Alívio e emoção no Beira-Rio
O apito final do árbitro Davi de Oliveira Lacerda no Beira-Rio selou o alívio de Abel Braga e de toda a torcida colorada. Com a vitória por 3 a 1 sobre o Red Bull Bragantino, o Internacional garantiu sua permanência na elite do Campeonato Brasileiro, evitando um rebaixamento que pairava como uma sombra nas rodadas finais.
Um feito comparado ao topo do mundo
Contratado para uma missão de curto prazo, apenas para os dois últimos jogos da temporada, Abel Braga demonstrou profunda emoção após a partida. Ele celebrou com os jogadores, recebeu o carinho de D’Alessandro, agora diretor do clube, e até ouviu pedidos de parte da torcida para que continuasse no comando. Em meio à euforia, o treinador, com serenidade, acenou que não, mas fez questão de ressaltar a magnitude do feito em suas declarações. “[Evitar o rebaixamento] É maior que ter ganho o Mundial. Mundial não tinha obrigação. Aqui eu vim para ajudar com o coração. Eles (torcida) ajudaram muito”, declarou o comandante, que em 2006 levou o Inter ao título mundial contra o Barcelona.
Experiência e coração em campo
Abel Braga, que havia anunciado sua aposentadoria como técnico em 2022, aceitou o chamado do Internacional após a demissão de Ramón Díaz, que ocorreu após uma derrota expressiva para o Vasco. Sua estreia não foi das mais fáceis, com uma derrota por 3 a 0 para o São Paulo, e o time chegou à última rodada com o risco de cair. O Internacional, que estava na 18ª posição, terminou a competição em 16º lugar, com 44 pontos, um ponto acima de Ceará e Fortaleza, que, juntamente com Juventude e Sport, foram rebaixados.
O “coloradismo” em campo
Apesar de não permanecer para a próxima temporada, Abel Braga deixou sua marca no clube. A atitude do treinador e a união demonstrada pela equipe em momentos de adversidade foram exaltadas pelo técnico. “Isso é o coloradismo, é o vermelho”, afirmou, em uma clara demonstração de orgulho e identificação com o clube gaúcho.

