Um mês de impasse e incertezas
O Botafogo completa um mês sob o transfer ban imposto pela FIFA, uma punição que impede o clube de registrar novos reforços por três janelas de transferências. A sanção, originada por uma dívida com o Atlanta United referente à contratação de Thiago Almada, tem gerado um cenário de promessas públicas e incertezas nos bastidores alvinegros, com nenhuma resolução concreta até o momento.
A origem da dívida e as promessas de pagamento
A condenação do Botafogo na FIFA se deve a uma dívida de US$ 21 milhões pela contratação de Thiago Almada, somada a outros pendências de bônus e pela transferência do jogador para o Atlético de Madrid. A primeira manifestação oficial do clube ocorreu em 30 de dezembro, com a promessa de conversas construtivas e a expectativa de resolver a situação antes do início da janela de transferências. Mais recentemente, em declaração na quinta-feira, John Textor, dono da SAF do Botafogo, afirmou que arcará pessoalmente com o pagamento ao Atlanta United para derrubar o transfer ban, dependendo ainda da aprovação do clube associativo.
Reforços travados e o caso Medina
Apesar da punição, o Botafogo conseguiu acertar a contratação de quatro jogadores: Lucas Villalba, Ythallo, Wallace Davi e Riquelme. No entanto, a inscrição desses atletas ficou comprometida. A situação se agrava com o interesse no meia Cristian Medina, do Estudiantes. O clube tem acordo com o fundo detentor dos direitos do jogador, mas a negociação só será concretizada com a garantia de que Medina poderá ser registrado, o que só ocorrerá após o fim do transfer ban.
Expectativas frustradas e acusações de Textor
As metas de resolução do transfer ban, inicialmente previstas para antes do início da janela e depois antes do Campeonato Carioca, foram adiadas. Internamente, há quem não espere o fim da punição antes do encerramento da janela de transferências, em 3 de março. Em meio a declarações de Alessandro Brito, diretor de gestão esportiva, sobre a necessidade de vendas e a caminhada do clube com as próprias pernas, John Textor acusou a administradora do Lyon, Michele Kang, e o fundo Ares de serem responsáveis pelo transfer ban. Textor também citou GDA Luma Capital e Hutton Capital como potenciais investidores para um aporte de US$ 50 milhões, cujo recebimento depende da aprovação do clube associativo e dos diretores da SAF.

