Integração Total e Resultados Imediatos
O Botafogo tem dado passos firmes na reformulação de suas categorias de base, com resultados visíveis já em 2026. A maioria do elenco sub-20, por exemplo, deixou a Copinha para estrear no Campeonato Carioca profissional, conquistando uma vitória sobre a Portuguesa. Paralelamente, jovens do sub-17 assumiram a disputa do torneio de base, avançando às oitavas de final após golearem o Juventude. Essa sincronia demonstra uma nova filosofia no clube, que busca projetar seus atletas juniores de forma mais eficaz no cenário profissional.
O Que Mudou? Uma Nova Abordagem na Base Alvinegra
O diretor de coordenação de futebol do Botafogo, Léo Coelho, ressalta que o processo de mudança não foi simples. “Tudo parece muito natural”, comentou Coelho, referindo-se à estreia do sub-20 contra profissionais experientes e com resultado positivo. Ele enfatiza, no entanto, que o caminho para consolidar essa base foi árduo e passou por uma “mudança de chave” significativa.
As transformações começaram em 2024 e se intensificaram na última temporada. A contratação de Rodrigo Bellão para o sub-17, que posteriormente ascendeu ao sub-20 com a saída de Carlos Leiria, é um exemplo. Bellão, que já comandou o Botafogo na estreia do Carioca profissional em 2026, foi peça fundamental nas conquistas do Carioca sub-20, da Dallas Cup e da Copa Rio em 2025, evidenciando a nova diretriz de qualificação e desenvolvimento.
Estrutura e Liderança: O Novo Comando da Base
Atualmente, a base do Botafogo é liderada por Augusto Oliveira, ex-gerente de futebol e agora presidente do Movimento dos Clubes Formadores (MCFFB). Ao seu lado, William Santos, com experiência em captação no clube, atua como coordenador. Juntos, eles trabalham para replicar as metodologias do time principal no sub-20, facilitando a comunicação e a transição entre as categorias.
Um marco dessa integração é a alocação de todo o trabalho do sub-20 no Espaço Lonier, o Centro de Treinamento profissional do clube. Essa mudança logística, implementada em julho de 2025, incluiu a disponibilização de 15 salas para diversos setores da base e um vestiário exclusivo para o sub-20. A proximidade com o elenco profissional permite atividades conjuntas e uma observação mais atenta de jovens talentos.
A “Mudança de Chave” nos Atletas e a Valorização do Ativo
Léo Coelho destaca a “mudança de chave” percebida nos próprios atletas. “Eles passam a entender o processo de transição e estão mais próximos da gente”, explicou. A oportunidade de estrear em competições profissionais e a integração gradual com o time principal diminuem a ansiedade e a pressão sobre os jovens, que já se familiarizam com o dia a dia do clube.
Essa cooperação, autonomia e confiança resultam, segundo Coelho, em entrega técnico-tática e performance em campo, além de resultados financeiros. Os atletas são vistos como “potenciais ativos” cada vez mais valorizados, com o objetivo de serem reconhecidos no mercado como “ativos de altíssimo nível” e com o selo de formação da “Escola Botafogo”. O Botafogo volta a campo neste domingo com um time formado por jovens do sub-20 contra o Sampaio Corrêa, em partida válida pelo Campeonato Carioca, a última antes da estreia do time profissional em 2026.

