Entenda o que mudou no Atlético-MG com um mês de Domínguez e quais os desafios. A chegada de Eduardo “Barba” Domínguez ao comando técnico do Atlético-MG, em 24 de fevereiro de 2026, marcou o início de uma nova jornada para o clube. A expectativa era clara: reorientar o desempenho da equipe, que não vinha alcançando os resultados esperados sob o comando anterior. Um mês se passou, e o cenário agora é de avaliação e adaptação. O que de fato se transformou no Galo com a presença do treinador argentino? Quais foram as primeiras ações e quais obstáculos se apresentam no horizonte?
Primeiras Impressões e Ajustes Táticos Sob o Comando de Domínguez
A estreia de Domínguez como observador ocorreu no camarote, acompanhando a derrota do Atlético-MG para o Grêmio por 2 a 1, no dia 25 de fevereiro. A partir daí, o técnico mergulhou na rotina do clube, já em um período crucial da temporada.
No Campeonato Mineiro, o time enfrentou a semifinal contra o América-MG, avançando após empate no tempo regulamentar e vitória nos pênaltis. Contudo, o título estadual escapou, com a derrota para o Cruzeiro por 1 a 0 na final. No Campeonato Brasileiro, os primeiros jogos sob o novo comando não foram de arrancada, mas sinais de evolução começaram a surgir nas partidas mais recentes.
Em um total de oito jogos disputados (quatro sob a gestão de Domínguez), o retrospecto do Galo apresenta duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Um desempenho que ainda busca a consistência desejada.
A Cobrança por Intensidade e a Busca por um Time Titular
Após a frustração na final do Mineiro, Eduardo Domínguez fez um pronunciamento direto aos atletas, enfatizando a necessidade de maior intensidade em campo: “Quem não correr, não vai jogar”. Essa declaração sinaliza uma mudança de postura esperada.
A busca por uma formação ideal tem levado o treinador a realizar frequentes alterações na equipe e nos esquemas táticos. Embora os resultados plenamente satisfatórios ainda não tenham sido alcançados, algumas peças se tornaram presenças constantes. O goleiro Everson, o zagueiro Ruan, o lateral-esquerdo Renan Lodi e os meio-campistas Alan Franco e Victor Hugo foram titulares em todas as partidas sob o comando de Domínguez.
Hulk, peça fundamental do elenco, foi elogiado pelo técnico, mas com a ressalva sobre a necessidade de gerenciar sua minutagem devido ao desgaste físico. A busca por um parceiro de ataque ideal tem aberto oportunidades para jogadores como Dudu, Reinier, Cassierra e Cuello.
No setor de meio-campo, a definição de parceiros para Victor Hugo na criação de jogadas ainda é um ponto em aberto. Gustavo Scarpa iniciou como titular em três jogos, mas ficou fora dos onze iniciais nas duas partidas mais recentes. Nomes como Bernard e Igor Gomes voltaram a ganhar espaço e chances de atuar.
Análise Especializada: Pontos Fortes e Fracos da Nova Era
Segundo o comentarista dos canais Globo, Henrique Fernandes, houve evoluções notáveis, especialmente no aspecto defensivo. “Há novos aspectos positivos em termos defensivos, principalmente. A proteção da área melhorou. O time conseguiu ficar dois jogos seguidos em casa sem ser vazado. Foi uma correção importante para o início de trabalho”, avaliou.
No entanto, a análise aponta para a necessidade de maior equilíbrio. “Ainda carece de mais equilíbrio, para o time ser eficiente defensivamente, mas que também seja capaz de atacar com muita gente”, completou Fernandes.
Apesar do pouco tempo de trabalho, alguns problemas persistentes são visíveis. O aproveitamento nas finalizações e a dificuldade em conquistar vitórias como visitante no Campeonato Brasileiro ainda são pontos de atenção. Defensivamente, a melhora é perceptível, mas falhas individuais continuam custando caro à equipe.
Um ponto específico de preocupação levantado pelo comentarista diz respeito à utilização de Victor Hugo. “Um ponto de preocupação é a forma como ele tem utilizado Victor Hugo. Até pela versatilidade dele, o Barba utiliza o jogador em diferentes posições, inclusive mais defensivamente. Não é assim que ele rende mais. Quando mais perto da área e das ações de ataque, melhor”, ponderou.
Desafios Imediatos e o Caminho a Seguir
Com a pausa no Campeonato Brasileiro para a Data Fifa, Domínguez tem cerca de dez dias para aprimorar o trabalho com a equipe. O técnico reconhece a importância desses períodos:
“Os treinamentos e a busca pelo que queremos podem acelerar processos, podem ajudar a melhorar a tomada de decisões, onde queremos ter os jogadores para, quando receber a bola, o que o companheiro sem bola irá fazer. São processos que não podemos acelerar. Hoje, sinto que, de novo, houve evolução desde que estou aqui”, declarou o treinador após o confronto contra o Fluminense.
Além do Brasileirão, o Atlético-MG tem outros compromissos importantes em 2026. Na Copa do Brasil, o time enfrentará o Ceará na quinta fase. Na Copa Sul-Americana, o Galo está no Grupo B, competindo contra Cienciano-PER, Juventud-URU e Puerto Cabello-VEN.
A adaptação tática, a consolidação de um time titular e a busca por maior eficiência ofensiva são os principais desafios que Eduardo Domínguez precisa superar para recolocar o Atlético-MG no caminho das vitórias e conquistas. A torcida aguarda ansiosamente por essa evolução.
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