Goleiro brasileiro defende Salah, mas reforça necessidade de responsabilidade
O goleiro Alisson Becker, titular do Liverpool e da seleção brasileira, comentou nesta segunda-feira a crise interna que abala o clube inglês, intensificada pelas declarações de Mohamed Salah após a partida contra o Leeds, pela Premier League. O atacante egípcio foi vetado pelo técnico Arne Slot para o confronto desta terça-feira contra a Inter de Milão, pela Champions League, como consequência de suas falas.
“Não é fácil como grupo. Temos uma relação pessoal com ele. Joguei com o Salah durante muito tempo. É uma boa pessoa, uma lenda e um símbolo para o Liverpool. Não é algo que me faça feliz, mas não há muito tempo no futebol para chorar por isso. Foquemos no jogo”, declarou Alisson em entrevista coletiva, buscando manter o foco da equipe.
Salah acusa o clube de abandono e se sente ‘usado como bode expiatório’
Mohamed Salah manifestou publicamente seu descontentamento, acusando o Liverpool de estar lhe deixando “à própria sorte”. O craque egípcio ficou fora do time titular pelo terceiro jogo consecutivo na temporada, e em duas dessas partidas sequer saiu do banco de reservas. Diante de jornalistas ingleses no último sábado, Salah disparou críticas, alegando que está sendo utilizado como bode expiatório para o momento instável da equipe.
Arne Slot explica ausência de Salah e nega relação tensa, mas admite surpresa
O técnico Arne Slot também abordou a situação em coletiva de imprensa. Ele confirmou a decisão de não relacionar Salah para a partida da Champions League, explicando que foi uma reação direta às declarações do jogador. “Dissemos a ele que não participaria desta viagem, e essa foi a única comunicação que tivemos. Reagimos às palavras de Salah, e por isso não viajou. Antes de sábado, falamos muito. Não acredito que nossa relação seja tensa, mas ele tem o direito a sentir o que sente. Me surpreenderam suas palavras. Não é a primeira e nem a última vez que um jogador diz isso quando não joga”, afirmou o treinador.
Slot justificou a ausência de Salah nos últimos jogos como uma necessidade de testar novas estratégias, especialmente no meio de campo, devido à vulnerabilidade da equipe. O treinador também expressou que, embora não se sinta traído, a situação impactou o time e o clube, e que busca entender as razões por trás das falas do atacante, ressaltando que expressar sentimentos à imprensa não é a forma ideal.

