Palmeiras se adapta a novo cenário em 2026: calendário apertado e obras definem estratégia
Brasileirão antecipado e Allianz Parque em obras exigem planejamento ágil para o Verdão
A temporada de 2026 promete ser um teste de fogo para o Palmeiras, não apenas pelo desafio de manter a hegemonia em campo, mas também pela necessidade de adaptação a um calendário reformulado e obras em seu principal palco. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) antecipou em dois meses o início do Campeonato Brasileiro, que agora terá sua largada em 28 de janeiro, coincidindo com o período dos campeonatos estaduais. Essa mudança, embora visando a redução de jogos ao longo do ano, impacta diretamente o planejamento do clube paulista, especialmente no que diz respeito à integração de novos reforços e à utilização do Allianz Parque.
Allianz Parque em obras força ‘exílio’ temporário e impacta estreia em casa
Um dos principais obstáculos para o Palmeiras no início de 2026 são as obras de troca do gramado sintético do Allianz Parque. Com previsão de conclusão apenas para o final de fevereiro, o clube terá que mandar seus primeiros jogos como mandante em outras praças. A Arena Barueri, que já serviu como alternativa, deve receber a equipe nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista e, possivelmente, na segunda rodada do Brasileirão, contra o Vitória, marcada para 4 de fevereiro. Essa situação, embora temporária, quebra a rotina e a vantagem de atuar em casa desde o início da competição nacional.
Menos tempo para testes e adaptação de reforços
A antecipação do Brasileirão, que antes começava no fim de março, reduz drasticamente o tempo disponível para a comissão técnica testar o elenco e integrar novos jogadores. No ano passado, por exemplo, o técnico Abel Ferreira utilizou as cinco primeiras rodadas do Paulistão para implementar uma política de times alternados (A e B), escalando a força máxima apenas em fevereiro. Em 2026, a quinta partida do ano já será a estreia no Brasileirão, contra o Atlético-MG. Essa compressão de calendário dificulta o processo de adaptação de reforços, que em temporadas anteriores levaram até o fim do primeiro semestre para atingir seu melhor desempenho. Para 2026, a expectativa é de um número menor de contratações, o que pode amenizar parte desse desafio.
Reivindicação antiga de Abel Ferreira se concretiza com calendário mais enxuto
A reformulação do calendário, com a redução de datas e número de jogos, atende a uma antiga reivindicação de Abel Ferreira. O treinador português criticava constantemente o acúmulo de partidas e viagens sem o devido tempo de descanso para os atletas. A CBF calcula que os clubes da Série A poderão ter até 15% menos jogos por temporada, com o enxugamento dos estaduais e a entrada mais tardia na Copa do Brasil. No entanto, a antecipação do Brasileirão para janeiro é a mudança mais imediata a impactar o planejamento dos clubes, exigindo uma preparação mais intensa e um encaixe rápido de peças desde os primeiros dias do ano.
Janelas de transferência e datas importantes em 2026
As janelas de transferência para 2026 também foram definidas: a primeira ocorrerá de 5 de janeiro a 3 de março, e a segunda, de 20 de julho a 11 de setembro. Outra mudança relevante é o aumento de seis para 12 jogos o limite máximo que um atleta pode disputar antes de se transferir para outro clube da Série A. O calendário prevê ainda uma pausa para a Copa do Mundo no meio do ano, com a expectativa de que as mudanças mais profundas sejam sentidas a partir de 2028, após a realização do Mundial feminino no Brasil.

