Análise: Fluminense paga preço por deixar Savarino no banco e tem 32 minutos de futebol no Fla-Flu
Quando falamos sobre Análise: Fluminense paga preço por deixar Savarino no banco e tem 32 minutos de futebol no Fla-Flu, é essencial entender os principais aspectos que envolvem este tema. A partida entre Fluminense e Flamengo neste último domingo no Maracanã evidenciou duas facetas distintas do Tricolor Carioca. Uma delas, a equipe que lutou e buscou o resultado, e outra, a que se viu perdida em campo durante a maior parte do confronto. A diferença, que se tornou gritante, residiu na demora em acionar peças cruciais como Jefferson Savarino e Rodrigo Castillo. Esses 32 minutos de futebol de bom nível, em meio a 65 minutos de apatia e decisões táticas questionáveis, explicam em grande parte a derrota por 2 a 1, mas não são o único fator a ser considerado.
A Força Tardia de Savarino e Outras Peças de Impacto
Jefferson Savarino, em particular, demonstrou seu valor ao ingressar na partida aos 20 minutos do segundo tempo. Sua atuação reforça a ideia de que ele não é um mero reserva, mas sim um jogador com potencial para ser titular. A opção por escalar Serna desde o início, no clássico, não se mostrou eficaz. Este cenário se repete com outros jogadores que, mesmo vindos do banco, têm apresentado um desempenho que justifica maior presença entre os titulares. Nomes como Guga e Guilherme Arana também se encaixam nesse perfil.
A carência de opções de qualidade na zaga, aliás, tem gerado um coro por Ignácio ou Julián Millan, este último ainda sem estrear. Se a análise se restringisse aos 32 minutos de bom futebol do Fluminense – considerando o tempo regulamentar e os acréscimos –, as respostas para o próximo desafio na Conmebol Libertadores contra o Independiente Rivadavia seriam claras. No entanto, a realidade do jogo foi mais complexa.
O Domínio Rubro-Negro e a Dificuldade do Tricolor
Quando o Flamengo intensificou a pressão e buscou ampliar o placar, o goleiro Fábio, apesar de uma falha pontual no gol de Pedro, foi o principal responsável por evitar um placar ainda mais elástico. A sensação que paira é que o Fluminense, com o elenco atual e as escolhas táticas de Luis Zubeldía, atingiu um teto de desempenho.
Por sorte, esse teto é considerado alto, o que ainda permite ao time competir em alto nível no Campeonato Brasileiro. Contudo, os sinais indicam uma dificuldade em alcançar o título. A virada de chave ocorreu quando a equipe decidiu dar espaço a novos talentos e priorizar a habilidade em campo, encontrando força para enfrentar adversários como Flamengo, Palmeiras e outros concorrentes diretos.
Os 65 Minutos de Dificuldade e o Contexto da Derrota
A análise do clássico não pode ignorar os 65 minutos em que o Fluminense se mostrou apático. Uma série de problemas se acumularam desde os primeiros minutos, como a lesão de Lucho Acosta, substituído logo aos cinco minutos. A perda do principal jogador inevitavelmente afeta o desempenho de qualquer equipe.
A escolha de Zubeldía por Paulo Henrique Ganso como substituto, embora compreensível em termos de nome, demorou a surtir efeito em um clássico de tamanha intensidade. Ganso enfrentou dificuldades, mas a falta de entrosamento e aproximação entre os jogadores também foi notória, lembrando partidas anteriores. A ausência justificada de Savarino contribuiu para a escassez de opções ofensivas.
Somado a isso, a falha de Fábio no gol de Pedro iniciou um cenário de desequilíbrio. O goleiro, com muitos créditos junto à torcida, teve um erro que impactou a equipe. A partir daí, o Flamengo, sem precisar de um esforço hercúleo, controlou a partida, enquanto individualmente, vários jogadores do Fluminense apresentaram atuações abaixo do esperado, como Samuel Xavier, Hércules, o próprio Ganso, Serna e Canobbio.
O Segundo Tempo: Uma Luz no Fim do Túnel?
O intervalo chegou com um placar de 1 a 0 que não refletia a superioridade do Flamengo. No segundo tempo, a lentidão persistiu. Um lance emblemático foi a falha de marcação de Samuel Xavier em relação a Samuel Lino, permitindo o cruzamento para Pedro ampliar o placar com facilidade. O Flamengo ainda criou diversas oportunidades, mas parou em um Fábio que, mesmo com a falha, se destacou.
A entrada de Savarino e Rodrigo Castillo trouxe um novo ânimo ao Tricolor. O venezuelano ofereceu mais dinamismo que Ganso, enquanto Castillo superou a performance de John Kennedy. Essa mudança proporcionou ao Fluminense um respiro, permitindo uma pressão mais organizada e o gol de desconto aos 30 minutos. Com Savarino em campo, os jogadores ao redor também elevaram o nível, com Serna e Canobbio se encontrando mais na partida, Ganso mais participativo e até Hércules demonstrando mais presença ofensiva.
É importante ressaltar que essa melhora também ocorreu em parte devido ao Flamengo ter recuado para administrar o resultado. Ainda assim, em uma partida onde um placar mais elástico seria justo pelos 75 minutos iniciais de domínio rubro-negro, os 32 minutos finais de luta e organização do Fluminense mostram que o time tem potencial para reagir.
Lições para o Futuro e a Importância da Libertadores
A lição para o Fluminense é clara: as decisões táticas e a escalação de jogadores precisam ser mais assertivas, especialmente em competições de tiro curto como a Conmebol Libertadores. A recuperação no Campeonato Brasileiro é possível, mas a Libertadores cobra um preço alto por tropeços em casa.
O próximo compromisso contra o Independiente Rivadavia não é apenas um jogo para evitar complicações na fase de grupos, mas também uma oportunidade de redefinir o rumo da temporada. A equipe de Zubeldía precisa consolidar essa força demonstrada nos minutos finais, aproveitando o talento de jogadores como Savarino e outros que podem surgir como diferenciais. Para aprofundar sobre a performance de outros times, confira nosso artigo sobre o Botafogo e as lições cruciais para Franclim Carvalho.
Entender a importância de cada peça é fundamental. Um exemplo de como a ausência de jogadores pode impactar um time é a situação do Palmeiras, onde a suspensão de Marlon Freitas pode ser um fator decisivo. Palmeiras: A Ausência de Marlon Freitas e o Próximo Desafio no Brasileirão.
A análise do clássico também nos leva a comentários como os de Jardim, que avaliou a superioridade rubro-negra. Jardim Avalia Superioridade Rubro-Negra: “Poderíamos Ter Fechado o Jogo Mais Cedo”.
Em outros jogos, jogadores específicos se destacam. No empate do Palmeiras, Carlos Miguel, Andreas e Murilo foram os protagonistas. Palmeiras Empata: Carlos Miguel, Andreas e Murilo Brilham em Jogo Eletrizante; Avalie as Atuações!.
E no ataque do Flamengo, Pedro tem se consolidado como um artilheiro histórico. O Rei da Goleada Rubro-Negra: Pedro Supera Gabigol e Conquista o Trono de Artilheiro do Século!.

