Temporada 2025 marcada por alta incidência de lesões no Botafogo
A temporada de 2025 do Botafogo foi marcada por um número alarmante de lesões, totalizando 55 baixas médicas. Este dado coloca o ano como o segundo pior na era SAF do clube em termos de problemas físicos, ficando atrás apenas de 2022, quando foram registradas 66 ocorrências. Em comparação, o ano de 2024, vitorioso para o clube, teve 36 lesões. O aumento expressivo de 53% em relação ao ano anterior levanta questionamentos sobre os métodos de preparação física e a gestão do departamento médico.
Lesões na coxa e problemas crônicos lideram o ranking de desfalques
As lesões na coxa foram as mais recorrentes em 2025, totalizando 18 casos e afetando 11 atletas. Savarino foi o jogador que mais sofreu com este tipo de lesão, registrando três episódios. O zagueiro Bastos, por sua vez, foi o atleta que mais desfalcou o time, com 61 jogos fora devido a um problema crônico no joelho esquerdo, tendo atuado em apenas uma partida oficial por menos de dez minutos. Savarino também liderou em número de idas ao departamento médico, com sete lesões no total, sendo desfalque em 13 partidas.
Cirurgias e a polêmica com a preparação física
A temporada de 2025 também viu quatro jogadores do Botafogo passarem por procedimentos cirúrgicos: Jeffinho, Bastos e Kaio operaram o joelho, enquanto Neto foi submetido a uma cirurgia no coxa. Paralelamente aos problemas físicos, surgiram atritos entre jogadores, a preparação física e a diretoria. O preparador físico Luca Guerra teve seus métodos questionados internamente, com alegações de que a intensidade dos treinos não era adequada à rotina do futebol brasileiro, contribuindo para o aumento de lesões. A troca frequente de técnicos e seus diferentes estilos de preparação também foram apontados como fatores agravantes.
Afastamento de Luca Guerra e conflitos internos
A decisão pela saída de Luca Guerra foi tomada no início de novembro, mas seria comunicada após o fim do Campeonato Brasileiro. O técnico Davide Ancelotti, inicialmente, compreendeu as queixas da diretoria sobre os métodos de Guerra. No entanto, nos dias que antecederam a demissão do preparador físico, Ancelotti passou a defender sua permanência, gerando um atrito considerável. Relatos indicam que Guerra teria ignorado orientações do Núcleo de Saúde e Performance, impondo seus próprios métodos de treinamento. A pesquisa abrangeu lesões ocorridas entre 1º de janeiro e 23 de dezembro de 2025, computando apenas os atletas vetados pelo departamento médico para partidas oficiais.

