Barcelona gasta mais de R$ 24 milhões em uniformes guardados sem uso durante crise com Nike
Produção de roupas próprias foi estratégia de emergência frente às negociações com fornecedora internacional
Histórico da disputa entre Barcelona e Nike
O FC Barcelona investiu aproximadamente 4 milhões de euros — cerca de R$ 24,7 milhões — na confecção de cerca de 300 mil uniformes oficiais, que atualmente permanecem armazenados e sem uso, revelou o jornal “El País”. Essa iniciativa ocorreu em meio a uma disputa intensa com a Nike, parceira do clube desde 1998, visando renegociar ou renovar o contrato de patrocínio esportivo.
Motivação por trás da produção de uniformes próprios
Devido às tensões nas negociações, o clube decidiu produzir roupas próprias para evitar ficar sem material para o time, torcedores e demais modalidades esportivas. Os uniformes incluem itens para futebol profissional e de base, além de modalidades como basquete, rúgbi, vôlei e hóquei sobre grama. Os produtos trazem a marca própria “Bilhub Tech”, vinculada ao Barcelona Innovation Hub, criado em 2017. As camisas de torcida tiveram valor de venda de aproximadamente 89 euros (R$ 552).
Retomada do acordo com Nike e armazenamento dos uniformes
Apesar do investimento em roupas próprias, o clube conseguiu um acordo com a Nike, renovando o contrato até 2038, com um valor estimado de 50 milhões de euros — considerado pelo clube como o melhor contrato de material esportivo do mundo. Assim, as peças produzidas, que estavam armazenadas, não foram utilizadas, levantando questionamentos sobre a gestão dos recursos investidos na compra.
Implicações e questionamentos futuros
O episódio revela as estratégias extremas adotadas pelo clube diante de incertezas contratuais e também levanta debates sobre uso eficiente de recursos em clubes de elite. A situação reforça a importância de negociações transparentes e planejamento estratégico na gestão esportiva profissional.

