Wilson Gottardo, ídolo do Botafogo, comentou a iminente saída de Marlon Freitas para o Palmeiras e comparou a situação com sua própria experiência ao deixar o clube para o Flamengo nos anos 90. O ex-zagueiro acredita que o volante sentirá a recepção da torcida alvinegra, mas pede lucidez aos torcedores para reconhecerem o trabalho do jogador.
Gottardo, que participou do Jogo das Estrelas neste sábado no Maracanã, destacou a natureza passional do torcedor, que deseja a permanência dos atletas por toda a vida. No entanto, ele ressaltou que o mercado do futebol é diferente e que jogadores frequentemente mudam de clube.
“Torcedor é passional, ele quer que o atleta seja seu o resto da vida. Porém, o mercado não é bem assim. Antigamente, o jogador ficava no clube três, quatro, cinco anos, ou até mais”, afirmou Gottardo, que jogou sete temporadas no Botafogo em duas passagens.
Comparação e defesa de Marlon Freitas
O ex-zagueiro comparou sua saída para o Flamengo, em 1990, com a situação de Marlon Freitas. Gottardo explicou que, em seu caso, ele saiu sem contrato e ficou livre no mercado, o que difere um pouco da negociação atual do volante. Contudo, ele defendeu que a torcida do Botafogo não se esqueça do que Marlon Freitas fez pelo clube.
“É lógico que a torcida é implacável. Cheguei a jogar contra o Botafogo aqui e eles marcam pressão. Marlon Freitas vai sofrer um pouquinho com isso (risos)”, projetou Gottardo. “Mas é importante que os torcedores mais lúcidos entendam que o trabalho dele foi muito bem feito. Ele honrou a camisa, ajudou, foi além de jogar, conseguiu fortalecer o grupo, ajudar os treinadores… E as conquistas, ano passado foi maravilhoso. Torcida não pode apagar isso aí, simplesmente falar: ‘Está tudo esquecido, daqui para frente é o nosso inimigo’. Tem que respeitar a pessoa principalmente.”

