O futebol brasileiro tem sido palco da genialidade de Giorgian de Arrascaeta, o camisa 10 do Flamengo que não para de empilhar gols e assistências. Sua fase atual, marcada por atuações decisivas e números impressionantes, o coloca entre os grandes nomes do futebol sul-americano.
Com 25 gols na temporada e o título de melhor jogador da CONMEBOL Libertadores e do Brasileirão, Arrascaeta se tornou um pilar tanto no Rubro-Negro quanto na seleção uruguaia de Marcelo Bielsa.
Diante de tal protagonismo, surge a instigante questão que mobiliza torcedores e especialistas: se fosse brasileiro, Arrascaeta seria titular da seleção de Ancelotti? A ESPN.com.br ouviu comentaristas da casa para desvendar essa polêmica, conforme informações divulgadas pelo portal.
A Visão Divergente dos Especialistas da ESPN
A discussão sobre a presença de Arrascaeta na seleção brasileira gerou opiniões diversas entre os comentaristas. Ubiratan Leal, por exemplo, acredita que o uruguaio não seria titular, mas uma opção de luxo.
Para Leal, Arrascaeta estaria no radar de Ancelotti, seria convocado e representaria uma alternativa muito interessante no banco. Ele seria um “camisa 10 mais clássico”, mas a forte concorrência de nomes como Estêvão, Vinicius Jr., Raphinha e Rodrygo dificultaria sua vaga entre os 11 iniciais. No entanto, o comentarista ressalta que Arrascaeta teria uma carreira com muito mais jogos pela seleção do que outros jogadores brasileiros da mesma posição e geração.
Já Osvaldo Pascoal não hesita ao afirmar que Arrascaeta “sobraria dentro de campo”. Para ele, o desempenho do meia é tão excepcional que ele jogaria “com tranquilidade”, destacando seus 25 gols na temporada. Pascoal descreve o jogador como o “debochado” que faz tudo bem, fisicamente preservado e preparado, capaz de atuar “de terno, sapato de Cromo alemão e não escorrega no gramado”.
Vitor Birner, por sua vez, aponta para uma lacuna tática que Arrascaeta poderia preencher. Ele observa que o Brasil não tem um jogador com as características do uruguaio, alguém que “joga por dentro, se aproxima de atacante, faz tabela, faz pressão na área para finalizar”. Birner compara a situação com o uso de Matheus Cunha por Ancelotti, que entra na área como centroavante pela ausência de um meia com essa função. Ele reconhece que Paquetá pode desempenhar parte dessas funções, mas é diferente de Arrascaeta. Birner conclui que, se fosse brasileiro, Arrascaeta seria convocado, desequilibraria e brigaria pela posição, embora inicialmente não fosse titular.
Arrascaeta: Números Impressionantes e Protagonismo
A fase atual de Arrascaeta é, de fato, um dos principais argumentos para sua inclusão hipotética na seleção brasileira. O jogador chegou a impressionantes 25 gols na temporada, sendo decisivo em momentos cruciais. Recentemente, ele garantiu a vitória do Flamengo no ‘Derby das Américas’ com dois gols, levando o Rubro-Negro à semifinal da Copa Intercontinental.
Além dos gols, o camisa 10 foi eleito o melhor jogador da CONMEBOL Libertadores e do Brasileirão, consolidando-se como um dos principais nomes do futebol nacional e sul-americano. Seu protagonismo na seleção uruguaia, sob o comando de Marcelo Bielsa, também reforça sua capacidade de atuar em alto nível em cenários de grande pressão.
O Dilema Tático de Ancelotti e a Concorrência
A discussão sobre Arrascaeta na seleção brasileira passa inevitavelmente pelas escolhas táticas de Carlo Ancelotti e pela forte concorrência no ataque e meio-campo. A seleção conta com talentos como Vinicius Jr., Rodrygo, Raphinha e o jovem Estêvão, que podem atuar em diversas posições, inclusive centralizadas.
Apesar disso, o perfil de Arrascaeta, um meia-atacante com grande capacidade de infiltração, finalização e criação de jogadas por dentro, é visto por alguns como um diferencial que falta ao elenco. A habilidade de cadenciar o jogo e ser uma opção diferente taticamente poderia ser valiosa, especialmente em partidas mais travadas ou contra adversários que exigem maior controle de bola e criatividade no último terço do campo.
Próximos Desafios: A Luta pelo Título Intercontinental
Enquanto o debate sobre seu lugar na seleção brasileira esquenta, Arrascaeta e o Flamengo focam em mais um grande desafio. Após a vitória sobre o Cruz Azul, o Rubro-Negro enfrentará o Pyramids, do Egito, na semifinal da Copa Intercontinental. O duelo, que definirá o adversário do PSG na grande final, está marcado para sábado, dia 13, às 14h (de Brasília).
A decisão da Copa Intercontinental será na próxima quarta-feira, 17 de dezembro. Os fãs poderão acompanhar a Copa Intercontinental no Disney+, com transmissão ao vivo da Cazé TV e sem custo adicional.

