG. A sequência mostra como uma transferência para outro mercado não impede uma volta ao país em poucos anos, embora o retorno possa ocorrer por um clube diferente daquele que revelou o atleta.
Yony González está no Independiente Medellín, da Colômbia. Em 2026, soma 37 jogos, quatro gols e quatro assistências, números que ajudam a dimensionar sua participação atual sem sugerir que o desempenho seja comparável, por si só, ao papel que teve no Fluminense. Diogo Barbosa defende o Juventude: depois de seguir no Tricolor em 2026, foi para o Fortaleza em 2026 e chegou ao clube gaúcho nesta temporada.
David Braz, aos 39 anos, passou por Goiás, Mirassol, Guarani e Ponte Preta antes de chegar ao Brasiliense, onde tem atuado pouco. Lima também saiu do Fluminense no início de 2026: foi emprestado ao América do México e, sem encontrar muitas oportunidades, assinou por empréstimo com o Santos. Para esses atletas, a trajetória depois do título foi marcada por mudanças sucessivas de clube e busca por espaço.
Fernando Diniz e o legado da campanha tricolor
Fernando Diniz não está trabalhando em um clube após sua passagem pelo Corinthians. Depois de levar o Fluminense à maior conquista de sua carreira, enfrentou dificuldades na temporada seguinte e deixou o cargo. Na sequência, comandou Cruzeiro, Vasco e Corinthians. A carreira posterior do treinador mostra como o sucesso em uma campanha histórica não garante estabilidade imediata no futebol, onde resultados e desempenho seguem pesando nas decisões.
O Fluminense voltou à Libertadores em 2026 e 2026. Na primeira participação após o título, parou nas quartas de final; na edição mais recente citada, chegou à semifinal. Esses resultados mantiveram o clube entre os protagonistas continentais, mas também evidenciaram que repetir uma campanha campeã depende de condições distintas: formação do elenco, disponibilidade dos principais jogadores e desempenho em confrontos eliminatórios.
As mudanças de protagonismo dentro de um elenco não são exclusivas do Fluminense. A disputa por vagas e ajustes de formação também aparecem em outros clubes, como no quarteto ofensivo em disputa no São Paulo, contexto que ajuda a separar permanência no grupo de titularidade garantida.
O que a lista de campeões revela em 2026
Três anos depois, a fotografia do time campeão reúne situações muito diferentes: um goleiro ainda titular, um lateral que perdeu a vaga, um atacante decisivo afastado por lesão, jogadores com contratos perto do fim e atletas espalhados por clubes de vários países. A contagem de sete remanescentes é relevante, mas não descreve sozinha o peso que cada um tem hoje no projeto esportivo.
Para o torcedor, o ponto de atenção imediato está nos casos de John Kennedy, Cano e Ganso. O primeiro precisa superar a recuperação física antes de voltar a contribuir em campo; os outros dois vivem incertezas contratuais e esportivas. Já Fábio segue como referência, enquanto Samuel Xavier disputa espaço. Os demais caminhos mostram a dimensão da rotatividade que acompanha até mesmo uma geração campeã.
A lembrança do título de 2026, portanto, vem acompanhada de uma reviravolta concreta: poucos anos bastaram para transformar uma equipe histórica em um conjunto de trajetórias distintas. Para acompanhar o que muda no Fluminense, a leitura mais segura é observar separadamente situação contratual, condição física e função tática de cada remanescente — sem confundir memória de uma final com garantia de protagonismo no elenco de 2026.


3 Comentários
Pingback: Saúl e Valencia voltam, e Flamengo ganha opções contra o Grêmio - Dribla
Pingback: Alisson trata o quadril e pode reforçar o Fluminense após a Data Fifa - Dribla
Pingback: Após três shows do BTS, São Paulo acelera troca do gramado do Morumbis - Dribla