Fim de um ciclo de troféus e início de transição
A temporada de 2025 marcou o fim de uma sequência vitoriosa para o Fluminense. Após três anos consecutivos levantando taças, o clube encerrou o ano sem títulos, em um período de transição dentro e fora de campo. O ano começou com o vice-campeonato do Campeonato Carioca, após derrota para o Flamengo em uma final contestada, que culminou na demissão do técnico Mano Menezes. A esperança tricolor se renovou com o retorno de Renato Gaúcho, ídolo da torcida, para sua sétima passagem no comando técnico.
Destaque internacional, mas frustrações no Brasil
Sob o comando de Renato Gaúcho, o Fluminense viveu seu momento de maior destaque na Copa do Mundo de Clubes. Atuações memoráveis contra a Inter de Milão e o Al Hilal recolocaram o clube no centro das atenções globais, com lances que se tornaram icônicos, como o discurso de Thiago Silva na parada técnica e o gol de Hércules. No entanto, a trajetória na competição terminou com a eliminação para o Chelsea. As competições nacionais e continentais reservaram mais frustrações, incluindo a eliminação na Copa do Brasil para o arquirrival Vasco e na Copa Sul-Americana, esta última levando à saída de Renato Gaúcho.
Mudanças no elenco e na diretoria
O segundo semestre de 2025 foi marcado por significativas mudanças no elenco. A saída do colombiano Arias para o futebol europeu, em uma negociação milionária, impactou o desempenho ofensivo da equipe. Pouco tempo depois, a eliminação na Sul-Americana precipitou a saída de Renato Gaúcho, que encerrou sua passagem com a sensação de não ter convertido os momentos de brilho em títulos. Para o comando técnico, o clube apostou no argentino Luís Zubeldía, com a missão de reorganizar a equipe e buscar a classificação para a Libertadores, objetivo que foi alcançado no Campeonato Brasileiro. Paralelamente, o Fluminense elegeu sua nova presidência, com Mattheus Montenegro assumindo o cargo para o próximo triênio, e deu os primeiros passos para a criação da SAF, com uma proposta de investimento sendo negociada para o futuro.
Despedida de um ídolo e o adeus amargo
O capítulo mais doloroso do ano para a torcida tricolor foi a eliminação na Copa do Brasil para o Vasco, em um confronto que evidenciou o peso emocional da temporada. A derrota nos pênaltis, com erros de John Kennedy e Canobbio, marcou o adeus ao sonho do título e, simultaneamente, a despedida de Thiago Silva. O zagueiro, um dos maiores nomes da história do clube, rescindiu seu contrato e acertou com o Porto, buscando maior proximidade com a família que reside em Londres. A saída do defensor encerrou uma passagem emocionante, mas com um final amargo para o ídolo.

