Após nove meses afastado dos gramados devido a uma grave lesão no joelho esquerdo, o atacante Jonathan Calleri, do São Paulo, não hesitou em abordar a conturbada situação política que assola o clube. A declaração forte veio logo após a vitória apertada por 1 a 0 sobre o São Bernardo, na última quinta-feira (15), pela segunda rodada do Campeonato Paulista.
A fala do argentino ocorre em um momento crucial, visto que os conselheiros do São Paulo votarão, nesta sexta-feira (16), o processo de impeachment do presidente Julio Casares. Na zona mista, Calleri admitiu que a crise política dos últimos meses afeta os atletas, mas fez um apelo direto à cúpula do futebol para que o elenco seja blindado dos problemas extracampo.
Impacto da Crise Política no Vestiário
“Acho que é muito pessoal. Os líderes do campo e os que levam o campo, claro que se importam. Imagina trabalhar em um lugar que você não sabe se amanhã o cara que é presidente, não sabe e vai seguir e como vai seguir sua vida. Aqui é o mesmo”, disparou Calleri, expondo a incerteza que a situação gera. Ele enfatizou a condição dos jogadores como funcionários do clube: “A gente é funcionário, trabalho para o São Paulo, gosta muito de ficar aqui. A gente é muito feliz aqui. Coloco a mão no fogo por todos os meus companheiros. Todos que estão aqui amam ficar no clube, mas as coisas extra políticas, em parte, podem afetar o grupo”.
Blindagem e Foco Exclusivo no Campo
O camisa 9 tricolor foi categórico ao cobrar a responsabilidade dos dirigentes. “Os que comandam, o grupo, o treinador, os diretores que estão conosco todos os dias, os mais grandes, têm que blindar o grupo para tentar dar o melhor dentro de campo. Acho que hoje foi assim”, destacou o jogador. Ele reiterou que o elenco não tem poder de ação fora das quatro linhas e deve se concentrar em recuperar o São Paulo dentro de campo.

