O cenário da final da Copa do Brasil colocou frente a frente dois dos nomes mais proeminentes do futebol brasileiro: Dorival Júnior e Fernando Diniz. À frente de Corinthians e Vasco, respectivamente, os treinadores não apenas protagonizaram um duelo tático, mas também um encontro carregado de histórias e coincidências. Ambos, que já comandaram a Seleção Brasileira, chegaram à decisão com um passado curioso: foram campeões em lados opostos antes deste embate decisivo.
Dorival Júnior: Do Vasco à Glória na Copa do Brasil
A trajetória de Dorival Júnior com o Vasco começou em 2009, em um momento delicado para o clube carioca, que acabara de sofrer seu primeiro rebaixamento para a Série B. O técnico foi peça-chave na reestruturação, não só garantindo o retorno do Cruz-Maltino à elite do futebol nacional, mas também conquistando um título. No ano seguinte, Dorival seguiu para o Santos, onde, com o jovem Neymar e companhia, levantou seu primeiro troféu da Copa do Brasil. Esta conquista marcou o início de uma coleção que hoje soma três títulos da competição em seu currículo.
Em 2013, o treinador teve uma segunda passagem pelo clube de São Januário, mas esta foi significativamente mais breve e menos vitoriosa. Em apenas três meses, Dorival deixou o Vasco na zona de rebaixamento, e a equipe, ao final daquele Brasileirão, amargou mais uma queda para a Série B.
Fernando Diniz: O Título Corinthiano como Atleta
Fernando Diniz, por sua vez, não teve um histórico de títulos como técnico à frente do Corinthians. Sua glória no Parque São Jorge veio como atleta. Em uma passagem entre 1997 e 1998, após deixar o arquirrival Palmeiras, Diniz conquistou seu primeiro título na carreira de jogador: o Campeonato Paulista de 1997. Durante esse período, o meio-campista disputou 50 jogos e marcou dois gols com a camisa alvinegra, antes de se transferir para o Paraná.
O Reencontro Histórico na Final da Copa do Brasil
Corinthians e Vasco trilharam caminhos desafiadores até a final da Copa do Brasil. Ambos garantiram suas vagas após vitórias nos pênaltis, eliminando Cruzeiro e Fluminense, respectivamente. Esta decisão marcou o primeiro confronto entre os dois clubes em uma final desde o Mundial de Clubes de 2000, disputado no Maracanã, que, coincidentemente, seria novamente um dos palcos da grande final. A decisão foi disputada em dois jogos, com a primeira partida acontecendo na Neo Química Arena em 17 de dezembro, e o segundo confronto em 21 de dezembro.

