Atlético-MG Renasce em Clássico Eletrizante
Em um clássico que promete ecoar na temporada, o Atlético-MG conquistou sua primeira vitória em 2026, superando o Cruzeiro de virada na Arena MRV. O resultado trouxe um alívio necessário e uma injeção de ânimo para o Campeonato Mineiro e para a iminente estreia no Campeonato Brasileiro, com a participação decisiva de um de seus ídolos.
Estratégia e Vacilo Defensivo Definem Primeiro Tempo
Sob o comando de Jorge Sampaoli, o Atlético entrou em campo com a formação esperada, incluindo a estreia de Victor Hugo. O jogo começou em ritmo acelerado, marcado por estratégias claras de marcação alta e pressão na saída de bola do adversário. O Alvinegro executou bem essa tática, especialmente em cobranças de tiro de meta do Cruzeiro, com cerca de seis jogadores pressionando para dificultar a construção e buscar a recuperação da posse próxima ao ataque. Victor Hugo, inclusive, teve uma chance clara de abrir o placar após uma recuperação na entrada da área.
No entanto, a fragilidade defensiva, um fantasma do passado recente, se manifestou. Em uma jogada pela esquerda, Kaiki cruzou para a área, e Renan Lodi, optando pela linha de impedimento, deu um passo para trás, permitindo que Kaio Jorge escapasse e abrisse o placar para o Cruzeiro. A equipe alvinegra precisou se adaptar à desvantagem e também à perda de Preciado por lesão, além de reclamar de um pênalti não marcado ao final da primeira etapa.
Virada com Intensidade e Brilho Individual
O Atlético retornou para o segundo tempo com a determinação de dominar as ações e traduzir a alta intensidade em volume ofensivo. Aos 10 minutos, o gol de empate veio: Dudu fez um cruzamento preciso pela esquerda, encontrando Bernard bem posicionado para empurrar a bola para o fundo das redes. A partir daí, a postura ofensiva e a marcação agressiva se intensificaram, colocando o Cruzeiro sob pressão, com Dudu se destacando no lado esquerdo.
O jogo se tornou aberto, com ambas as equipes criando chances de perigo, exigindo boas defesas de Everson. Hulk, que até então participava ativamente na briga pela posse e na marcação, mas pecava no último passe, mostrou sua capacidade decisiva. Aos 22 minutos, Scarpa acionou Hulk pelo meio. O camisa sete driblou Jonathan Jesus, ajeitou com calma e, da entrada da área, acertou um chute indefensável no canto, marcando um golaço e virando o placar.
Confiança Renovada para os Próximos Desafios
Com a vantagem, o Atlético-MG ganhou ainda mais leveza em campo. As substituições de Scarpa, Reinier e Cuello trouxeram fôlego e mantiveram o nível da equipe, que chegou a criar oportunidades para ampliar, mas pecou em detalhes, mantendo a tensão até os minutos finais. A vitória em um clássico, especialmente após uma sequência sem vitórias e com a pressão externa, transcende os três pontos. O triunfo serve como um marco para o início da temporada, injetando a confiança necessária para os desafios que virão, a começar pelo Campeonato Brasileiro.

