Ajuda financeira com contrapartida
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou a manutenção da ajuda de custos para a logística dos clubes na Série B a partir de 2026. A entidade arcará com despesas de transporte, hospedagem, exames antidoping e taxas de arbitragem. Contudo, essa assistência virá atrelada a uma contrapartida importante: a obrigatoriedade de os clubes manterem os salários dos jogadores em dia, além de cumprirem outras regras iniciais de implantação do Fair Play Financeiro.
Essa decisão surge após uma série de reclamações dos clubes, que desde o ano passado vinham manifestando preocupação com os altos custos operacionais da competição. Em 2025, a CBF já havia liberado R$ 2,5 milhões para cada equipe nas rodadas finais, em resposta a um pedido conjunto das equipes.
Novo formato de acesso à Série A
Além da questão financeira, a Série B de 2026 apresentará um novo formato de disputa pelo acesso à Série A. Apenas o campeão e o vice-campeão garantirão a subida direta. Os clubes que terminarem entre a terceira e a sexta posições disputarão um playoff em formato de ida e volta para definir as duas vagas restantes.
A proposta foi aprovada por 17 votos a três no Conselho Técnico da CBF. No novo modelo, o terceiro colocado enfrentará o sexto, e o quarto duelará contra o quinto. Essa configuração, inspirada em modelos europeus, visa aumentar a competitividade e o interesse na reta final da competição.
Série B não parará para a Copa do Mundo
Outra novidade para a Série B de 2026 é a continuidade da disputa durante a Copa do Mundo. A medida, solicitada pelos representantes da Segunda Divisão, não estava prevista no calendário original da CBF. A intenção é antecipar o calendário para que os playoffs não se estendam até dezembro.
O calendário prévio da CBF para 2026 indica o início da competição em 21 de março e o encerramento da 38ª rodada em 28 de novembro. A ausência de paralisação para o Mundial permitirá uma fluidez maior na temporada.
Mudanças nas regras de transferência
Os clubes da Série B também aprovaram um aumento no limite de jogos para a transferência de jogadores dentro da mesma edição do torneio. Anteriormente, um atleta que disputasse oito partidas por uma equipe não poderia atuar por outro clube na mesma Segundona. Agora, esse teto foi elevado para 12 jogos, oferecendo maior flexibilidade aos elencos ao longo da temporada.

