Foco no Privilégio, Não na Pressão
Filipe Torres, técnico da equipe feminina de base do Flamengo, minimiza a ideia de pressão na busca pelo bicampeonato da Copinha Feminina. Para ele, representar o clube em mais uma decisão é um privilégio, e o favoritismo é algo que o elenco sabe administrar. As Meninas da Gávea, primeiras campeãs da competição, enfrentam o Grêmio neste sábado pela final.
“Deixamos isso totalmente de lado. Não é pressão, é privilégio ser Flamengo e representá-lo em mais uma grande final. Sabemos da importância da Copinha para nós. Costumo falar que é um jogo de Copa, encaramos cada desafio como um jogo de Copa”, declarou Torres em coletiva na Federação Paulista.
Caminho até a Final e Destaque no Ataque
O Flamengo chega à final após uma campanha sólida, que incluiu vitórias sobre Internacional na semifinal e Ferroviária nas quartas de final. Na fase de grupos, o time venceu Aliança e Criciúma, além de empatar com o Corinthians. A equipe rubro-negra ostenta o melhor ataque do torneio, com 23 gols em cinco partidas, impulsionado por goleadas como o 11 a 0 contra o Aliança e o 7 a 1 contra o Criciúma.
“Mérito das nossas atletas de terem a capacidade de desenvolver aquele jogo e fazer os gols. O Aliança teve uma resistência, as meninas se doaram muito. Nos outros jogos, de equilíbrio, sabíamos que seriam clássicos do futebol feminino, e elas crescem com isso. Vivenciar grandes jogos faz com que elas se desenvolvam e tenham capacidade para resolver jogos grandes”, analisou o treinador.
Virada de Chave e Desenvolvimento Integral
A jogadora Anna Luíza Fernandes destacou uma mudança de mentalidade na equipe durante a competição, especialmente após as quartas de final. “Saímos atrás do placar contra a Ferroviária e não desistimos de nenhuma bola. Contra o Inter também fomos buscar. É muito essa virada de chave de não perder a concentração, batalhar o tempo inteiro. Nos fez crescer como grupo, dentro de campo, no vestiário. Juntas”, comentou.
Filipe Torres ressaltou que o trabalho no clube vai além do campo, com foco no desenvolvimento das jogadoras como cidadãs. “Buscamos dar todos os atributos para que elas possam se desenvolver diariamente, não só como atletas, mas como cidadãs. Elas estão colhendo, é uma boa fase da equipe e isso transborda em atletas convocadas na Seleção”, afirmou.
Integração e Aprendizado na Competição
A Copinha Feminina também tem papel importante na integração e formação das atletas. Durante os períodos livres, a organização promoveu formações e o contato com equipes de diversas regiões do país. “Foi muito legal. No nosso hotel estavam o Aliança e o Remo. Pudemos conversar com as meninas, coisas de dentro de campo e de fora também, costumes. É bem maneira toda essa integração, todo mundo ali é muito importante”, concluiu Anna Luíza.

