A Supercopa da Espanha será disputada pela terceira vez consecutiva na Arábia Saudita, local que sediará o torneio até pelo menos 2029. Apesar dos ganhos financeiros significativos para os clubes e para a Real Federação Espanhola de Futebol, a mudança continua gerando críticas de jogadores e torcedores.
Iñaki Williams lamenta afastamento da torcida
Iñaki Williams, atacante e capitão do Athletic Bilbao, não escondeu a sua insatisfação com o formato da competição em entrevista após o treinamento do time. Segundo ele, levar um torneio nacional para outro país dificulta o acompanhamento dos fãs e, por consequência, prejudica o apoio da torcida para os jogadores.
“Levar uma competição nacional para outro país não é fácil para os torcedores e não facilita as viagens. No fim das contas, por causa da grande torcida que temos, parece que estaremos jogando fora de casa. E, se fosse aqui, todos sabemos quantos torcedores do Athletic estariam lá para nos apoiar”, declarou o capitão.
Supercopa da Espanha: partidas decisivas e calendário
No próximo dia 7, às 16h (horário de Brasília), o Athletic Bilbao, com Williams em campo, enfrentará o Barcelona na semifinal da Supercopa. Na outra semifinal, marcada para o dia 8, Real Madrid e Atlético de Madrid fazem o tradicional clássico madrilenho.
Motivo pessoal intensifica revolta do jogador
Além das dificuldades para os torcedores, Williams compartilha um motivo pessoal para a sua frustração: ele está prestes a se tornar pai e terá de viajar para a Arábia Saudita enquanto sua esposa aguarda o nascimento do filho no País Basco.
“Serei pai nos próximos dias e ter que deixar minha esposa e meu filho aqui é uma verdadeira dor, mas faz parte do trabalho”, revelou o atacante, ressaltando a complexidade emocional que a situação lhe impõe.
Impactos da decisão para clubes e torcidas
A decisão de realizar a Supercopa fora da Espanha, apesar de garantir recursos financeiros, continua gerando críticas e questionamentos sobre o impacto para as torcidas locais, que enfrentam maiores dificuldades para acompanhar suas equipes presencialmente. Para jogadores como Williams, representar o clube longe da sua principal base de apoio torna o desafio ainda maior.

