Zagueiro expressa profunda frustração com a sequência negativa do Glorioso e aponta necessidade de união para reverter o quadro.
A eliminação do Botafogo no Campeonato Carioca, após derrota para o arquirrival Flamengo, ecoou um sentimento de desolação nas palavras do zagueiro Barboza. Autor do gol alvinegro no confronto, o defensor argentino não poupou críticas à atual fase da equipe, que acumula cinco resultados negativos consecutivos. Para o jogador, a performance em campo não condiz com os placares adversos, e a situação é insustentável para um clube de tamanha grandeza.
Em entrevista pós-jogo, o clima era de abatimento, mas também de cobrança interna. “Mais do que chateado, estou triste. Triste porque o que apresentamos em campo não se reflete no resultado final,” declarou Barboza, com a voz embargada pela decepção. Ele ressaltou que, apesar de o adversário ter tido a posse de bola em alguns momentos do primeiro tempo, o Botafogo demonstrou controle e domínio em boa parte da segunda etapa, chegando a buscar o empate.
Apesar da luta em campo, o gol sofrido no final da partida selou o destino do Glorioso, que agora terá que disputar a Taça Rio contra o Boavista, nas semifinais. “É uma competição que tínhamos muita vontade de conquistar. São cinco jogos sem vencer, e isso não pode acontecer. Estamos em um clube gigante para acumular tantas derrotas seguidas,” enfatizou o zagueiro, apelando para um senso de responsabilidade coletiva.
A urgência de uma virada de chave para o Botafogo
Barboza fez um apelo veemente por uma mudança de postura que transcenda o elenco. “Precisamos que cada um, desde a diretoria até o roupeiro, comece a dar um pouco mais para sairmos deste momento ruim,” sentenciou. A fala do defensor evidencia a percepção de que os problemas vão além das quatro linhas e exigem um esforço conjunto para a superação da crise.
A sequência negativa do Botafogo é preocupante e inclui derrotas para Fluminense (duas vezes), Grêmio, Vasco e, agora, Flamengo. A última vitória expressiva do clube ocorreu no dia 29 de janeiro, um contundente 4 a 0 sobre o Cruzeiro na estreia do Brasileirão. Desde então, o desempenho da equipe tem sido marcado por tropeços e atuações irregulares.
O peso das ausências e a juventude no elenco
Um dos pontos levantados por Barboza para justificar as dificuldades é o número expressivo de jogadores lesionados. “Temos muitos atletas machucados, titulares e experientes que poderiam nos ajudar neste momento,” explicou. Ele apontou que, no banco de reservas, a presença de muitos jovens jogadores, embora preparados, evidencia a falta de rodagem e experiência em situações de pressão.
“Hoje, no banco, éramos apenas meninos. Eles estão prontos para jogar, mas sabemos que não é o ideal. O Novaes, por exemplo, está fazendo seu segundo jogo como profissional. Não é normal o que está acontecendo,” desabafou o zagueiro, enfatizando a anormalidade da situação atual. A ausência de peças-chave e a consequente necessidade de lançar jovens talentos prematuramente são fatores que pesam no rendimento da equipe.
A frustração de Barboza é palpável. “É um momento muito ruim. Mais do que chateado, estou muito triste. Nós não merecemos passar por isso,” repetiu, demonstrando o peso emocional da derrocada. Ele reafirmou o empenho em campo, mas a falta de resultados positivos é um fardo difícil de carregar.
Próximos desafios e a busca por recuperação
Sem tempo para se lamentar profundamente, o Botafogo já volta suas atenções para um compromisso decisivo na próxima quarta-feira. O Glorioso disputará a partida de ida da segunda fase da Conmebol Libertadores 2026, enfrentando o Nacional Potosí, da Bolívia, em um desafio adicional pela altitude de 4.090 metros. A necessidade de uma recuperação rápida é iminente, tanto na esfera nacional quanto na internacional.
A torcida alvinegra espera por uma reação contundente, que comece com a união apontada por Barboza e se traduza em resultados concretos em campo. A temporada ainda reserva muitos capítulos, e a capacidade do clube de dar a volta por cima será crucial para definir o futuro.

