Da euforia à decepção: A montanha-russa de Gabigol no Cruzeiro em 2025
A chegada de Gabriel Barbosa, o Gabigol, ao Cruzeiro em 2025 foi cercada de expectativas. O sonho do então investidor Pedro Lourenço, que via no atacante o rosto de um projeto vencedor, materializou-se em um anúncio oficial em 1º de janeiro, após a assinatura de um pré-contrato. A apresentação, no dia 4 de janeiro, foi um espetáculo à parte, com mais de 40 mil torcedores lotando o Mineirão para recepcionar um dos maiores ídolos recentes do futebol brasileiro. O clima era de euforia, com a promessa de um futuro glorioso para a Raposa.
Início promissor, mas com sinais de alerta
Gabigol começou a temporada como titular absoluto, após período de preparação física. Os primeiros gols oficiais vieram rapidamente, e o atacante chegou a brigar pela artilharia do Campeonato Mineiro. No entanto, uma expulsão infantil em clássico contra o Atlético-MG já acendia um sinal de alerta. Com a chegada do Campeonato Brasileiro e a troca de comando técnico para Leonardo Jardim, a trajetória do camisa 9 começou a mudar drasticamente. Apesar de estrear com gol, Gabigol perdeu sua vaga no time titular em abril, e a partir daí, nunca mais recuperou a condição de peça fundamental.
Perda de protagonismo e fim de ano melancólico
Nos últimos oito meses da temporada, Gabigol atuou como titular em apenas 11 partidas, muitas vezes por ausência de outros jogadores ou por rodízio do elenco. Ao todo, foram 38 jogos com a camisa celeste em 2025, com seis gols e quatro assistências. Embora tenha tido momentos de brilho, decidindo jogos importantes com gols, o fim do ano foi particularmente amargo. O atacante completou mais de dois meses sem balançar as redes, com seu último gol marcado em 5 de outubro. O jejum se estendeu por 11 jogos, sem sequer uma assistência.
O pênalti decisivo e a incerteza sobre o futuro
O capítulo final da temporada de 2025 foi o mais doloroso. Na semifinal da Copa do Brasil, diante do Corinthians, Gabigol foi acionado nos minutos finais, com a clara intenção de ser um dos cobradores de pênalti. A responsabilidade recaiu sobre seus ombros, mas o atacante desperdiçou a cobrança crucial, defendida por Hugo Souza. A eliminação do Cruzeiro veio na sequência, e as críticas ao jogador foram imediatas e intensas. Um protesto em Belo Horizonte culminou na pichação de um muro na Toca da Raposa 1, com uma mensagem hostil. Atualmente, a permanência de Gabigol no Cruzeiro para 2026 é vista como improvável, apesar de seu contrato longo e um dos maiores salários do país, o que pode dificultar negociações. O sonho que parecia concreto em maio de 2024 se distanciou da realidade, ao menos até o fim de 2025.

