Ação Judicial por Atrasos
O lateral Bruno Pacheco entrou com uma ação na Justiça do Trabalho contra o Fortaleza, buscando a rescisão indireta de seu contrato. O jogador alega o não pagamento de valores devidos, incluindo quatro meses de luvas, salários de novembro e dezembro, décimo terceiro, férias e dois meses de direito de imagem. Antes de recorrer à justiça, Pacheco tentou uma resolução amigável com a diretoria do clube, mas não obteve sucesso.
Rescisão Indireta: O Que Significa?
A rescisão indireta ocorre quando o empregado solicita o fim do contrato devido a falhas graves do empregador. A partir de dois meses de atraso salarial, não pagamento do FGTS ou direitos de imagem, o atleta tem o direito de se desligar do clube como se fosse dispensado sem justa causa. Isso garante o recebimento de todas as verbas rescisórias e a cláusula compensatória prevista em contrato.
Situação Atual e Valores Cobrados
Bruno Pacheco não tem participado dos treinos do Fortaleza enquanto aguarda um desfecho para a situação. A defesa do jogador afirma que não há pressa para a solução e que está aberta tanto a uma decisão judicial quanto a um acordo amigável. Na ação, o lateral reivindica um total de R$ 5.914.280,59. O processo foi protocolado pouco antes de um reajuste salarial automático previsto em contrato, que elevaria seus rendimentos mensais para R$ 180 mil a partir de 1º de junho.
Próximos Passos da Justiça
O pedido de urgência feito pela defesa de Pacheco não foi analisado pelo juiz plantonista. O caso foi encaminhado para a 15ª Vara do Trabalho e a avaliação do pedido de rescisão indireta ocorrerá após o recesso do Judiciário. Até o momento, o Fortaleza não emitiu um posicionamento oficial sobre as alegações do jogador.

