A renovação de contrato de Filipe Luís com o Flamengo, oficializada na manhã desta segunda-feira (29), teve seu desfecho positivo nas últimas horas do domingo (28). As partes envolvidas foram dormir com o acordo verbal já sacramentado, pondo fim a um longo período de incertezas sobre a permanência do lateral-esquerdo.
A apuração revela que dois fatores foram cruciais para a superação do impasse: a inegável vontade do próprio Filipe Luís em permanecer no clube, que o levou a aceitar uma redução em sua pedida salarial, e a entrada estratégica e decisiva de José Boto, diretor de futebol rubro-negro, na fase final das tratativas.
A Vontade de Permanecer e a Flexibilidade Salarial
Inicialmente, Filipe Luís, representado pelo agente Jorge Mendes, apresentava uma solicitação salarial (incluindo comissão técnica) acima do que era oferecido pelo Flamengo. Contudo, o forte desejo do jogador em continuar vestindo o Manto Sagrado foi determinante para que ele recuasse em suas exigências e topasse as condições propostas. O novo vínculo é válido por dois anos, até dezembro de 2027.
A Intervenção Cirúrgica de José Boto
Para que o “sim” fosse finalmente proferido, uma longa e crucial conversa entre Filipe Luís e José Boto se mostrou fundamental. O diretor de futebol, mesmo estando de “férias” em Portugal, reentrou ativamente no circuito das negociações, realizando uma verdadeira “sprint” para selar o acerto. Sua intervenção direta foi o ponto de virada.
Boto em Múltiplas Frentes no Mercado
A atuação de José Boto, no entanto, não se limitou apenas à situação de Filipe Luís. O diretor de futebol tem demonstrado intensa atividade, vencendo a concorrência pelo zagueiro Vitão, do Internacional, e iniciando conversas com o Cruzeiro para a possível contratação do atacante Kaio Jorge.

