Em meio a protestos de torcedores e um cenário de dificuldades financeiras, John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, trouxe boas notícias sobre o futuro financeiro do clube. Segundo o empresário americano, um aporte de capital significativo foi aprovado pelo conselho da Eagle e tem previsão de cair nos cofres alvinegros já na próxima semana. A expectativa é que esses novos fundos encerrem o transfer ban que impede o clube de registrar novos jogadores e, crucialmente, permitam a contratação dos reforços almejados pela diretoria.
Novos Investidores e Estrutura Renovada
Textor explicou que o investimento virá de amigos com quem trabalhou na “fuboTV”. Diferentemente de um empréstimo, a operação configura um investimento que abre caminho para que esses parceiros se tornem acionistas do Botafogo, ao lado de Textor. Essa nova estrutura visa conferir maior independência financeira ao clube, distanciando-o das negociações anteriores com a Ares e da antiga estrutura da Eagle. O aporte financeiro será direcionado para quitar a dívida com o Atlanta United pela contratação de Almada, resolvendo assim a pendência que gerou o transfer ban.
Luz Verde para Contratações e Futuro no Comando
Com a aprovação do capital, Textor já deu sinal verde aos diretores Alessandro Brito (gestão esportiva) e Thairo Arruda (CEO) para fechar com os alvos do clube. “Vamos poder contratar todos os jogadores que queremos”, afirmou Textor, que chega ao Brasil na próxima semana e pretende acompanhar de perto o duelo contra o Cruzeiro, válido pela primeira rodada do Brasileirão. O empresário também rechaçou qualquer possibilidade de deixar o comando do Botafogo, demonstrando incômodo com as críticas e pedindo apoio da torcida para o time.
Dívidas e o Caso Lyon
O dono da SAF abordou ainda as questões de dívidas, negando riscos de perda de jogadores por falta de pagamento. Ele esclareceu que a dificuldade não era a ausência de fundos, mas sim a impossibilidade de utilizá-los devido a bloqueios. Textor também revelou que o Lyon, clube francês que ele já presidiu, deve cerca de 34 milhões de euros (aproximadamente R$ 210,9 milhões) ao Botafogo. Segundo ele, essa dívida se originou da quebra do modelo de compartilhamento de recursos entre os clubes da estrutura multiclubes, após a saída de Textor do controle do Lyon e a entrada de Michele Kang.
Otimismo para o Futuro
Apesar dos desafios e das críticas recebidas, John Textor demonstrou otimismo em relação ao futuro do Botafogo. Ele reconheceu erros na formação de parcerias anteriores, mas acredita que a nova estrutura de investimento trará estabilidade e permitirá ao clube alcançar suas ambições. “Coloco o clube na frente dos meus interesses pessoais. Acho que teremos um ano muito bom”, declarou, pedindo desculpas pela falta de transparência necessária durante o processo de negociação, mas ressaltando que o sigilo era essencial para a conclusão do acordo.

