Após bater na trave em duas oportunidades, Giorgian De Arrascaeta, o talentoso meia do Flamengo, finalmente alcançou o topo do futebol sul-americano. O uruguaio foi eleito o Rei da América, prêmio organizado anualmente pelo jornal El País que reconhece o melhor jogador do continente na temporada. O feito de Arrascaeta ganha ainda mais destaque ao desbancar ninguém menos que Lionel Messi na votação.
Votação expressiva e disputa acirrada
A escolha do Rei da América é feita por um colégio eleitoral composto por 264 jornalistas de todo o continente. Para concorrer ao prêmio, os atletas devem ser sul-americanos e atuar por clubes ou seleções da América do Sul. Arrascaeta demonstrou sua hegemonia ao receber 179 votos, o que representa 67,8% do total, superando Messi com uma margem considerável. O craque argentino, que atualmente joga pelo Inter Miami, foi escolhido por 39 jornalistas (14,8%). Além de Messi, o meia rubro-negro também concorreu com o atacante argentino Adrián Martínez, campeão da CONMEBOL Recopa em 2025 pelo Racing.
Arrascaeta entra para a história uruguaia
Organizada desde 1986, a premiação do jornal El País havia coroado apenas três jogadores nascidos no Uruguai: Antonio Alzamendi, Enzo Francescoli e Carlos Sánchez. Com sua vitória, Arrascaeta se junta a essa seleta lista de compatriotas que conquistaram o prestigiado troféu. Messi, por sua vez, já havia vencido o prêmio cinco vezes, mas sempre na categoria de melhor jogador na Europa, atuando pelo Barcelona.
O ano mágico com o Flamengo
A eleição de Arrascaeta é o coroamento de um ano verdadeiramente “mágico” com a camisa do Flamengo em 2025. O meia foi peça fundamental na conquista de quatro títulos expressivos: Campeonato Carioca, Supercopa Rei, Campeonato Brasileiro e CONMEBOL Libertadores. Além disso, o uruguaio e o Rubro-Negro foram vice-campeões da Copa Intercontinental, perdendo nos pênaltis para o PSG na final, em uma campanha memorável.
A persistência que levou ao título
Esta foi a terceira vez que Giorgian De Arrascaeta concorreu ao prêmio de Rei da América. Em 2019, ele terminou em 3º lugar, ficando atrás de seus então companheiros de Flamengo, Bruno Henrique (2º) e Gabigol (1º). Já em 2022, o uruguaio alcançou a 2ª posição, sendo superado por Pedro, também atacante do Rubro-Negro. A persistência e o alto nível de desempenho finalmente o levaram à consagração máxima do futebol sul-americano.

