São Paulo no Topo de Lesões, Grêmio e Corinthians Próximos
Um levantamento abrangente sobre lesões no futebol brasileiro, cobrindo o período de 2016 a 2025, aponta o São Paulo como o clube com o maior número de contusões registradas. Ao longo de dez temporadas, o Tricolor Paulista acumulou 483 casos, uma média de 48,3 lesões por ano. O Grêmio surge em segundo lugar, com 457 lesões, seguido de perto pelo Corinthians, com 431. Botafogo e Internacional completam o top-5, demonstrando a frequência com que esses clubes tiveram jogadores afastados por problemas clínicos.
O estudo, que analisa caso a caso as lesões decorrentes da prática esportiva, destaca a persistência do problema em alguns clubes. O São Paulo, por exemplo, tem um histórico recente marcado por departamentos médicos cheios e já realizou diversas reformulações em sua equipe médica e de preparação física na tentativa de reverter esse cenário. O Grêmio, por sua vez, teve picos significativos em 2017 e 2018, enquanto o Corinthians registrou um número expressivo em 2022, com destaque para Fagner e Willian, e Paulinho ficando fora de 49 partidas.
Vasco: Menos Lesões, Mais Gravidade
Em contrapartida aos clubes com maior volume de lesões, o Vasco da Gama apresenta um número menor de contusões (242 em nove temporadas), mas lidera um ranking preocupante: o tempo médio de recuperação de seus atletas. Em média, um jogador do Cruz-Maltino permaneceu 49,79 dias em tratamento, indicando que os casos, embora menos frequentes, tendem a ser mais graves e demandar períodos de afastamento mais longos. O caso do zagueiro Breno, que ficou mais de mil dias afastado após múltiplas cirurgias, exemplifica essa situação.
Bragantino e Cruzeiro também figuram entre os clubes com maior tempo médio de recuperação, com 44,37 e 44,22 dias, respectivamente. No Massa Bruta, Nathan Camargo passou cerca de 450 dias no DM, enquanto na Raposa, os zagueiros Dedé e Henrique somaram mais de mil dias afastados cada um.
Ruan Oliveira Lidera Tempo Acumulado no DM, Maicon o Mais Frequente
Quando o critério é o tempo acumulado no departamento médico, o jovem Ruan Oliveira, do Corinthians, se destaca negativamente. Entre 2020 e 2024, o meia enfrentou uma série de lesões no joelho que o mantiveram afastado por quase 1.400 dias, jogando apenas 32 partidas nesse período. Ele lidera uma lista que inclui nomes como Dedé, Breno e Henrique, que também passaram longos períodos em recuperação.
Olhando para a frequência de passagens pelo departamento médico, o volante Maicon, ex-Grêmio, é o jogador com mais registros nos últimos dez anos, com 26 entradas no DM. O atacante Marinho aparece em seguida, com 25 passagens por diferentes clubes, seguido pelo atacante Pablo e pelo lateral Mayke, ambos com 24 registros. O zagueiro Rodrigo Caio completa o top-5 individual, com 23 contusões.
Coxa e Vitória se Destacam em Rankings Específicos
Ao analisar a média de lesões por temporada, o Coritiba salta para a liderança, com 48,6 contusões anuais em suas cinco participações na elite. O São Paulo aparece em segundo, com 48,3. O Vitória também ganha posições neste quesito, saindo do 19º lugar em números absolutos para a 5ª posição na média por temporada. Por outro lado, clubes como Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro perdem posições quando se adota essa métrica de comparação.
A coxa se mantém como a parte do corpo mais afetada por lesões no futebol brasileiro, totalizando 3.585 casos entre 2016 e 2025. Especialistas apontam que a sobrecarga muscular em ações de alta intensidade, como arrancadas e mudanças bruscas de direção, contribui para esse alto índice. Lesões no joelho (1.290 casos) e tornozelo (875) também são recorrentes.

